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Mais de 300 famílias vítimas de inundações já retornaram às suas residências na Beira

Já foram desactivados, na cidade da Beira, os três centros transitórios criados, na quinta-feira da semana passada, em igual número de bairros, nomeadamente Ndunda, Mungassa e Macurungo, para albergar temporariamente 341 famílias que viram as suas residências inundadas devidos a intensas chuvas que caíram no Chiveve entre os dias 16,17 e 18 deste mês.

O processo de desativação dos centros transitórios iniciou no fim da tarde de quarta-feira, depois de uma equipa técnica do Instituto Nacional de Gestão de Desastre, ter percorrido os três bairros e ter concluído que já existem condições aceitáveis para as vítimas regressarem às suas zonas de origem. Aliás, parte das próprias vítimas já tinham iniciado, na passada segunda-feira, por livre vontade, o regresso para as suas casas.

“O mau tempo que contribuiu para provocar inundações fora do comum no meu bairro passou, na passada sexta-feira. Desde lá até hoje não voltou a chover e, felizmente, o nível das águas está a baixar gradualmente. Hoje, depois de uma semana, já não há água no interior da minha casa e sinto que já há condições para retornar a mesma com a minha família e recomeçarmos a vida normalmente”, afirmou, bastante feliz, Muluinga Francisco.

Refira-se que outras vítimas das inundações procuraram refúgio no seio dos seus parentes e amigos noutros bairros da urbe, depois de verem o nível das águas a atingirem cerca de um metro no interior das suas residências. Estes também já regressaram às suas zonas de origem.

A comunidade que reside em redor das três escolas vai dedicar esta sexta-feira para proceder à limpeza das três escolas que acolheram as vítimas e tudo indica que as aulas serão retomadas na próxima segunda-feira.

O delegado do INGD em Sofala, Aristides Armando, explicou que cada uma das 341 famílias recebeu um kit de retorno constituído de bens alimentares e kits básicos de higiene e “as famílias mais vulneráveis, entre elas lideradas por idosos ou crianças, vão ter um tratamento especial para recomeçarem as suas vidas, assim como aquelas que viram as suas residências de construções precárias, a serem destruídas parcial ou completamente”.

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