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Mais de 2.5 milhões de moçambicanos terão acesso à energia solar

O Banco de Desenvolvimento da África Austral (DBSA na sigla em inglês) vai financiar a Ignite Moçambique, organização que lidera um projecto de fornecimento de energia solar à população nas zonas rurais, ao abrigo do programa governamental “Energia para Todos”.

Segundo explica Pedro Coutinho, director-executivo da Source Capital, empresa que financiou a Ignite Moçambique, o apoio do DBSA dividir-se-á em duas fases.

A primeira fase, considerada preparatória, custará cerca de 2.2 milhões de dólares e espera-se que este valor financie cerca de 30.000 instalações de sistemas solares.

Dependendo do sucesso da primeira fase, o segundo desembolso pode chegar a 30 milhões de dólares.

Com mais dinheiro disponível, elevaram-se as ambições do projecto. “O que estamos hoje aqui a anunciar é o nosso real crescimento”, afirma Coutinho.

Quando o acordo entre a Ignite e o Ministério dos Recursos Minerais e Energia foi assinado, em Fevereiro de 2019, o plano era alcançar 1.8 milhões de moçambicanos, mas, com o financiamento acima referido, a expectativa é de beneficiar mais de 2.5 milhões de pessoas.

No momento estão a ser feitas instalações de sistemas básicos de iluminação, com capacidade de alimentar três lâmpadas. O custo mensal é de 300,00 meticais mensais que serão pagos ao longo de 3 anos.

Até então já foram feitas cerca de sete mil instalações de sistemas solares em alguns distritos da Zambézia e Niassa.

Espera-se que até ao fim deste ano o número suba para 12.500 e o projecto expanda-se para as províncias de Sofala e Manica.

“Com base na experiencia que temos… diria que a nossa ambição é, no segundo ano, estabilizar em cerca de 50.000 a 60.000 ligações por ano”, disse Coutinho, mostrando-se optimista em relação ao impacto que este financiamento causará no projecto.

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