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Mais de 100 golfinhos morrem na costa de Bazaruto em Inhambane

Pelo menos 111 golfinhos deram à costa da ilha do Bazaruto e morreram, na província de Inhambane. Vinte e cinco destes mamíferos foram encontrados na costa norte e outros 86 na costa oeste da ilha. Várias equipas deslocam-se ao local, esta quarta-feira, para apurar as causas da morte.

Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) confirmou o facto, através de um comunicado enviado ao “O País”.

Dos 32 golfinhos encontrados na manhã de domingo, 25 estavam mortos e sete foram devolvidos ao mar vivos. O facto foi reportado pelas autoridades marinhas locais, esclarecendo que os animais sem vida foram enterrados na praia, na mesma ilha.

Esta terça-feira, mais 86 mamíferos foram achados na costa oeste da ilha do Bazaruto, do lado do oceano, com muitos bancos de areia.

Os animais encontrados nas duas ocasiões diferentes são da mesma espécie, Stenella Longirostris, e estão a ser submetidos a exames para apurar as causas da morte.

As circunstâncias em que os golfinhos apareceram na costa, no Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto, eram desconhecidas até à publicação desta matéria.

O Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto considerou ser prematuro avançar as prováveis causas da morte em massa dos animais.

Contudo, ao “O País”, o chefe de fiscalização naquela área de conservação, Tomás Manasse, disse que “não se sabe exactamente qual pode ter sido a causa” da morte.

A autópsia e as análises efectuadas aos animais não permitiram determinar qualquer “problema na pele, na língua ou nos intestinos”. Porém, “foram colhidas amostras” para envio ao laboratório em Maputo, explicou Tomás Manasse.

O ciclone “Guambe” causou agitação nas águas da ilha do Bazaruto, o que pode ser uma das causas da morte destes animais. Tomás Manasse disse ainda que os mamíferos desta espécie são sensíveis e seguem o líder durante a movimentação.

Em caso de perigo de morte, os animais deslocam-se até à margem e todos outros fazem o mesmo, seguindo o seu líder.

Segundo a ANAC, uma equipa mista constituída pelo Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas, Ministério da Terra e Ambiente (Administração Nacional das Áreas de Conservação), Universidade Eduardo Mondlane, dois especialistas em mamíferos marinhos da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) desloca-se esta quarta-feira, ao Parque Nacional de Arquipélago do Bazaruto para reforçar uma outra equipa de especialistas e pesquisadores que se encontram a trabalhar no terreno.

“No Parque Nacional do Arquipélago do Bazaruto, para além da ocorrência de mamíferos marinhos tais como dugongos, baleias, golfinhos e outros, proporcionados pela combinação de águas rasas e profundas, bem como pela disponibilidade de nutrientes e tranquilidade da zona, foi registada a ocorrência de 180 espécies de aves, 45 de répteis, 16 de mamíferos terrestres, 500 de moluscos marinhos e costeiros, e 2000 espécies de peixe”, refere a nota.

O Parque Nacional do Arquipélago do Bazaruto possui uma área de 1.430 quilómetros quadrados e foi criado a 25 de Maio de 1971 sendo o primeiro parque marinho no país.

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