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Mais de 1.600 pessoas mordidas por cães na cidade de Maputo

Foto: O País

Nos primeiros nove meses do ano em curso 1.635 pessoas foram vítimas de mordedura canina, na cidade de Maputo, sendo a maior parte registados nos distritos de Kamavota e Kamubukwana e Kalhamanculo.

Os chamados cães vira-latas são responsáveis por grande parte dos casos. Entretanto, apesar dos casos registados houve uma redução nos casos, na capital do país, segundo fez saber a directora de Saúde Cidade de Maputo, Sheila Lobo.

“Tivemos uma redução de 30 por cento em relação aos casos de mordedura canina, com o registo de 1.635 mordeduras caninas contra 1.925 do mesmo período de 2020”.

Segundo Lobo, este ano como também no ano passado, não houve registo de óbitos por raiva, que conforme explicou deve-se a sensibilização das comunidades, para medidas preventivas, a rápida procura pelos serviços de saúde logo após a mordedura e a disponibilidade de vacina antirrábica, “em todas as unidades sanitárias”.

Ainda nos esforços de evitar casos de raiva, foi lançada oficialmente a campanha de vacinação de cães e gatos na capital do país.

A directora de Serviços das Actividades Económicas da Cidade de Maputo, Lúcia Luciano, disse que a nível da Cidade de Maputo, a previsão é vacinar cerca de 16 mil cães e gatos e outros animais felinos, que possam transmitir a raiva.

“Até o presente momento já foram vacinadas 110 mil pessoas e temos disponíveis mais de 15 mil vacinas disponibilizadas pelo Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, para processo e até ao fim do ano iremos alcançar a meta”, referiu Luciano.

Como forma de flexibilizar o processo, há, em todos os distritos municipais, técnicos responsáveis pela vacinação dos animais, ao longo de todo ano.

O secretário de Estado da cidade de Maputo, Vicente Joaquim, disse que é compromisso do país erradicar a raiva transmitida ao Homem por cães até ao ano 2030.

“A raiva humana transmitida principalmente por cães ainda é um grave problema de saúde pública em Moçambique e estima-se que mata, em média, cerca de 70 pessoas, todos os anos. Na nossa cidade nos últimos quatro anos perderam a vida, vítimas de raiva cerca de 19 pessoas, e em 2020 não tivemos vítimas mortais”.

Segundo Vicente, os dados mencionados são essenciais para aumentar a consciencialização sobre as doenças, prevenir casos de raiva, vacinar a população animal e educar as pessoas sobre os perigos da raiva e como preveni-la.

Esta terça-feira celebrou-se o dia Mundial de Combate Contra a Raiva uma doença letal que mata, anualmente, mais de 59 mil pessoas, em todo mundo, principalmente na África e Ásia e este ano se assinala sob o lema “Raiva: Sim aos Factos, Não ao Medo”.

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