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Macaringue defende que não se deve estranhar o envolvimento de outros países no combate ao terrorismo em Cabo Delgado

O antigo Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas de Moçambique entende que não se deve estranhar o envolvimento de outros países no combate ao terrorismo em Cabo Delgado. Paulino Macaringue pronunciou-se esta manhã, nas cerimónias do 57º aniversário do início da luta armada de libertação de Moçambique.

Uma das personalidades moçambicanas que participa nas cerimónias centrais do 25 de Setembro, na Cidade de Pemba, é Paulino Macaringue. Nesta manhã, o antigo Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) defendeu que não se deve estranhar o envolvimento de outros países no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, porque o fenómeno não é um acto isolado e, por isso, o país não pode o combater unilateralmente.

De acordo com Paulino Macaringue, o terrorismo é um fenómeno global. “Nenhum país pode combater o terrorismo sozinho, porque ele próprio não é um fenómeno localizado. O terrorismo em Moçambique tem tentáculos fora de Moçambique, de tal maneira que não estranhemos nunca o envolvimento da região e de outros países amigos que nos ajudam, quer de forma material, quer em termos de formação, quer em participação directa”.

Para o antigo Chefe de Estado-Maior das FADM, o que é mais importante, no que se refere ao envolvimento de tropas estrangeiras no país, é a utilização da presença das mesmas forças na aceleração da capacidade militar nacional. “Nunca devemos dizer quando é que podemos deixar de precisar de auxílio externo para combater o terrorismo”, afirmou Paulino Macaringue.

Nas celebracoes do 57º aniversário do 25 de Setembro (1964), dia em que iniciou a luta armada pela libertação nacional do regime colonial português, estiveram ainda representantes de exércitos estrangeiros, por exemplo, Ruanda, Malawi, Portugal e Estados Unidos. Em geral, os representantes dos três últimos países realçaram a importância da colaboração militar no combate ao terrorismo em Cabo Delgado. “Entendemos que estão a atravessar um momento difícil, para o país, com o terrorismo em Cabo Delgado, e estamos felizes por continuar a apoiar com treinamento das forças moçambicanas e prestando assistência no reforço das capacidades das forças moçambicanas”, afirmou O’Reilly, do exército americano.

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