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Luís Gonçalves: “disputa do Moçambola vai beneficiar os Mambas”

Luís Gonçalves não tem dúvidas. Com a bola a rolar nos relvados nacionais, os jogadores internos  ganham ritmo competitivo e traquejo para estarem em melhores condições de se baterem diante do Ruanda e Cabo Verde, na luta pela qualificação ao CAN-2021.

Março é um mês decisivo para a selecção nacional de futebol, Mambas, que joga duas cartadas importantíssimas no grupo “F” de qualificação ao CAN-2021, competição agendada para os Camarões. Primeiro, no dia 23, os Mambas deslocam-se ao Ruanda onde vai jogar com a selecção local, em desafio inserido na quinta jornada.

Sete dias depois, a selecção nacional recebe no Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ) a sua similar de Cabo Verde, na derradeira jornada de acesso ao Campeonato Africano das Nações. Dois jogos de “vida ou morte”, pelo que se apresentarem com ritmo competitivo é fundamental para que se acumule pontos suficientes que permitam, dez anos depois, voltarem a marcar presença na fina flor do futebol africano. É, por isso, que o arranque do Moçambola 2021 no passado dia 16 de Janeiro, no município de Vilankulo, mereceu aplausos por parte do seleccionador nacional de futebol, Luís Gonçalves.

“Em Março, temos dois jogos decisivos. Temos a qualificação para discutir e, por isso, considero importante os jogadores terem alguma rodagem ou ritmo competitivo. Apesar da selecção nacional de futebol ser constituída por muitos jogadores que jogam fora, também é composta também por vários atletas que jogam internamente. Portanto, é fundamental que a competição interna seja forte”, realçou Luís Gonçalves.

Sábado, no campo Alto de Massaka, palco do jogo inaugural do campeonato nacional de futebol, o seleccionador nacional esteve nas bancadas a tirar algumas notas. De caneta e punho e ficha técnica das duas formações bem ao lado, Luís Gonçalves escrevia a cada momento que os jogadores das duas formações o despertassem atenção.

“Estou aqui no jogo inaugural porque acho importante que o campeonato decorra para que tenhamos mais opções”.

Na sua comunicação à Nação, no passado dia 13 de Janeiro, o Presidente da República, Filipe Nyusi, disse que todos os campeonatos nacionais devem decorrer sem a presença do público para se evitar a propagação da Covid-19. E foi o que aconteceu na jornada inaugural do Moçambola com os jogos a serem à porta fechada.

Para Luís Gonçalves, esta decisão configura-se como um “mal necessário”. O seleccionador nacional diz ainda esperar que o Moçambola seja uma prova “competitiva com as equipas equilibradas para colocarem problemas aos jogadores para que eles resolvam e estejam a um bom nível”.

Os Mambas ocupam a segunda posição no grupo “F” de qualificação para o CAN-2021 com quatro pontos, resultantes de uma vitória e um empate. O combinado nacional estreou-se em Novembro de 2019 com uma vitória por um a zero diante do Ruanda. Na segunda jornada, a selecção nacional de futebol empatou a duas bolas com Cabo Verde. A pandemia da Covid-19 forçou, em Março de 2020, o adiamento dos jogos da terceira e quarta jornadas de apuramento a Taça das Nações Africanas. No novo normal, os Mambas perderam com Camarões por 4-1 e 2-0 em Doulá e Maputo, respectivamente.

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