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“Lugar bom e lugar nenhum”: alguns compassos para uma “sinfonia” literária*

 “Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa – salvar a humanidade.”
José de Almada Negreiros (1921). In A Invenção do Dia Claro. Lisboa: Olisipo .

“Antigamente / (antes de Jesus Cristo) / os homens erguiam estádios e templos / e morriam na arena como cães. // Agora… / também já constroem Cadillacs.”

José Craveirinha (1974). “Civilização”. In  Karingana ua Karingana, Lourenço Marques: Académica.

 

Intróito

Começo o meu texto citando dois poemas que, em meu entender, respondem à grande incógnita que nos reúne em torno do assunto de um dos paineis da Feira do Livro de Maputo, edição 2020. O tema é “Dialécticas literárias em tempos de crise: que ideias para o futuro?”.

São as dúvidas e o medo sobre o tempo vindouro que inspiram o nosso diálogo. São estas questões nunca respondidas, desde que o mundo existe e que não terão uma solução com as intervenções nesse debate. Entretanto, cada um dos participantes tecerá considerações éticas, com as quais, certamente, acredita que podem ajudar a enfrentar o que nos espera, mas nenhum dos painelistas trará uma fórmula acabada. Isso não tem sido possível, tal como ilustram os poemas e tal como temos vivenciado. Ambos os textos revelam que ainda há muito a se fazer pela humanidade e pelo futuro. Por outras palavras, temos que ir cuidando da humanidade para a salvar. Mas o trabalho será sempre inacabado.

 

Pressupostos

Será, também, a partir do pensamento de Edgar Morin (2002), de Zygmunt Bauman (2007) e de Yuval Noah Harari (2020), que tentarei construir o meu pensamento. Morin, porque nos sugere como o futuro pode ser gerido em termos educativos;  Bauman, por nos alertar para a gestão da incerteza e da utopia que é a vida ou o conhecimento sobre o mundo. Em síntese, ambos os autores se referem, nas suas obras, às questões do futuro. Encontrei, também, através de uma abordagem à obra de Yuval Harari, a ideia de que as escolhas que fizermos, actualmente, em relação à pandemia global do coronavírus, mudarão as nossas vidas futuras.  E é em função das ideias destes autores que elaborarei a pretensão de uma “sinfonia” na criação literária para os dias que vêm pela frente.

Em Os Sete Saberes Necessários para a Educação do Futuro, Morin (2002), aponta os caminhos que deverão nortear o ensino no século XXI, a saber: as cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão; os princípios de um conhecimento pertinente; ensinar a condição humana; ensinar a identidade terrena; afrontar as incertezas; ensinar a compreensão e a ética ao género humano.

No primeiro conceito, o autor alerta-nos para a importância de se ir construindo em permanência o conhecimento, para evitarmos ilusões. Quer dizer que o conhecimento nos transcende. E é, também, o que sugerem as epígrafes do presente texto. No segundo, há um convite para que o conhecimento seja apreendido em função de problemas globais, que depois possam ser particularizados localmente. Quer isto dizer que é importante estabelecer-se relações que permitam a leitura e a troca de informações de dados que sejam comuns, para depois os fragmentar em partes que possam responder a contextos específicos. O terceiro conceito confronta-nos com a dimensão humana, isto é, sobre o facto de o homem ser feito de múltiplas identidades: física, biológica, psíquica, cultural, social e histórica, que devem ser levadas em consideração no ensino, por serem indissolúveis e por coexistirem em toda a raça humana, ou seja, os homens são iguais e é preciso que isso esteja claro na contextualização local ou específica de cada fenómeno. Assim, chegamos à quarta premissa, na qual o autor nos sugere que uma crise de um país arrasta consigo todos os países, ou seja, a terra, no seu todo, é a nossa casa comum, os problemas de uns são os problemas de todos. Estes dois últimos paradigmas complementam-se.  E com o quinto, somos convidados a abandonar as concepções deterministas sobre o mundo, dado que não há como predizer o futuro. Seguindo para o sexto ponto, somos ensinados sobre a necessidade de aprender a compreendermo-nos como humanos, há que ultrapassar a barbárie, a xenofobia, os desprezos,  os racismos, etc.  De alguma forma esta noção surge como alicerce para a compreensão do quarto paradigma. No sétimo somos chamados para a urgência de sermos democráticos. A nossa condição de indivíduos numa dimensão ternária: espécie-sociedade-indivíduo, que, para além de nos conceder uma autonomia individual, cobra-nos em obrigações pessoais, por um lado, e sociais, por outro, para com a espécie humana.

Há em síntese, na concepção deste autor, a ideia subjacente de que o futuro é uma incógnita que deve ser abordado, considerando a ideia de unicidade da espécie humana que habita um lugar comum que é a terra e que, para além das preocupações individuais, há a necessidade de se estabelecerem trocas e conhecimento, uma vez que, por serem seres pluri-identitários, os Homens devem, cada vez mais, cultivar valores éticos, de compreensão, de cidadania, que sejam democráticos, visando proteger o planeta e a sua espécie. Os determinismos são um fenómeno falho na sua essência. O devir é árduo.

A questão da incerteza é também estudada por Bauman (2007:100), na sua obra Tempos Líquidos, no capítulo que aborda a utopia e a incerteza. Segundo o autor, foi no séc. XVI “que as rotinas antigas e aparentemente eternas começaram a se desintegrar”. E foi nessa mesma altura em que, a partir de Sir Thomas More, se começou a utilizar a palavra utopia, para designar novos sonhos. Segundo explica o autor que tenho vindo a citar, significa, grosso modo: lugar bom e lugar nenhum. Entretanto, os seguidores de Sir Thomas More, conforme afirma Bauman, foram propalando a ideia de impossibilidade de se viver um mundo sem utopia. E a utopia na sua óptica é: “uma imagem de um outro universo, diferente daquele que conhecemos ou de que estamos a par. Além disso, ela prevê um universo originado inteiramente da sabedoria e devoção humanas.” (Bauman: 2007:102-103). E é um conceito encoberto de incertezas, com o qual se deve ligar cautelosamente.

As vidas dos seres humanos encontram-se entrelaçadas, conforme nos sugere Yuval Harari (2020), ao afirmar que, no contexto pós-pandemia, é importante que os planos económicos sejam feitos de modo global, uma vez que o problema é global. Segundo ele, deve existir solidariedade entre países pobres e países ricos. O seu ponto de partida é o de que as mudanças nos próximos tempos não terão apenas a ver com os sistemas de saúde mas, também, com a economia, com a cultura, com a política e com a ciência. A crise presente marca, certamente, uma nova era para as nossas vidas.

No entender de Harari, será uma era marcada pelo controle total dos cidadãos, porque se passará a viver num mundo digitalizado. Além disso, deverá haver uma escolha entre o isolamento nacionalista ou a solidariedade global, sendo que essa solidariedade consiste no facto de que os países desenvolvidos construirão soluções cientificamente aceitáveis para debelar o vírus, para a sobrevivência do planeta, para si próprios e para os países pobres e estes últimos, em nome dessa sobrevivência, outra escolha não terão, senão a de colaborar com a recepção de tais soluções.

É já sabido que a actuação do vírus pode ir mudando de foco, de países ricos para pobres e vice-versa. Entretanto, a ideia de se viver num mundo digital vigiado parte de ambas as partes: governo-indivíduos e vice-versa. Há nisso vantagens, segundo o autor. A par disso, o maior risco que se corre é ter de se confiar mais na ciência, do que em teorias da conspiração. E a troca de informação entre países será importante para o avanço desta.

 

Que futuro?: produção e recepção literárias

 Colocados esses pressupostos teóricos, parece-me que as “sinfonias” no âmbito da produção e da recepção literárias passarão, certamente, por adoptarmos algo que temos vindo a repudiar há alguns anos: o contexto digital. Mas é necessário haver  sistematização e massificão do conhecimento, e para que tal aconteça, num país como Moçambique, temos de nos preparar para um processo demorado, dado que o ingresso às tecnologias e aos dados digitais ainda é um problema por ser resolvido.

No que à literatura e ao acesso ao livro diz respeito, basta pensamos que os nossos maiores arquivos literários, a Biblioteca Nacional de Moçambique (Cfr. O País, nr. 4112185, pg. 13, de 01 de out. 2020), em Maputo, e a Brazão Mazula, da Universidade Eduardo Mondlane, não têm todas as entradas bibliográficas digitalizadas em catálogos. Ora, se essas são as maiores, de referência não só pelos tamanhos, como pela dimensão dos seus acervos que contêm, o que será das restantes existentes no país? Além dessas instituições de alto gabarito, a Rádio Moçambique, ao comemorar os seus 45 anos de existência, este ano, segundo referiu um dos seus representantes (Cfr. jornal domingo, nr. 1990, pg. 15, 04 out. 2020), um dos grandes desafios que ainda enfrenta é a digitalização da sua informação e o uso de tecnologias de difusão actualizadas à presente era.

Além disso, em Moçambique têm estado a operar, entre outras as seguintes editoras ou braços editoriais: Alcance, Brinduka, Trinta Zero Nove, Selo Jovem, Índico, Escola Portuguesa de Moçambique, Xidjumba, Oleba, Fundza, Fundação Fernando Leite Couto, Gala-Gala, TDM e FUNDAC (que não o sendo, publicaram obras resultantes dos seus concursos literários), Cavalo do Mar, Ethale Publishing, Ndjira (actualmente integrada no Grupo Leya), MOLIJU, Literatas, AEMO, JV, Plural, Chil, Kuvaninga – Cartão d’Arte e Imagem Real. Deste conjunto, apenas a Trinta Zero Nove e a Ethale Publishing é que se encontram representadas na Feira do Livro de Frankfurt, edição de 2020.

É uma feira criada a 18 de Setembro de 1949 e tem sido amplamente publicitada. Este ano, foi eminentemente digital, dada a emergência sanitária que o mundo atravessa. Da entrevista que fiz a alguns representantes de editoras, contatei que a possibilidade de participar nessa feira, passava por ter uma Banda larga de internet suficientemente potente e capacidade para digitalizar materiais ou de os colocar em arquivos digitais. Por consciência de que muitos países não teriam essa possibilidade, a organização da feira abriu a possibilidade de algumas editoras serem formadas para o efeito, conforme o referiu, Sandra Tamele, editora na Trinta Nove Zero, em entrevista datada de 15 de Outubro, na qual referiu:

“Eu e mais 19 jovens editores estamos a participar do programa de bolsas e a usufruir de formação sobre direitos, metadados e digitalização do negócio. Não porque não tenhamos capacidades, mas reconhecem que nadamos contra a corrente em mercados sem leitores estabelecidos ou onde são poucos. Tenho a mesma abordagem das grandes editoras, a escala é que é muito diferente”.

Esta constitui a solidariedade necessária de que fala Yuval Noah. Portanto, embora a Trinta Nove Zero não seja tão carente, maior parte das editoras moçambicanas, apenas pôde assistir ao que os outros faziam na feira, sem poder participar, tendo se perdido uma possibilidade de publicitar a produção literária ou a possibilidade de tradução de mais autores.

No contexto do que acabei de mencionar, não descuro, entretanto, a colocação de Rosário (2014), no seu texto O livro como fonte do saber na era digital, que é importante ter em consideração a ideia de que o acesso ao conhecimento pode-se processar de diversas maneiras, não apenas através do livro, como também através da palavra oral, derivada do conhecimento sistematizado de geração para geração e dos formatos digitais como vídeo-jogos, entre outros acervos digitais. O que, nos dias que correm, em que a informação se multiplica e se modifica a todo o momento, não é suficiente.

Em Moçambique, quanto a nós, e tanto quanto se pode constatar, ainda carecemos de acesso ou criação de acervos digitais. Da entrevista feita a Sandra Tamele, acima referida, a mesma afirmou:

Gosto de pensar que a internet e todas as plataformas de comunicação digital são o nosso bilhete para viajar e chegar a outros mercados, oportunidades e talvez até leitores. Este ano tem sido difícil e exigiu muito dos organizadores das feiras. É uma lufada de ar fresco ver Frankfurt totalmente digital depois do cancelamento de Bologna, Londres e Liepzig. Tenho aprendido muito com colegas do México, Brasil, Espanha e África do Sul sobre formatos de livros inclusivos, soluções de logística e até refinamento da imagem e marketing da ETZN (3009), portanto faço um balanço muito positivo.

A questão que se coloca e que me parece ficar por resolver, quanto a isso em Moçambique é que o domínio acabado de referir é de uma quantidade ínfima da população e, consequentemente de editoras.

Aliado a esse facto, existe ainda a desvantagem confirmada de que o acesso ao livro, tanto digital, quanto físico, é ainda um grave problema e que, por essa e por outras razões, a literatura não é um fenómeno de massas. No entanto, é ponto assente que, se por um lado, já nos apropriamos da utilização do livro digital, por outro, ainda existe quem o negue, a pretexto da sedução pelo folhear do livro e do cheiro do papel.  Acresce a tudo isto a dificuldade de ligação ao livro digital, pelos motivos já apontados.

Uma grande discussão, no concernente à passagem para o ambiente virtual, coloca-se quanto à recepção de obras literárias. Haverá ou tem já estado a acontecer uma migração (necessária) para se criar hábitos de leitura de livros digitais? As feiras do livro já são realizadas em ambientes virtuais, referimo-lo anteriormente e está a acontecer na presente edição da Feira do Livro em Maputo (existem vendas de livros on line, bem como, estantes virtuais); o acto de contar histórias e os clubes de livro, já decorrem em ambientes virtuais, os concursos literários e as oficinas de literatura já têm lugar no ciber-espaço. Os lançamentos de livros ou webinares em torno do livro e da Literatura, também.

Em meu entender, para que a assinatura de autógrafos passe a ser realizada virtualmente, basta que o autor do livro escreva o texto-autógrafo nesse ambiente e que digitalize a sua assinatura, para que esta possa ser colada no livro de quem pede o autógrafo.  Encontramo-nos a um passo muito curto para lá chegar. Mas, é claro, que muitos ficarão de fora.

Ainda no que respeita aos hábitos de leitura, há, em ambientes virtuais mais avançados, a possibilidade de, com recurso a uma caneta digital, podermos marcar ou sublinhar os livros digitais ao lê-los. A releitura necessária ao livro passará por esse processo. Marcadores de livros não faltarão, porque essas canetas têm a possibilidade de colorir as telas digitais.

O grande problema que se colocará, e que já existe relativamente à recepção do livro, é o acesso ao mundo digital. Para além de a literatura já ser um fenómeno burguês, tendencialmente sê-lo-á ainda mais, pelo facto de que o acesso à internet ainda o ser. Então teremos que trabalhar a inclusividade, posto que a exclusão digital é um dado adquirido, quer para os países em vias de desenvolvimento, quer também para os países desenvolvidos, ainda que de uma forma mais branda. Há que estudar novas formas de acesso à Literatura.

A harmonia digital já é uma realidade para a maior parte dos escritores no mundo. É ínfima a quantidade de escritores que ainda escrevem à mão. Os livros hoje são todos produzidos (escritos e impressos) em ambientes digitais. Existem ainda os áudio-livros. Portanto, do ponto de vista da produção literária, já podemos afirmar que grande parte dos países ou dos escritores se encontram a trabalhar em ambientes digitalizados.

Ainda do ponto de vista da produção literária, seremos convocados a aprender com Morin, quando nos alerta para a ideia de vivermos numa casa comum e de sermos da mesma espécie humana e que, por isso, precisamos de aprender a nos compreendermos e a nos protegermos, para além de ser importante expandir ideias de democraticidade, para uma melhor cidadania. Assim, a Literatura será chamada a re-educar o mundo. Será convocada a (re)escrever temáticas que sugiram ou que façam representações que estimulem uma maior solidariedade para a preservação da espécie humana, bem como a um maior intercâmbio na solução de problemas, visto serem os mesmos, ocorrendo algumas excepções derivadas de cada contexto político, económico, cultural e geográfico. Haverá que se estabelecer um equilíbrio entre uma Literatura universalizante, que aborda questões comuns, mas também a localista, que assinala determinadas particularidades contextuais.

Quanto à representação de objectos simbólicos, a literatura sempre escreveu sobre o passado, o presente e o futuro, isso não me parece que mudará. Provavelmente, considerando as ideias de Morin, Bauman e Harari, mude a perspectiva, a partir da qual se analisa ou se representa a constância de fenómenos sociais no mundo. A certeza ou o determinismo relativo a alguns acontecimentos será ou já se encontra modificada, uma vez que as cartografias geográficas se encontram alteradas. O clima mudou, a vida passará a ser mais digital do que em presença, as relações humanas mudarão, a gregaridade do ser humano passará a ter novas abordagens; o mundo tornou-se uma aldeia global na qual os problemas se encontram interligados. A sociedade precisará de ser (re)educada para essa nova abordagem e a literatura tem um grande papel a desempenhar nesse processo. Mas ficarão em desvantagens países como Moçambique, nos quais a tecnologia ainda é um entrave; o que não significa que se deixará de escrever. Mas a literatura continuará restringida a uma circulação muito circunscrita. Se já existiam excluídos, haverá ainda mais.

A literatura poderá, ainda, trabalhar as representações simbólicas que ajudarão a humanidade no acolhimento das novas descobertas científicas. A par disso, coexistirão ainda no país, por muito tempo, a produção e a recepção de literatura em formato digital e físico. As escolhas que fizermos, a longo prazo, ditarão o lugar no qual o país se colocará. Entretanto, grande parte da mudança será ditada pelo poder económico e pela vontade política, sendo estes poderes a decidirem se o livro, e por consequência a literatura, sejam, ou não, objectos de primeira necessidade. A resposta a isso ainda se coloca no âmbito da incerteza.

O suposto “lugar bom”, actualmente, é o ditado pelas novas tecnologias. É para lá que o mundo se encontra a migrar, com dificuldades e com exclusão ou não. É para Moçambique “lugar nenhum”, a julgar pela presente condição de info-excluidos, ressalvando o iniciado trabalho da Trinta Nove Zero, na produção de livros em brile; pelo que, uma “sinfonia” literária ainda carecerá de percorrer um longo caminho. A presente feira de livro digital, com todo o esforço que foi feito, incluindo os investimentos que foram necessários, não passa de um evento para burgueses.

 

Referências Bibliográficas

BAUMAN, Zygmunt (2007). Tempos Líquidos. Rio de Janeiro: Zahar.

HARARI, Yuval (2020). The word after coronavirus. Finantial Times. March.

MORIN, Edgar (2002). Os Sete Saberes para a educação do futuro. Lisboa: Instituto Piaget.

ROSARIO, Lourenço (2014). O Livro como fonte do saber na era digital. In Singularidades III. Maputo: Alcance.

LAISSE, Sara. Entrevista a Sandra Tamele – sobre a participação de editoras moçambicanas na feira do livro de Frankfurt, edição de 2020.

 

*Sara Jona Laisse, docente na Universidade Politécnica. Contacto: [email protected]

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