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Lojas registam adesão de pessoas para compra de material escolar em Maputo

Foto: O País

Já iniciou a procura pelo material escolar, facto que contribui para a forte afluência de clientes às lojas, na Cidade de Maputo. Os encarregados de educação temem uma possível subida de preços nos próximos dias.

A abertura oficial do ano lectivo aproxima-se e a movimentação nos locais de venda de material escolar fala por si. Pais e encarregados de educação iniciaram as compras de uniforme e material, para dar suporte aos seus educandos durante o ano lectivo, cujo arranque está previsto para dia 31 de Janeiro. De acordo com os gestores de estabelecimentos de ensino, a afluência de clientes tende a aumentar nos últimos dias.

“Nesta altura da aproximação das aulas, o fluxo é maior e temos que fazer a racionalização do número de clientes que entram aqui. Temos material suficiente para responder à demanda do ano lectivo 2022”, afirmou Imran, gestor de vendas.

Para os encarregados de educação, o processo está a decorrer de forma normal, apesar da falta de algum material escolar.

“Há falta de alguns materiais, com destaque para os manuais. Não teremos os gratuitos nem temos como comprar nas livrarias. Os alunos são prejudicados com tudo isso. Porém, fora destes factores, o processo está a decorrer normalmente”, disse Juvêncio Ventura, encarregado de educação.

Alguns se fazem às lojas com antecedência para comprar o material escolar, porque temem enchentes e um possível agravamento de preços dos produtos visados nos próximos dias.

“Os locais de venda de material escolar têm sido o calcanhar de Aquiles. Se vem tarde, fica mais difícil encontrar os produtos e, com esta ameaça da pandemia, temos de evitar enchentes, e é o que se pode observar nos próximos dias, sem contar com possível subida de preços”, explicou Samuel Mondlane, encarregado de educação.

Numa entrevista exclusiva concedida ao jornal “O País”, a porta-voz do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, Gina Guibunda, informou que os alunos do ensino primário iniciarão as aulas sem os livros escolares de distribuição gratuita. Tal facto deve-se ao atraso na distribuição do livro escolar do Sistema Nacional de Educação.

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