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LMF de mãos atadas aguarda AG da FMF para arranque do Moçambola

A Liga Moçambicana de Futebol diz que um Moçambola disputado por 11 equipas iria pressupor combinação de resultados, sobretudo nas últimas 3 jornadas, que devem ser disputados à mesma hora. Entretanto, o órgão responsável pela organização da prova diz estar a espera da última decisão da Federação Moçambicana de futebol.

É um facto que a Federação Moçambicana de Futebol colocou de fora o Desportivo Maputo, Textáfrica de Chimoio e Incomáti de Xinavane do Moçambola 2020/2021 por não terem reunido requisitos exigidos para o licenciamento. O que significa que nesta edição do Moçambola, apenas 11 equipas estão licenciadas para a prova.

Mas a Liga Moçambicana de Futebol alerta para o perigo que será a disputa da prova nessas condições, de acordo com Augusto Pombuane, vice-presidente da Liga Moçambicana de Futebol.

Aliás, o dirigente da Liga Moçambicana de Futebol diz mesmo que o organismo que representa está em negociações com a Federação Moçambicana de Futebol por forma a mostrar o lado negativo de ter um campeonato nacional de futebol com um número ímpar de equipas. “Gostaríamos de ter uma prova com um número par de equipas, porque ai podemos ter a verdade desportiva”, uma vez que nas últimas três jornadas, que devem acontecer à mesma hora, haveria uma equipa de fora, o que poderia provocar uma situação de falsificação de resultados. Mas Pombuana diz: “é um assunto que temos que discutir”.

E para que tal não aconteça, a Liga moçambicana de futebol pede a Federação Moçambicana da modalidade rainha para que toma uma decisão mais sensata. “Não queremos alterar a decisão da FMF, mas o que queremos apresentar é a situação real de termos um número ímpar das equipas e o que isto vai significar na recta final”, referiu Augusto Pombuane.

Entretanto, com ou sem a decisão final da FMF, o arranque do Moçambola continua sendo uma incógnita.

Aliás, o presidente da Federação Moçambicana de Futebol deixou claro que o início da prova não depende do órgão que dirige, facto contrariado pela Liga Moçambicana de Futebol, que diz esperar pela chancela de alguns aspectos relacionados com a prova, em sede da Assembleia Geral da Federação Moçambicana de Futebol, agendada para 22 de Novembro corrente.

O vice-presidente da Liga Moçambicana de Futebol dá um exemplo claro sobre o que pode acontecer, em caso de antecipar a Assembleia Geral do roganismo que organiza o Moçambola. “Nós precisamos do calendário de competições para esta época e esse calendário só será aprovado na Assembleia Geral da FMF. Se decidirmos em arrancar o Moçambola este mês, e os presidentes das Associações Provinciais decidirem que não querem a época a iniciar agora, não teremos feito nada, porque não estaremos dentro da época. Por isso só podemos realizar a nossa Assembleia Geral depois da reunião magna da Federação Moçambicana de Futebol”, disse.

Esta quinta-feira a Liga Moçambicana de Futebol vai se reunir com os clubes para definir a data do arranque do Moçambola, da Assembleia Geral do organismo e o pro-licenciamento.

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