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Limites

Por: Belchior Eduardo

 

– De quem é o correio electrónico? Perguntou-se Zezinho.

Zezinho é um jovem de trinta e tal anos de idade, alto e com um esplendor ambicioso elevado em sua mente, escuro, coloca óculos para minimizar o embate dos raios solares na sua vista resultado de um problema que fora causando uma braquimetropia ocular.

– Tafianne? Quem é Tafianne!? Não a conheço de lado algum.

A perplexidade pairou na sua cabeça, criando perguntas nas quais sequer conseguiria ter uma resposta.

– Meu nome é Tafianne Todd, mais sobejamente conhecida por TT. Tenho uma história por contar. Posso confiar em ti?

Zezinho viu as palavras através de um correio electrónico automático, mas não sabia, ao certo, que se de automático se tratava.

As questões acasalavam-se na cabeça de Zezinho, questionando se estava diante de um sonho ou algo do género ou mesmo uma pegadinha na qual todos poderiam rir dele no final.

– É claro que podes. Respondeu, Zezinho, enviando um correio electrónico instantâneo.

No mesmo instante, a carga do seu Laptop “reclamou”. Era um computador adquirido graças a um xitique entre amigos. Foram 12 meses de sacrifício, de quem recebe abaixo de 500 dólares mensais, com esposa e dois filhos, morando numa casa de renda e com o dever de, todos os santos meses, enviar seus míseros centavos aos seus pais.

– Sou americana, trabalhando numa missão conjunta para a paz na Líbia. Num desses dias, há uma semana, fui escalada numa missão bem para o interior de Trípoli, com mais nove colegas. Chegado ao local, bem coberto por escombros, achamos um baú repleto de notas em dinheiro norte-americano.

América é a nação do mundo, com belíssimas cidades e um património histórico-cultural elevado e invejável, um PIB elevado e com óptimas condições de vida para a população.

–  O que queres que eu faça perante o que acabaste de contar? Perguntou Zezinho.

Uma informação numa janela esquerda no ambiente de trabalho do seu computador referia que o sistema estava quase esgotado.

– Não sou contra religião alguma, sou temente a Deus, linda e solteira.

Zezinho ficou desconfiado. Reparou aos lados para se certificar de que, realmente, não se tratava de uma brincadeira de mau gosto. Pensou que poderia ser  um hacker ou mesmo a sua esposa a testa-lo.

– Que relação existe entre o que disseste antes e o que estás agora a falar? Perguntou Zezinho.

– Gostaria que casasses comigo ou que me ajudasses na transferência deste valor da sua conta. Assim eu voarei até você e faremos a divisão na ordem de 60/40 para que todos saíamos satisfeitos.

A ambição despertou Zezinho. No mesmo instante, respondeu:

– Será uma boa ideia!? Sou casado e não te conheço.

– Está bem, por hora deixe de lado o casamento e focalizemo-nos no negócio.

– Está bem, falemos de negócio.

– Óptimo, não te arrependerás. O que tens a fazer é…

Naquele mesmo instante, o computador do Zezinho desligou-se.

 

 

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