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Líder palestiniano acusa Israel de crimes de guerra

O Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, acusou hoje Israel de estar a cometer, na faixa de Gaz, actos de “terrorismo de Estado organizado e crimes de guerra”, que são puníveis à luz do direito internacional.

Durante o discurso, Abbas disse que os palestinianos “não hesitarão em perseguir aqueles que cometem esses crimes em tribunais internacionais”.

De acordo com o Notícias ao Minuto, Abbas acusou Israel de “ataques brutais a civis e bombardeamentos deliberados de casas”, respondendo aos argumentos de Israel, que tem afirmado que o seu exército apenas ataca alvos militares do Hamas, fazendo todos os esforços para evitar atingir civis.

Abbas é o líder da Autoridade Palestiniana, apoiada internacionalmente, cujas forças foram expulsas de Gaza quando o grupo islamita Hamas tomou o poder em 2007, ficando com autonomia limitada em partes da Cisjordânia, ocupada por Israel.

No início deste ano, o Tribunal Penal Internacional lançou uma investigação sobre possíveis crimes de guerra cometidos por combatentes israelitas e palestinianos durante a última guerra de Gaza, em 2014.

Desde o passado dia 10, o Hamas tem lançado centenas de ‘rockets’ contra Israel, que tem respondido com violentos ataques aéreos sobre a Faixa de Gaza, apesar dos apelos a um cessar-fogo por parte da comunidade internacional.

A violência, a mais grave desde 2014, já causou quase 220 mortos em Gaza e 12 em Israel.

Os combates começaram após semanas de tensões entre israelitas e palestinianos em Jerusalém Oriental, que culminaram com confrontos na Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar sagrado do islão junto ao local mais sagrado do judaísmo.

O conflito israelo-palestiniano remonta à fundação do Estado de Israel, cuja independência foi proclamada em 14 de Maio de 1948.

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