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Licenças internacionais do Costa do Sol e UD Songo já estão na CAF

Rui Tadeu, gestor do Departamento de Licenciamento de Clubes na Federação Moçambicana de Futebol, esclarece que o Costa do Sol e a União Desportiva de Songo vão participar nas competições africanas porque os seu processos de licenciamento já foram entregues a CAF, Confederação Africana de Futebol, para a sua avaliação e validação. Ou seja, as licenças internacionais destas duas colectividades foram entregues ao órgão que tutela o futebol africano dentro do prazo estabelecido, a 20 de Outubro, data limite, depois de cumpridos os requisitos necessários para que o pedido fosse aceite.

Entretanto, o gestor do departamento de licenciamento da Federação Moçambicana de Futebol diz que alguns aspectos em falta para o licenciamento definitivo destas duas equipas serão regularizados em breve. “Seguramente que estas duas equipas estão em condições de disputar as afrotaças, embora hajam aspectos mínimos que tem que ser completados, mas que foram perfeitamente aceites, quer ao nível local, quer ao nível da CAF”, disse Rui Tadeu.

Esses aspectos locais pendem-se com questões de ordem financeira. “A substância dos documentos financeiros, particularmente os relatórios que foram submetidos que ainda carecem de um parecer de auditorias independentes”, disse o gestor do Departamento de Licenciamento de Clubes da FMF, que acrescentou que essas auditorias estão em curso “pelo menos pelas informações que nos foram prestadas pelos dois clubes” e que dentro que prazo que foi estipulado pela própria Confederação Africana de Futebol há algum tempo, serão apresentadas. “Já era previsível que a esta data não tivessem terminado as auditorias, se se quisesse ter um trabalho com seriedade, e depois virá o resultado desse trabalho e será remetido a CAF quando nos for entregue”, confirmou Rui Tadeu.

CLUBES NACIONAIS LICENCIADOS CUMPRIRAM REQUISITOS

Relativamente as 11 equipas que vão disputar o Moçambola 2020, as suas licenças são definitivas, até ao final da época 2020/2021, devendo cumprir rigorosamente os requisitos apresentados no acto do licenciamento, sob pena de verem retirada a licença.

Rui Tadeu diz, em relação a este assunto que “isso não significa que os critérios que são conseguidos ou observados no acto de entrega tem que ser mantidos. Há o direito que nós temos de verificar esses requisitos. Ou seja, se os clubes comprometem-se a estarem disponíveis perante o órgão de licenciamento a testarem sempre a regularidade dos critérios que estão em causa”.

Por outras palavras, segundo Rui Tadeu, significa que “o facto de obteres no dia 0 ou dia 01, tens que sempre manter aqueles critérios em dia até ao final do prazo em que essas licenças foram determinados”, portanto o conforto que essas entidades adquirem ao ter a licença para participar em qualquer prova devem manter em atenção.

Em caso de incumprimento na manutenção dos requisitos observados no acto de entrega do licenciamento “há regulamentos que já preveem essas situações”. Rui Tadeu diz que “cada caso é um caso e cada situação é uma situação” e que o acontece dependendo do tipo de situação “tem a penalização prevista”.

DESPORTIVO, INCOMÁTI E TEXTÁFRICA EXCLUÍDOS DEFINITIVAMENTE

Quanto ao Desportivo Maputo, Incomáti de Xinavane e Textáfrica de Chimoio, excluídos do processo, Tadeu diz que não é único caso em Moçambique que clubes não disputam principais provas por falta de requisitos para licenciamento. O gestor do Departamento de Licenciamento de Clubes na Federação Moçambicana de Futebol diz que “não ‘e uma realidade distinta”, até porque “há clubes noutros países que não estão a ter acesso aos campeonatos porque, efectivamente, não estão a cumprir com aquilo que são os requisitos fixados”, que atendem a realidade de cada país.

“O que foi exigido em Moçambique foi que o nível de exigência é progressivo durante quatro anos”, e o que foi exigido no nosso país foi aprovado pelos 14 clubes que estiveram presentes no encontro, a Liga Moçambicana de Futebol e a Federação Moçambicana de Futebol e depois é que foi encaminhado ao Departamento de Licenciamento para a implementação dos acordos feitos no encontro.

Assim, os três que não conseguiram tiveram situações distintas. Sem mencionar a situação de cada clube, Rui Tadeu deixou claro que “uns foi porque efectivamente não estiveram atentos a coisas básicas, que não são problemas de recursos, mas de atenção aos processos, observar a prazos”.

Aliás, “houve processos que não entraram no tempo que deviam entrar, até próprios recursos que não entraram no devido tempo, uma realidade que algumas entidades estavam habituadas, mas prontos que não tem eco e nem pode ter”, até porque, segundo o próprio Rui Tadeu “nos aqui podemos ser penalizados se aceitarmos um processo fora de horas ou licenciar por favor sem requisitos, porque amanhã, com esses procedimentos de auditoria e de controlo da CAF, teremos que explicar porque criamos esta situação”.

E para evitar estas situações nos próximos anos, o licenciamento será feito via internet e “ai cada clube que quiser fazer a sua inscrição fora do prazo vai ficar a olhar o computado enquanto já fechou a página de pedido de licenciamento”.

Assim, o Moçambola 2020/2021 será disputado pelos 11 clubes licenciados.

Para já, a Confederação Africana de Futebol vai enviar uma empresa para avaliar as licenças atribuídas pelo departamento de licenciamento da Federação Moçambicana de Futebol, aos 11 clubes moçambicanos.

MOÇAMBOLA COM MAIS DE 11 EQUIPAS SERÁ DEFINIDO PELA LMF

O gestor do Departamento de Licenciamento de Clubes na Federação Moçambicana de Futebol, Rui Tadeu, diz que a decisão de realizar o Moçambola 2020/2021 com 11 ou mais equipas não é da alçada do organismo que gere, mas sim da Liga Moçambicana de Futebol.

“O que nós fizemos foi receber os 14 processos dos 14 clubes que iriam disputar o Moçambola e avaliarmos e só saem os processos que estão em ordem. Saíram 11 como podiam ter saído três”, disse rui Tadeu dando como exemplo o facto de existirem tempos em que saíram poucos clubes licenciados.

Para Tadeu foi satisfatório terem saído 11 clubes com licenças definitivas, tendo em conta que foi um aumento significativo, mas que “teve há ver com uma atitude muito firme da própria federação, que teve coragem de tomar esta atitude”. Aliás, o gestor do Departamento de Licenciamento de Clubes na Federação Moçambicana de Futebol diz que “talvez por ai algumas dessas entidades tivessem relaxado no processo de licenciamento, a contar com alguma protecção que tem ou tinham”, mas por ora o que importa é que “os processos que saíram são os que saíram”.

O facto mesmo, segundo Rui Tadeu é que “se tivessem saído apenas seis clubes licenciados, a Liga Moçambicana de Futebol teria que organizar o campeonato com seis clubes e inventar uma fórmula de o tornar viável”, referindo que as questões de organização da prova ultrapassam o organismo que gere.

 

 

 

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