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Lançamento do prémio 100 Melhores PME junta mais de 100 empresas na Beira

Durante o lançamento da sexta edição do premio 100 Melhores PME, com o lema “Fortalecer as Cadeias de Valor de Conteúdo Nacional”, o presidente da Comissão Executiva (PCE) do banco BCI, Paulo Sousa, disse que “é uma enorme satisfação para nós estar nesta iniciativa e poder apoiar, desde a primeira hora, as edições das 100 Melhores Pequenas e Médias Empresas (PME), porque sentimos que esta iniciativa estimula as Pequenas e Médias Empresas moçambicanas, que são, à semelhança de qualquer outro país, a força motriz de uma economia”.
Dirigindo-se a mais de uma centena de empresários da cidade da Beira, que estiveram no lançamento do prémio em alusão, Paulo Sousa lembrou que o prémio é um instrumento que distingue as Pequenas e Médias Empresas que têm as melhores práticas, que são capazes de se financiar e de fazer a diferença. Diz ainda que o prémio ajuda as empresas a serem muitas vezes reconhecidas e a ganharem notoriedade no mercado, assim como a terem mais clientes. “As vezes, o facto de estar numa província e não ter capacidades para mobilizar recursos, por exemplo, em termos de marketing para serem reconhecidos noutros pontos do país, impossibilita o alargamento do seu “mar” de clientes, mas com este prémio fica tudo mais facilitado, pois o prémio 100 Melhores PME vem criar distinção, reconhecimento e divulgação da empresa a nível nacional, dai a nossa satisfação em sermos os patrocinadores desta iniciativa desde a primeira edição”, disse o PCE do BCI. No lançamento do prémio, Sousa falou dos principais desafios para a modernização das PME e do papel do sector bancário para o desenvolvimento destas.
“Quando se fala de PME e quando se dirige um inquérito a uma PME sobre quais sãos as principais dificuldades na sua actuação, há uma resposta que é sagrada que é: dificuldade no acesso ao financiamento. Há uma saída para tal. Primeiro, uma PME tem que ter devidamente clara qual é a sua missão, sua posição, seu recurso, que tecnologia, que marca vai utilizar. Infelizmente muitos empresários não têm respostas para estas perguntas e algumas questões até nunca foram pensadas e o banco tem sido feliz ou infelizmente uma das primeiras entidades que tem colocado algumas destas questões”, considera Paulo Sousa. Por outro lado, muitas das PME não investem fortemente naquilo que é a transparência da sua actividade, das suas contas e da forma como se comunicam com o mercado e aos bancos, aquilo que é a sua actividade, ou seja como é que as suas contas se reflectem no seu dia-a-dia com as autoridades fiscais entre outras entidades. Esta tem de ser uma das principais preocupações das Pequenas e Médias Empresas, considera Sousa. Não é por ser uma empresa pequena que não deve investir numa contabilidade rigorosa e que expresse bem aquilo que é a sua actividade, pois este é um instrumento fundamental para não ter dificuldades ao crédito, disse. 
Nesta sexta edição do 100 Melhores PME, um dos pontos fortes é aproveitar a cadeia de valor daquilo que se produz no país, segundo sugere o lema “Fortalecer as Cadeias de Valor de Conteúdo Nacional”. Paulo Sousa considera que uma das coisas que as PME podem fazer bem em Moçambique é estar presente em cadeias de valor que podem ajudar a mitigar o seu risco.

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