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Lançado projecto “Cidadela de Boane” para reduzir pressão demográfica

O projecto Cidadela de Boane (CIBOA) foi lançado hoje, em Boane, e vai contemplar três mil talhões na primeira fase. O edil explica que a CIBOA surge para reduzir a pressão demográfica. Já a secretária de Estado na província de Maputo diz que deve haver maior fiscalização para que os talhões atribuídos não sejam terra ociosa ou para venda ilegal.

O projecto será implementado numa área de 10 mil hectares, abrangendo os bairros 7 de Setembro, 25 de Junho e Saldanha. Entretanto, o edil, Jacinto Loureiro, não avança o custo do projecto. É que o tipo de casas a serem erguidas e o custo vão depender da capacidade de cada pessoa interessada, mas dentro de padrões predefinidos.

“Este projecto de cidadela nasce face à demanda que temos estado a sofrer de pressão demográfica, visto que a cidade de Maputo e a de Matola já não têm espaço para receber esta pressão com devida organização”, argumenta Loureiro, para depois acrescentar que “quem quer um espaço vai ter que contribuir e, com essa contribuição, vamos construir estradas, disponibilizar água e todas outras infra-estruturas previstas. Portanto, a cidadela será construída por todos os cidadãos que aqui construírem”.

Quem fez o lançamento do projecto foi a secretária do Estado na província de Maputo. Vitória Diogo espera que a iniciativa não termine no lançamento, devendo tornar-se realidade. Alerta, porém, para alguns riscos, caso não haja fiscalização.

“A CIBOA não pode ser mais um projecto para a proliferação de terra ociosa ou de intermediação de venda de terra”.

Diogo dá, como exemplo, o facto de as pessoas “concorrerem para um, dois, três, quatro, cinco talhões…” para nada erguerem neles.

A iniciativa de Cidadela de Boane foi desenvolvida com a ajuda da Universidade Wutivi, que defende a ideia de cidades-modelo de modo que se acabe com construções desordenadas, tal como explicou o chanceler da instituição, Domingos Tivane.

“O nosso papel foi trazer aqui estudantes e a mais-valia científica no âmbito do urbanismo. Isto é extremamente importante para que tenhamos cidades-modelo, com todas as infra-estruturas preparadas e organizadas, de modo que evitemos situações de construções desordenadas”.

No lançamento da CIBOA, foi atribuído o Direito de Uso e Aproveitamento da Terra a nove pessoas que manifestaram interesse em ocupar parte dos três mil talhões.

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