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Lançado nesta quinta-feira o primeiro leilão de energias renováveis

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) deu um pontapé de saída ao programa de leilões de energias renováveis. Desta vez, o alvo é implantar em Dondo, província de Sofala, uma central solar de 30 Megawatts.

O Governo demonstra seu afirmado compromisso com a promoção de energias renováveis, lançando o primeiro leilão, um dia após o anúncio público Programa de Leilões de Energia Renováveis (PROLER).

Estima-se que na fase de construção da central solar, 400 pessoas, na maioria moçambicanos, tenham emprego e que a mesma deverá entrar em operação nos finais de 2022.

“Este concurso tem duas etapas, à primeira, as empresas serão convidadas a apresentar propostas técnicas iniciais e na segunda etapa serão convidadas a apresentar propostas técnicas, vamos considerar, finais”, disse Paulo da Graça, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Autoridade Reguladora de Energia, entidade que irá tutelar este desiderato.

O cronograma do projecto de Dondo prevê que a recepção de manifestações de interesse seja feita até Dezembro de 2020 e os pré-seleccionados sejam anunciados em Janeiro de 2021.

A segunda fase do concurso está prevista para arrancar em Fevereiro do próximo ano, as propostas entregues até Abril e o vencedor escolhido até Junho daquele mesmo ano.

Entretanto, esta não será a única iniciativa dentro destes moldes. Segundo explicou Paulo, no próximo ano, o Governo irá igualmente lançar leilões para a construção de mais duas centrais solares, localizadas na cidade de Lichinga, província de Niassa e Manje na província de Tete e em 2022 será lançado o leilão para construção de uma central eólica em Inhambane.

Sobre os critérios de avaliação, um comunicado de imprensa enviado à nossa redacção, esclarece que “os investidores serão seleccionados tendo em conta o cumprimento de requisitos técnicos especificados e, sobretudo, a capacidade de apresentarem tarifas mais atractivas, com benefícios para os consumidores”.

Os custos relacionados à estruturação dos projectos, o que engloba a preparação dos estudos de viabilidade e o financiamento de ligação à rede, foram reduzidos pela contribuição financeira de 37 milhões de euros (3.1 mil milhões de meticais), feita pela União Europeia, assim como, um pacote de garantias oferecido pela Agência Francesa de Desenvolvimento.

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