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Lançado inquérito sero-epidemiológico da COVID-19 em Tete

Tete vai conhecer nas próximas semanas detalhes precisos sobre o nível e focos de transmissibilidade do Coronavírus na província. O INS lançou hoje o inquérito sero-epidemiológico que visa abranger perto de 4 mil pessoas

O Instituto Nacional de Saúde (INS) lançou ontem, na cidade de Tete, o inquérito sero-epidemiológico da COVID-19. O evento compreendeu dois momentos. O primeiro, no bairro Mateus Sansão Muthemba e, o segundo, no mercado Kwachena.

No bairro Muthemba, a cerimónia contou com a presença de Elisa Zacarias, Secretária de Estado na Província de Tete. Zacarias dirigiu o pedido a uma família do bairro para que o processo tivesse o ponto de partida.

“Queria pedir a permissão da senhora, se aceita para que se proceda com este inquérito”, dirigiu-se a Secretária de Estado à chefe de um agregado familiar, tendo justificado que o processo é muito importante, na medida em que “vai ajudar ao Governo a controlar a doença”. Pedido que foi aceite, para depois os inquiridores seguirem com a colecta de amostras, o que se circunscreveu como a abertura oficial do inquérito.

“Estamos muito satisfeitos porque a população aceitou e o inquérito é bem-vindo na nossa província. Isso vai nos ajudar a identificar as áreas de transmissão e assim ter o maior controlo da pandemia”, disse a dirigente.

Já no mercado Kwachena, César Carvalho acompanhou a equipa do INS. O presidente do município de Tete assistiu a testagem em Mateus Balbino, comerciante de 31 anos de idade, que aceitou ser parte do inquérito.

“Foi bom. É importante para que eu saiba sobre o meu estado de saúde”, disse o inquirido, momentos após ter aceite o pedido de Carvalho para a testagem, tendo acrescentado ainda que o resultado que obtiver vai partilhar com a família, de modo a “aplicar as medidas necessárias, em caso de positivo, ou redobrar a prevenção, em caso de negativo”.

Diante do pronunciamento do inquirido, o autarca de Tete expressou regozijo, ao afirmar: “ficamos satisfeitos porque aquilo que nós fazíamos era o cumprimento das medidas necessárias desde o Estado de Emergência”, pelo que, o inquérito no município que dirige é “muito importante”.

Entretanto, face ao inquérito, o INS apela a não má compreensão, alertando que, por si só, o processo não é uma “bala mágica”, sendo que as medidas de prevenção “são as mais importantes” e que o inquérito só “ajuda a delinear estratégias para a resposta”, aclarou Eduardo Samo Gudo, director-adjunto do INS.

“Se não assistirmos uma mudança de comportamento não iremos alcançar o objectivo para qual este inquérito foi concebido”, expressou o director-adjunto do INS.

O inquérito seroepidemiológico em Tete envolve 36 inquiridores divididos em seis grupos, os quais recebem orientações de quadros do INS. O processo vai durar 11 dias e poderá abranger perto de 4 mil pessoas.

INS reitera: “calor não combate COVID”

Desde a eclosão do Coronavírus várias hipóteses sobre a pandemia foram levantadas. Uma das principais diz respeito às altas temperaturas que, supostamente, contribuem no combate à doença. À margem do lançamento do inquérito seroepidemiológico na cidade de Tete, o INS reiterou:

“Não há evidências que o padrão de transmissão deste vírus é influenciado pela temperatura”, avançou Samo Gudo, citando exemplos que foram fortemente assolados na época do verão.

“O mais importante mesmo é cumprir com as medidas de prevenção. Obviamente que durante o verão as pessoas ficam menos em ambientes fechados. Mas não há confirmações que o vírus observa refriamento em locais onde a temperatura é alta”, precisou.

 

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