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Juvenal Bucuane devolve a escrita ao bairro onde (quase) tudo começou

O escritor Juvenal Bucuane irá relançar o livro BAIRRO INDÍGENA – Memórias do esplendor e da degeneração 1938/40-1966, às 16h30 do dia 25 de Maio, no Centro Cultural Arco-Íris (Galeria Artística), na Munhuana, Cidade de Maputo.

Em 1952, o Bairro Indígena, hoje Munhuana, recebeu um menino com 1 ano de idade, proveniente da actual Cidade de Xai-Xai, onde nasceu. O nome do menino? Juvenal Bucuane. E, no Bairro Indígena, viveu até aos 14 anos de idade, afinal, em 1966, teve de sair daquele bairro com os pais e irmãos por causa das cheias.

70 anos depois de ter chegado àquele bairro da Cidade de Maputo, Juvenal Bucuane regressa para apresentar o seu mais recente livro: BAIRRO INDÍGENA – Memórias do esplendor e da degeneração  1938/40-1966. Editado pela Alcance Editores, o livro foi inteiramente inspirado naquela zona localizada entre a Mafalala e Xipamanine.

Na verdade, a ideia de apresentar o livro que retrata o espaço e uma época relacionada aos eventos do Bairro Indígena foi de Noel Langa, que ali tem o Centro Cultural Arco-Íris (Galeria Artística). A sessão de relançamento está marcada para o dia 25 de Maio de 2022, pelas 16h30. Assim, entende Juvenal Bucuane, os moradores da Munhuana irão aproveitar ver uma espécie de exposição das obras de Noel Langa, numa sintonia entre literatura e artes plásticas. Será, igualmente, uma oprtunidade para as pessoas do bairro que não puderam estar no lançamento terem o contacto com o livro e em conversas relacionadas com o espaço onde vivem.

Enquanto morou na Munhuana, onde deu aulas, Juvenal Bucuane fez muitos amigos. Entre eles Aldino Muianga, Noel Langa, David Abílio, Victor Sousa e Francisco Manjate. Também por isso, a Munhuana é importante para o autor de BAIRRO INDÍGENA – Memórias do esplendor e da degeneração 1938/40-1966.

Com efeito, o relançamento do livro de Bucuane será, igualmente, uma forma de revisitar as suas memórias, porque todo o texto pertence ao bairro. Fala daquele bairro. “Quero relança-lo no próprio sítio que inspirou o livro”, sublinhou o escritor.

A pesar de ter começado a escrever depois de ter saído do Bairro Indígena, Juvenal Bucuane reconhece que aquele espaço é decisivo para o seu processo criativo. “É exactamente um espaço de inspiração literária, através do qual observo e comparo o passado e o presente”.

Segundo disse Juvenal Bucuane, esta terça-feira, o evento de 25 de Maio será mais intimista, e restrito, devido ao tamanho do Centro.

Portanto, BAIRRO INDÍGENA – Memórias do esplendor e da degeneração 1938/40-1966 narra parte da história daquele bairro suburbano da Cidade de Maputo.

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