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Jovens têm sido mais afectados pela COVID-19, ultimamente, no país

O Hospital Geral da Polana Caniço, o maior centro de internamento de pessoas com COVID-19 no país, alerta para um novo aumento de pacientes, sobretudo jovens, neste mês, diferente do que se verificou no pico da segunda vaga, quando grande parte dos afectados eram idosos dos 55 aos 65 anos.

Os pacientes que têm dado entrada, nos últimos dias, naquela unidade hospitalar, têm idades que variam dos 30 aos 45 anos, com um estado de saúde crítico e são os que mais têm morrido, segundo a médica de Clínica Geral, afecta ao Centro de Internamento de COVID-19 (CICOV) do Hospital Geral da Polana Caniço, Ana Nipita.

“A tendência agora é esta, diferente da primeira e segunda vagas em que tínhamos idosos em estado mais crítico, por serem os mais vulneráveis, hoje, estamos a receber muitos jovens, e alguns acabam por perder a vida e, quando questionamos a sua origem, quase todos vêm ou estiveram na África do Sul”, revelou a médica.

Conforme explicou a fonte, este movimento tem a ver com o aumento de casos na vizinha África do Sul, pois “quando há aumento de casos lá, curiosamente, aqui também aumentam e isso acaba por interferir na nossa taxa de admissão. Aliás, foi o mesmo que aconteceu no pico da segunda vaga”.

Os dados apresentados pela unidade sanitária indicam que, de 21 de Abril a 20 de Maio, deram entrada 27 pacientes e, de 21 de Maio até a manhã desta quinta-feira, 23 pacientes foram admitidos. Já em relação aos óbitos, de Abril a Maio, houve o registo de 12 e, de Maio a esta parte, seis pessoas perderam a vida.

“Neste momento, a nossa taxa de internamento está com uma tendência de aumentar. É verdade que ainda não estamos com a capacidade máxima, mas à medida que o número de testados tende a aumentar, aumenta também o número de internamentos.”

As autoridades apontam que, agora, a situação é grave. “O que nos preocupa é que esta estirpe é mais agressiva, porque os doentes admitidos estão em estado mais crítico em relação aos doentes que foram admitidos na segunda vaga. E o mais agravante é que a maior parte não tem tido desfecho favorável.”

Neste momento, sete pacientes estão internados no CICOV da Polana Caniço em estado “extremamente grave”, diferente dos meses de Abril e Maio em que o número de internados num dia variava entre três e cinco.

A médica aponta o inverno como um dos principais factores que faz com que o número de casos positivos esteja a aumentar, pelo facto de os sintomas da COVID-19 serem confundidos com os da gripe.

Sobre a terceira vaga da pandemia, o CICOV da Polana Caniço garante que está a corrigir os “erros” cometidos na segunda vaga, apetrechando mais o centro para responder a uma eventual terceira vaga, que pode ser “bem mais grave”.

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