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Jovens empreendedores devem trazer mudança multigeracional

Agostinho Vuma, Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), fez-se ao palco do Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo, depois da nota de boas-vindas dada pelo PCA da Fundação SOICO (FUNDASO). Vuma defendeu, ao início da sua intervenção, que, para o nosso país, o empreendedorismo é importante e pode ser impulsionado através de políticas públicas. A título de exemplo, disse que, “em 2016 e 2017, o ciclo de inflação passou de 25.9% para 4.4%, o que prova que as medidas da banca económica foram importantes para influenciar a economia nacional”.

Para Vuma, no nosso país há mais um tipo de empreendedorismo movido por razões pessoais, para segurar as necessidades básicas e fontes de renda; aventou ainda que o empreendedorismo deve ser uma fonte, também, para a promoção de emprego de outros jovens.

“O negócio deve ser precedido não apenas como uma grande necessidade de fazer dinheiro. É necessário um ambiente de negócios favoráveis que permita a inserção de empreendedores no mercado. Só conseguiremos fazer isso quando tivermos uma educação e preparação dos jovens”, defendeu Vuma.

Indo ao lema do Mozefo Young Leaders, “O futuro somos nós”, o responsável máximo da CTA afirmou ser necessário os novos empreendedores fazerem a diferença na sua forma de estar e na sua forma de empreender. “É preciso que os jovens empreendedores tragam uma mudança positiva e multigeracional para o desenvolvimento do país e nunca copiar os erros de forma recorrente”.

Uma ideia só se torna em uma grande ideia de negócio quando há, no empreendedor, uma grande visão, conduta, honestidade e confiança, destacou Vuma na sua intervenção. “Num país, como o nosso, onde o crescimento populacional é elevado, crescem, também, os desafios para a criação de postos de emprego”. Desenvolver acções que criem um clima saudável para negócios e reformas económicas foram apontados, pelo interveniente, como algumas funções da instituição lidera por si. “O que faz com que as reformas da banca falhem?”, questionou-se Vuma no meio do seu discurso. E teceu a resposta: “Não basta só a reforma legal da banca, é preciso implementação dessas mesmas reformas e acompanhamento”, finalizou.

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