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Jovens com COVID-19, sem doenças crónicas, sofrem de sintomas graves na Polana Caniço

Há oito enfermeiros infectados pela COVID-19 no centro de isolamento e tratamento do novo Coronavírus na Polana Caniço, cidade de Maputo. Por conta disso, os restantes técnicos sentem-se pressionados. Ainda naquela unidade sanitária, há jovens internados e com sintomas graves, pese embora sem doenças crónicas.

O número de casos do novo Coronavírus aumenta e mais pessoas estão expostas à doença. Os médicos que estão na linha da frente no combate à pandemia também não escapam. O vírus “invadiu” a roupa de protecção de pelo menos oito enfermeiros do maior centro de isolamento e tratamento da COVID-19 da cidade de Maputo. Os profissionais encontram-se em casa, o que impõe sobrecarga aos outros técnicos de saúde na unidade sanitária.

A situação não ditou “a duplicação dos turnos, mas sim do trabalho”, conta Reginalda Massingue, médica do centro de isolamento e tratamento da COVID-19 da Polana Caniço, e acrescenta: “se antes um enfermeiro estava para 10 doentes, com ausência de dois enfermeiros duplica. Um chega a assistir a 20 doentes. Então, aumenta o trabalho e a pressão”.

Actualmente, estão internados naquele centro, com capacidade para 120 camas, 71 pacientes com COVID-19. Destes enfermos, há jovens em estado grave, mas sem nenhuma doença crónica associada.

“O que estamos a notar, agora, é que estamos a ter jovens de 24 a 26 anos internados. Já não há aquela concepção de que a doença só ataca aos idosos ou a pacientes com outras doenças crónicas. Temos que pensar muito nos outros porque nós não sabemos qual é a imunidade de cada um e a capacidade de resposta”, explicou Reginalda Massingue.

A responsável disse que na Polana Caniço “temos quatro pacientes com idades entre 20 e 30 anos internados e sem nenhuma doença crónica”.

A unidade sanitária está agora menos pressionada, comparativamente ao mês de Janeiro e princípios de Fevereiro. A média diária é de três óbitos.

“O mês de Janeiro foi o mais agitado” porque nos meses anteriores “estávamos relaxados. Tivemos a concepção de que os casos estavam a reduzir e houve realmente uma redução, tanto de pacientes internados na Polana Caniço, assim como dos diagnosticados” com a doença.

Em Janeiro, “tivemos o pico” de infecções que sobrecarregaram os centros de internamento e hospitais. Em termos de hospitalizações, chegou-se a registar “256 doentes e mais de cinco óbitos por dia”, contou a médica responsável pelo Centro da Polana Caniço.

A disponibilidade de oxigénio também foi reforçada no centro de isolamento e tratamento do novo Coronavírus da Polana Caniço, na cidade de Maputo.

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