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Jovem violada sexualmente e assassinada na Matola

Foi um crime que chocou os residentes do bairro T 3. Catarina teria saído para a escola como fazia todos os dias. Por volta das 21 horas falou com a irmã, por telefone, informando que estava prestes a descer do chapa na paragem conhecida por Mafurreira e que se localiza há cerca de quinhentos metros da sua casa. A partir daí, nada mais se soube sobre ela, até que de madrugada alguém bateu a porta alegando que havia algo de estranho junto à casa. O dono da casa e pai da vítima abriu o portão e deparou-se com a filha morta e sem roupa da cintura para baixo.

“Na verdade não sabemos quem bateu a porta, mas quando o meu tio saiu estava um guarda daqui da escola e uma senhora que ia a passar”, explica a prima da vítima, Neusa Olga Melembe.

O corpo da vítima foi encontrado sem roupa da cintura para baixo o que faz presumir que a tenham violado sexualmente antes de assassiná-la. Os autores deste crime ainda não são conhecidos mas para Aida Pedro Moiane, chefe do quarteirão onde ocorreu, não restam dúvidas de que quem matou a jovem são os suspeitos de costume.

“Ali naquele transformador escondem-se bandidos. Da paragem da Mafurreira até aquele transformador você não passa depois das 21 ou 22 horas.”

Com efeito, o local conhecido por transformador e- algo sinistro apesar de estar no meio do bairro, tem plantas conhecidas por espinhosa a volta que facilitam o esconderijo de malfeitores.

“Não temos iluminação. As nossas filhas, quando voltam da escola, são violentadas nestas ruas. Se tivéssemos energia seria um pouco melhor”, lamenta a senhora Ancha, uma residente do quarteirão.

Aliás, segundo os moradores, a noite fria e escura da última quinta-feira foi um cenário propício para o cometimento daquele crime sendo que muitos vizinhos recolheram cedo para as suas residências.

Nelsa, jovem residente no mesmo quarteirão, conta que já foi vitima dos malfeitores que se escondem no transformados e só não aconteceu o pior porque um carro ia a passar e lhe prestou socorro.

“Eu própria já fui vítima deles. Foi um carro que me socorreu e me levou para casa”, conta Nelsa.

A mesma sorte, porém, não teve Catarina Quitéria Melembe, uma estudante de 24 anos de idade e que frequentava o curso de contabilidade na Escola Industrial e Comercial da Matola.

“Ficam ali, escondem-se atrás do transformador. Na semana passada atacaram um agente da polícia que ia passar e feriram-lhe na face, estamos a pedir polícia”, disse Nelsa.

Quisemos saber dos residentes de T 3 porque não eram tomadas providencias sabido que o transformador esconde marginais que já fizeram varias vítimas. A chefe do quarteirão diz que os agentes da polícia da esquadra da T 3 têm-se feito ao local.

“As vezes ficam ali até as 16 ou 17 horas depois vão embora”, lamenta.

Para os residentes de T 3, uma das melhores formas de reduzir os índices de criminalidade no bairro seria a reposição da iluminação pública nas ruas. Muitos postes de transporte de energia têm candeeiros mas estão quase todos avariados ou sem lâmpadas.

“Já apresentamos esse problema à EDM mas pedem-nos muito dinheiro e nós não temos”, explica a chefe do quarteirão.

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