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José Ferrete é delegado técnico do Mundial de basquetebol sub-17

Fotos: O País

José Ferrete continua a colocar o nome de Moçambique na lista de elementos que supervisionam grandes competições continentais e mundiais de basquetebol. Que nem gente grande!

Regularmente referenciado pela FIBA – organismo que gere o basquetebol mundial- e FIBA-África- órgão regular do basquetebol africano-, Ferrete foi indigitado como delegado técnico do Campeonato do Mundo de sub-17, prova a realizar-se em Julho próximo em Málaga, na Espanha. O evento, que tem como campeão em título os EUA, foi realizado pela primeira vez em Julho de 2010. As americanas conquistaram a competição em cinco ocasiões.

O antigo árbitro e comissário da FIBA-África volta a marcar presença em grandes eventos depois de, ano passado, ter sido indigitado como comissário do jogo da final do Campeonato Africano de Basquetebol (“Afrobasket” 2021) entre a Costa do Marfim e Tunísia.

Em Novembro de 2020, precisamente entre os dias 23 e 25, José Ferrete esteve em Kigali, Ruanda, na qualidade de delegado técnico da primeira janela de qualificação ao Campeonato Africano de Basquetebol 2021.

Ferrete foi um dos homens que dirigiram a “bolha” criada para evitar casos da COVID-19 entre todos os elementos que deram corpo a fase de qualificação para o Campeonato Africano.

José Ferrete já esteve, igualmente, na qualidade de comissário da FIBA-África, em fases finais da Taça dos Campeões de África em seniores masculinos.

Referência obrigatória (ex-árbitro), José Ferrete foi uma das figuras-chaves no processo de criação da Liga Nacional de Basquetebol (anteriormente designada Liga Vodacom). Foi um verdadeiro sucesso ao nível competitivo, tal é que em 2011 reflectiu-se no honroso segundo lugar ocupado pela selecção nacional nos Jogos Africanos de Maputo.

Internamente, continua a bater-se e engajar-se para a melhoria da arbitragem moçambicana, dando alguns subsídios a nova geração de juízes.

 

FIBA-AFRICA DEFINE ESTRATÉGIAS PARA OS PRÓXIMOS 18 MESES

A Assembleia-Geral da FIBA-​​África realizada há dias, em Abidjan, na Costa do Marfim, definiu várias directrizes para o futuro da modalidade da bola ao cesto nos próximos 18 meses. O encontro de um dia, o segundo desde 2017, foi dirigido pelo presidente da FIBA ​-África, Aníbal Manave.

A revisão das actividades recentes do órgão regulador do basquetebol em África e o desenvolvimento das camadas de formação dominaram a reunião.

O homem forte da FIBA-​​África instou os dirigentes e fazedores do basquetebol a permanecerem engajados e comprometidos com o crescimento da modalidade no continente. “Continuamos a trabalhar duro para colocar os nossos programas de basquetebol no nível que todos desejamos. Espero que possamos ganhar medalhas [mundiais] em um futuro próximo”, destacou Manave durante seu discurso de encerramento.

As intervenções de alguns delegados das federações nacionais de basquetebol filiadas à FIBA-​​África deram origem a discussões construtivas tendo como principal recomendação a criação de uma “task force” para propor soluções para o processo de elegibilidade dos jogadores. “Mal podemos esperar que a melhoria da pandemia de COVID-19 nos permita concluir vários programas e actividades que estão planeados pela FIBA-​​​​África”, observou Manave.

Estiveram presentes, na reunião, o presidente da FIBA, Hamane Niang, o secretário-geral da FIBA, Andreas Zagklis, membros do Conselho Central da FIBA-​​​​África, o presidente da Basketball ​​África League (BAL), Amadou Gallo Fall, e delegados de 42 federações nacionais. Alguns dos participantes intervieram por meio de videoconferência.

DEFINIDAS CIDADES QUE ACOLHEM ELIMINATÓRIAS PARA MUNDIAL

A FIBA-​​África confirmou as três cidades-sede da terceira janela das eliminatórias africanas para o Campeonato do Mundo de Basquetebol da FIBA ​​2023.

A corrida pelas cinco vagas disponíveis para países africanos para o Mundial, a realizar-se na Indonésia, Japão e Filipinas, de 1 a 3 de Julho. A capital ruandesa Kigali vai receber jogos dos grupos A e B. A maior cidade da Costa do Marfim, Abidjan, vai acolher o Grupo C, enquanto a terceira janela do Grupo D de qualificação africana terá lugar no Egipto (Alexandria ou Cairo). O Grupo A é composto por Cabo Verde, Mali, Nigéria e Uganda. Já o grupo B é constituído por Camarões, Ruanda, Sudão do Sul e Tunísia, enquanto o “C” é formado por Angola, República Centro-Africana, Costa do Marfim e Guiné. Finalmente, no grupo “D”, teremos as formações da RD Congo, Egipto, Quénia e Senegal. Abidjan volta aos holofotes do basquetebol africano pela primeira vez desde que sediou a quinta e última janela das eliminatórias africanas do Campeonato do Mundo de Basquetebol, em Fevereiro de 2019. A cidade costeira da Costa do Marfim já havia sediado a edição de 2013 do “AfroBasket”, prova na qual os anfitriões terminaram em quarto.

Desde a sua inauguração há dois anos, a Kigali Arena, no Ruanda, tornou-se num palco regular para os principais torneios de basquetebol do continente, tendo sediado o “​​AfroBasket” de 2021 e a temporada inaugural da Basketball Africa League (BAL) no ano passado.

Tanto Alexandria quanto Cairo sediaram várias competições da FIBA​-Africa nos últimos anos, mas apenas uma das duas cidades irá acolher a próxima janela de qualificação. A cidade costeira de Alexandria sediou a primeira janela do Grupo E das eliminatórias para o “​​Afrobasket” de 2021.

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