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Já está aberto o terminal ferroviário de Ressano Garcia

Foto: O País

Moçambique conta desde, hoje, com um terminal de recepção de minérios da África do Sul e transporte, por via ferroviária até ao Porto de Maputo. O empreendimento que custou cerca de 20 milhões de dólares vai manusear 2.1 milhões de toneladas de minérios por ano.

Descerrou-se a lápide e abriu-se uma nova página no manuseamento e transporte de minérios da África do Sul para Moçambique.

É que com a inauguração do terminal internacional ferroviário de trânsito de minérios de Ressano Garcia, os camiões que transportam aquela carga já não vão usar a EN4 para fazer chegar a mercadoria ao porto de Maputo.

“A operação do terminal consiste no recebimento de camiões, registo e gestão do stock, armazenamento e carregamento de vagões para posterior despacho por via-férrea até ao Porto de Maputo. Actualmente, este terminal manuseia cerca de seis mil toneladas por dia e isto equivale a um comboio e meio, ou seja, cerca de 170 camiões por dia”, revelou Miguel Matabel, PCA dos Caminhos de Ferro de Moçambique.

Isto significa que com este empreendimento, que custou cerca de 20 milhões de dólares norte-americanos, poderá reduzir o número de camiões que partem da vizinha África do Sul para Moçambique e, consequentemente, o congestionamento da EN4.

“O terminal recebe cerca de 180 mil toneladas por mês retirando cerca de 170 camiões da EN4 por dia. Este exercício permitiu, no ano passado, o transporte de cerca de 408.2 mil toneladas de magnitude através da linha férrea de Ressano Garcia manuseados neste terminal. Com a inauguração, o terminal passará a manusear cerca de 2.1 milhões de minérios por ano, o que corresponde a cerca de 180 mil toneladas por mês”, detalhou o ministro dos Transportes e Comunicações, Janfar Abdulai.

O terminal foi construído com o apoio da The Logistics Group.Nós viemos para aqui quando vimos a oportunidade que era uma estação ferroviária e a fronteira arredores. Aproximamo-nos juntos dos CFM para fazermos uma parceria público-privada e tomámos a mão dos CFM e começámos a trabalhar na iniciativa. Injectámos o capital e desenvolvemos o que vocês podem, agora, ver”, contou Anton Potgierter, CEO da The Logistics Group

No evento, o titular da pasta do Transportes e Comunicações desafiou os Caminhos-de-ferro de Moçambique a sua parceira do projecto, The Logistics Group, a duplicarem a sua actual capacidade de um comboio e meio por dia, o que se prevê que aconteça até Setembro deste ano.

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