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Ivone Buque: “Reestruturação do Estádio da Machava já constava do plano de acção da direcção”

Fotos: O País

A um ritmo acelerado, o “Vale de Infulene” ganha novo brilho! Desde que a nova direcção do Clube Ferroviário de Maputo (CFVM) tomou posse, foram implementadas estratégias para um maior aproveitamento das infra-estruturas desportivas, dotando-as de condições adequadas para a prática de várias modalidades.

Palco de momentos áureos do futebol moçambicano e registos inolvidáveis da história do país, o Estádio da Machava vai ter um novo relvado natural, em substituição da relva sintética, que já tem o seu tempo de vida expirado.

As obras para a substituição do tapete verde e do sistema de rega vão arrancar num futuro breve, e a direcção do clube já tem a respectiva cotação.

A revisão do sistema de iluminação, com a operacionalização das quatro torres, está igualmente no plano de reestruturação do estádio.

São, neste caso, obras de grande vulto que requerem somas avultadas, pelo que a direcção está a articular todo este processo com o patrocinador do clube: CFM.

“Estamos, nesta fase, a olhar para a questão da iluminação e da relva, o que evolve valores elevados. O Clube Ferroviário de Maputo, por si só, não estava em condições de fazer estas obras. Isso implica decisões macros, ou seja, decisões do patrono. Naturalmente, como é sabido, todas as empresas funcionam com orçamento, e os Caminhos de Ferro de Moçambique não são excepção.  O orçamento foi aprovado, já temos as cotações para a substituição do relvado”, explicou Ivone Buque, secretária-geral do CFVM.

Alinhada com os padrões de qualidade, a direcção do CFVM traça os passos que serão seguidos para a troca do tapete verde. Um processo que leva o seu tempo, daí a necessidade de se cumprir todos os passos sem pressão.

“Para nós termos aquele relvado, houve uma acção, tal como quando se tomou uma decisão de se adoptar o relvado sintético que já está fora de uso. Temos que voltar à relva natural, e isso envolve valores. Ora vejamos, o valor da relva em si não é tão avultado, mas a estrutura que foi feita, na altura, para acomodar a relva sintética – o betão – precisa de ser removida. É preciso preparar a terra para que possa receber a relva natural. Isso, naturalmente, tem um custo enorme. O que nós pedimos, como Clube Ferroviário de Maputo, é tempo”.

Enquanto o processo de remoção da actual relva não avança, outros pontos adjacentes deste “gigante” já foram intervencionados.

O túnel de acesso ao campo conta com novo sistema de iluminação, para além de as salas antidoping e balneários dos árbitros terem sofrido uma revisão do sistema hidráulico. Os espaços ganharam nova loiça sanitária, sistema de refrigeração e água quente.

Outrossim, fez-se a cobertura do túnel de acesso com a colocação de um sistema de protecção dos jogadores e árbitros. O banco de suplentes conta com uma cobertura translúcida.

Os três balneários ganharam nova imagem com a sua pintura, refrigeração, colocação de novos cacifos e revisão do sistema eléctrico.

As oito casas de baso para o público beneficiaram-se de nova loiça sanitária (chuveiros, sanitas) e melhorias da iluminação.

 

CENTRO DE ESTÁGIOS “AU POINT”

Funcional e com obras de melhorias notáveis, o Centro de Estágios do Ferroviário de Maputo dispõe de quartos bem equipados, salas de jogos, sala de imprensa, restaurante com cozinha do próprio clube disponível para servir refeições e proporcionar bem-estar a quem lá se instalar, salas para realização de reuniões e preleções, e uma varanda para momentos de descontração e relaxamento. O sistema de iluminação será também revisto, evitando a projecção de sombras.

Antes mesmo de intervencionar o Estádio da Machava, a direcção do Clube Ferroviário de Maputo reabilitou a sede social desta colectividade – o campo para modalidades de hóquei em patins e basquetebol.

São, de resto, acções antes previstas no plano de actividade da direcção: “Esta reestruturação que se efectuou no Estádio da Machava já constava do plano de acção desta direcção. Só que nós pedimos tempo à Comissão de Licenciamento de Clubes, após a reprovação do campo, que nos desse tempo”, esclareceu Ivone Buque, secretária-geral do Clube Ferroviário de Maputo.

A dirigente clarificou que “nós já havíamos começado com a reestruturação das infra-estruturas porque tínhamos um plano”. O projecto começou mesmo por reabilitar a sede do CFVM que já clamava por uma nova imagem. “Como se pode verificar, a sede do Ferroviário de Maputo ganhou uma nova imagem. Eu diria que institucionalizámos o Ferroviário de Maputo. Criámos departamentos aqui. Temos tudo bem estruturado. Reabilitámos o campo de basquetebol porque os nossos atletas não tinham onde treinar. Neste rol da reestruturação já iniciada, consta também o campo de hóquei em patins”.

O trabalho da Comissão de Licenciamento de Clubes, que reprovou o Estádio da Machava, pode ser visto apenas como uma pressão para o clube acelerar as obras, até porque o projecto de reabilitação, propriamente dita, já estava traçado.

“O que pode ter acontecido é que a Comissão de Licenciamento de Clubes nos tenha ajudado a correr um pouco mais. Com a reprovação, parámos tudo aquilo que já tínhamos iniciado e viramos as nossas antenas para o Estádio da Machava. Não só nos cingimos nos aspectos que foram apontados pela Comissão de Licenciamento de Clubes, como também em aspectos que não foram listados”, notou.

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