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Italma Pereira confirma que prestou serviços a Ângela Leão e recebeu parte do valor acordado

Foto: O País

Esta sexta-feira, foi a vez de Italma Pereira, cidadã de origem guineense, sócia da empresa Arktek, ser ouvida no Tribunal que julga o “caso dívidas ocultas”. Pereira terá sido contratada pela ré Mbanda Henning, irmã da ré Ângela Leão, em 2013, para conceber e fiscalizar a obra de construção de 14 casas.

A declarante disse ao Juiz Efigénio Baptista que o entendimento que teve é que o projecto de construção de 14 casas era da ré Mbanda Henning e não de Ângela Leão.

“Por mais que elas fossem irmãs, não creio que a senhora Ângela [Leão] fosse confiar-lhe os seus gostos. Porque o projecto foi desenvolvido com detalhes e estes eram passados pela senhora Mbanda”, disse.

Em relação aos pagamentos, a declarante esclareceu que foram feitos de forma parcial. “O valor da obra eram 50 mil dólares, mas não foi recebido na totalidade, uma vez que os trabalhos foram interrompidos, devido à falta de entendimento entre a equipa de fiscalização e a direcção das obras”, explicou a declarante, durante o interrogatório conduzido pelo Ministério Público (MP).

À Procuradora Ana Sheila Marrengula, a declarante confirmou um endereço electrónico, pelo qual interagia com Ângela Leão. Antes de concluir o interrogatório, o MP deu espaço à declarante para dizer algo que não lhe tenha sido perguntado.

Italma Pereira usou a ocasião para dizer que
Ângela Leão, Mbanda Henning e Fabião Mabunda foram apenas clientes, entretanto, com este último, acabou por desenvolver uma relação de amizade.

A declarante disse também que nunca tratou da obra com o réu Gregório Leão, que não consegue dizer quantos projectos desenhou na totalidade para a família Leão e que nem todos os projectos desenhados foram concluídos.

Inicialmente, o projecto previa, segundo a declarante, a construção de 14 apartamentos, mas foram materializados 10, alegadamente porque Ângela Leão queria apartamentos com o máximo de compartimentos.

“Então, tivemos que fazer o redimensionamento nos apartamentos em que foi possível, para dar mais espaço aos compartimentos, através do cruzamento dos pisos, para deixar ao gosto da cliente, Ângela Leão, e foi assim que se tornaram 10”, explicou.

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