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Irmãos morrem por consumo de caju supostamente envenenado em Moamba

Dois irmãos de sete e nove anos de idade morreram em circunstâncias não esclarecidas, semana finda, no distrito da Moamba, província de Maputo, após consumo de caju alegadamente envenenado. O hospital local não colheu amostras do produto para análises laboratoriais, mas suspeita que a intoxicação alimentar seja a causa da morte.

A morte aconteceu no bairro Chiondzuahanene, no interior da Tenga. Eugénio Alfeu perdeu os seus dois filhos num dia. Segundo as suas palavras, os miúdos ingeriram caju arrancado de uma das árvores da comunidade, que se suspeita que tenha sido tratada com remédio tradicional.

“Isto não é doença, foi veneno”, afirmou Eugénio Alfeu, para quem a barriga de um dos filhos estava inchada e para si tudo indicava que se tratava de alguma droga ingerida. O outro menino tirava espuma pela boca, prosseguiu o senhor.

Eclércia Bambo, mãe dos dois rapazes, viajou de Inhambane para Maputo a fim de participar do funeral dos filhos que não os via há algum tempo. “Ligaram-me para dizer que o meu filho faleceu. Quando cheguei o outro filho também estava morto”.

Muluki Momad e Naide Jiva, de oito e 10 anos de idade, são irmãos e amigos das crianças que pereceram. Sobreviveram, mas encontram-se doentes. O progenitor suspeita que houve tentativa de envenenamento. “O caso dos meus filhos é o mesmo que aconteceu com as crianças do vizinho. Eram amigos, brincavam juntos e consumiram o mesmo veneno”.

Um responsável do Centro de Saúde de Tenga disse ao “O País”, telefonicamente, que as mortes podem ter sido causadas por uma intoxicação alimentar. “Apesar de que não conseguimos ter amostras” para determinar a causa da morte, o certo é que não se tratou de cólera nem malária.

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