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Iraque reporta 5.663 infecções e 33 mortos, dez dias após visita do Papa Francisco

O Iraque anunciou ontem 5.663 novas infecções e 33 mortos por Coronavírus, um recorde no país que recebeu, há dez dias, o Papa Francisco entre multidões e fraca utilização de máscara.

Assim, o número de iraquianos positivos à COVID-19 subiu para 768.352, incluindo 13.827 mortos, segundo o Ministério da Saúde.

Apesar deste aumento de infecções, em meio à falta de medicamentos, profissionais de saúde e hospitais, há décadas, as autoridades anunciaram, na noite de terça-feira, um alívio ao recolher obrigatório instaurado há algumas semanas.

As estatísticas divulgadas diariamente pelo ministério iraquiano indicam que o país realiza cerca de 40 mil testes diariamente, uma taxa muito baixa comparativamente a mais de dois milhões de habitantes em várias cidades.

Além da falta de equipamento médico para tratar os doentes, que geralmente preferem ter uma botija de oxigénio em casa em vez de irem aos hospitais em mau estado, o Iraque recebeu apenas 50 mil doses da vacina chinesa na véspera da visita do Papa Francisco.

A capital do Iraque, Bagdad, por exemplo, diz ter um plano de compra a prazo de 16 milhões de doses de imunizantes contra a COVID-19, mas o parlamento ainda não aprovou o orçamento de 2021.

Papa Francisco fez visita inédita ao Iraque entre 05 e 08 de Março. Celebrou missas para centenas de fiéis. Um dos locais com aglomerações foi um estádio em Erbil. Durante as concentrações, eram raras as pessoas com máscara e a introdução recente de uma multa não mudou a situação.
O Iraque, com 40 milhões de habitantes, revelou o primeiro paciente positivo ao Coronavírus em Fevereiro de 2020.

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