O País – A verdade como notícia

O antigo Presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, que deixou o poder em 2017, foi ontem reeleito depois de derrotar o Chefe de Estado em exercício num prolongado escrutínio decidido por parlamentares.

Hassan Sheikh Mohamud, que foi Presidente da Somália entre 2012 e 2017, venceu as eleições após a terceira volta, que se realizaram na capital, Mogadíscio, no meio de um dispositivo de segurança imposto pelas autoridades para evitar ataques, refere o Notícias ao Minuto.

A primeira volta da votação teve a participação de 36 candidatos, quatro dos quais prosseguiram para a segunda volta. Sem nenhum candidato ter ganho pelo menos dois terços dos 328 votos, a votação foi então para uma terceira volta, na qual Hassan Sheikh Mohamud ganhou por maioria simples, que na terceira ronda é suficiente para escolher o vencedor.

Membros das câmaras legislativas alta e baixa escolheram o Presidente em votação secreta dentro de uma tenda num hangar do aeroporto da capital, que é protegido pelas forças de manutenção da paz da União Africana.

A eleição de Hassan Sheikh Mohamud pôs fim a um prolongado processo eleitoral que levantou tensões políticas, após o mandato do Presidente Mohamed Abdullahi Mohamed ter expirado em Fevereiro de 2021, sem um sucessor no cargo.

Segundo o Notícias ao Minuto, foram ouvidos tiros de celebração em partes de Mogadíscio quando se tornou público que Hassan Mohamud tinha derrotado o homem que o substituiu há cinco anos.

A prorrogação de dois anos do mandato de Mohamed Abdullahi Mohamed pelos deputados, em Abril de 2021, desencadeou combates em Mogadíscio, reavivando memórias das décadas de guerra civil que assolaram o país depois de 1991.

No último ano e meio a comunidade internacional fez repetidos apelos para que as eleições fossem concluídas, estimando que os atrasos impediam as autoridades de se concentrar na luta contra os radicais islâmicos, filiados na Al-Qaida e que há 15 anos lideram uma insurreição no país.

A Somália vive em crise desde 1991, quando os “senhores da guerra” depuseram o ditador Siad Barre e depois se revoltaram entre eles. Anos de conflito, ataques de radicais islâmicos e a fome devastaram o país. A Somália enfrenta também uma das piores secas das últimas décadas.

O presidente do Senegal, Macky Sall, actual presidente da União Africana, apelou à criação de uma agência de notação financeira pan-africana, considerando que as agências internacionais exageram o risco de investimento em África, aumentando o custo de financiamento.

Falando num discurso na Conferência Económica Dakar 2022, realizada ontem, Macky Sal defendeu a “necessidade, face à injustiça de classificações às vezes muito arbitrárias, de ter uma agência de classificação pan-africana”, segundo escreve o Notícias ao Minuto.

“Em 2020, enquanto todas as economias sofriam os efeitos da COVID-19, 18 dos 32 países africanos classificados por pelo menos uma das principais agências de notação, viram a sua classificação revista em baixa. Isso representa 56% das classificações revistas em baixa para países africanos em relação a um índice global médio de 31% nesse período”, disse.

O actual presidente da UA argumentou que existem estudos a indicar que pelo menos 20% dos critérios de classificação para os países africanos se baseiam em factores culturais ou linguísticos bastante subjectivos ou alheios aos parâmetros que medem a estabilidade de uma economia.

Para Macky Sal, uma das consequências é que “a percepção do risco do investimento em África é sempre superior ao risco real. Encontramo-nos, assim, a pagar mais prémios de seguro do que o necessário, o que aumenta o custo do crédito concedido ao nosso país”.

 

Diversos Chefes de Estado e organizações árabes do Médio Oriente felicitaram, este sábado, o novo Presidente dos Emiratos Árabes Unidos (EAU), Mohamed bin Zayed Al Nahyan, eleito um dia depois da morte do antecessor, Khalifa bin Zayed.

Em comunicado, citado pelo Nortícias ao Minuto, o secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo, Nayef Falah Mubaraj Hajraf, saudou Bin Zayed e previu o “início de uma nova era e um palco histórico” para o líder de um país “que inspira o respeito e admiração no mundo”.

Desejou ainda que a segurança, prosperidade e estabilidade dos emirados sejam perpetuados durante o mandato de Bin Zayed, o terceiro Presidente do país desde a sua fundação em 1971.

A Organização de Cooperação Islâmica (OIC), que agrupa 57 países de maioria muçulmana, salientou que o novo Chefe de Estado, de 61 anos, é “o melhor sucessor do melhor antecessor”, expressando a confiança de que Bin Zayed continuará o legado do seu meio-irmão Khalifa.

Por seu lado, o presidente do parlamento árabe, Adel Al Asumi, desejou “sucesso” a Bin Zayed “nesta importante fase da história dos Emirados Árabes Unidos, para continuar o processo de construção, desenvolvimento e prosperidade que lançaram as suas fundações e construíram a sua sólida estrutura”, escreve o Notícias ao Minuto.

O Conselho Supremo Federal dos EAU elegeu ontem o governante de Abu Dhabi como novo Presidente, numa altura em que o país está de luto pela morte do seu meio-irmão, na sexta-feira.

Composto pelos governantes dos sete emirados que compõem os EAU, o Conselho Supremo votou a favor de Bin Zayed por unanimidade, num acto que decorreu com grande discrição e à porta fechada.

Bin Zayed já era, na prática, o líder dos EAU desde que o seu meio-irmão sofreu um AVC em 2014 que o afastou da vida pública e do processo de decisão, e é considerado um dos impulsionadores dos recentes desenvolvimentos políticos e económicas do país na última década.

Até ao momento não se sabe quando será realizada a cerimónia de investidura, uma vez que o país está de luto pela morte do anterior Presidente, que foi sepultado em Abu Dhabi, também à porta fechada, num acto em que apenas participaram as principais autoridades.

A Finlândia vai mesmo avançar com um pedido de adesão à NATO, confirmou o Presidente Sauli Niinisto. De acordo com o Chefe de Estado, a entrada na aliança atlântica vai “maximizar” a segurança do país.

A informação, segundo o Notícias ao Minuto, foi dada em conferência de imprensa do Presidente finlandês, este domingo. Putin já se mostrou incomodado com a eventual entrada do ‘vizinho’ na aliança atlântica.

“Este é um dia histórico. Uma nova era começou”, assinalou, ao lado da primeira-ministra, Sanna Marin.

É expectável que o parlamento finlandês aprove esta decisão nos próximos dias. Depois desta aprovação, o pedido formal de adesão à NATO será submetido à sede deste organismo, em Bruxelas, sendo previsível que tal aconteça durante a próxima semana.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO reúnem-se, hoje, em Berlim, capital da Alemanha, para coordenar a resposta à guerra entre a Russa e Ucrânia. O encontro acontece numa altura em que a Rússia prepara-se para anexar a cidade ucraniana de Kherson ao seu território

Quando passam 80 dias da invasão russa à Ucrânia, os ministros dos Negócios Estrangeiros da aliança transatlântica, NATO, reúnem-se este sábado, em Berlim, para coordenar a resposta à guerra na Ucrânia, numa altura em que se discute também a adesão da Suécia e da Finlândia – à qual Portugal já garantiu que dará “todo o apoio”.

Até ao momento, há muitas espectativas sobre as decisões que poderão sair da reunião.

Ainda sobre a Ucránia, a administração militar-civil que actualmente controla a cidade ucraniana de Kherson, prepara-se para anexar o território à Federação Russa. A informação foi avançada pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, que alerta que o Kremlin poderá realizar referendos fraudulentos, segundo escreveu o Notícias ao Minuto.

A Rússia lançou a 24 de Fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior. A ofensiva militar causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais, mais de 5,5 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

Subiu para 27 o número de mortes de pacientes infectados pelo novo Coronavírus após o registo, esta sexta-feira, de mais 21 óbitos na Coreia do Norte, anunciaram as autoridades locais, citados pelo Notícias ao Minuto.

O número de infectados também subiu para 524.440 com registo de mais 174.440 pessoas com sintomas de febre.

Pyongyang disse que 243.630 pessoas já recuperaram e 280.810 permanecem em quarentena, não especificando quantos casos de febre e quantas mortes foram causadas por covid-19.

O país impôs um confinamento geral na quinta-feira, depois de confirmar as primeiras infecções pelo coronavírus SARS-CoV-2, desde o início da pandemia.

O presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, Cipriano Cassamá, informou esta sexta-feira que o Presidente da Guiné-Bissau vai dissolver o Parlamento. Sissoco está a ouvir os partidos com assento parlamentar.

“Saí de uma audiência com o Presidente da República. Informou-me que vai dissolver o Parlamento. Recebeu uma queixas do poder judicial e também, segundo o que compreendi, parece que há uma crise entre os partidos políticos”, afirmou Cipriano Cassamá, citado pela DW.

O presidente do Parlamento falava esta sexta-feira na sequência de um
encontro com o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, que vai reunir também com os partidos com assento parlamentar.

O anúncio acontece um dia depois da exoneração do ministro da Economia, Vítor Mandinga. A decisão serviu para para “garantir o regular funcionamento do ministério e por conveniência política”, justificou o Presidente.

Os encontros com os partidos políticos e presidente do Parlamento acontecem depois críticas públicas à forma como está a ser gerido o envio de uma missão de estabilização da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para a Guiné-Bissau, sem informação precisa e sem o Parlamento ser consultado, escreve a DW.

Os Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO decidiram enviar uma força de estabilização para o país, cujos primeiros elementos já estão no terreno, na sequência do ataque ao Palácio do Governo, a 1 de Fevereiro, quando se encontrava a decorrer uma reunião do Conselho de Ministros, com a presença do Presidente guineense e o primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam.

O presidente ucraniano diz que está disponível para conversar com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, mas sem ultimatos. Segundo Volodymyr Zelensky, a Ucrânia quer a paz, o respeito pela soberania e a integridade territorial e não está disposto a abrir mão disso.

As negociações com o Moscovo são complicadas, uma vez que todos os dias os russos ocupam aldeias, muitas pessoas abandonaram casas, outras foram mortas e os ucranianos sofrem torturas e assassinatos, afirmou Volodymyr Zelensky.

O Presidente ucraniano defendeu, de acordo com a imprensa internacional, que o exército russo deve deixar o país o mais depressa possível e responder pelo que fez.

Sei que Putin quer conseguir resultados, mas ter de ceder alguma coisa para salvar a face do presidente russo não é justo. A Ucrânia não vai salvar a face de ninguém pagando com os seus territórios, disse Zelensky, sublinhando que em nenhum momento considerou reconhecer a independência da Crimeia, anexada pela Rússia, em 2014, e sustentou que o território em referência sempre foi ucraniano.

O líder ucraniano adiantou ainda que a Ucrânia quer a paz. Quer coisas muito normais como respeito pela soberania, pela integridade territorial e tradições do seu povo, como a língua. Podem ser coisas triviais, mas foram violadas pela Rússia e devem ser devolvidas.

Desde a invasão russa à Ucrânia, a 24 de Fevereiro, mais de três mil civis morreram e outras mais 13 milhões de pessoas fugiram do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A Rússia cortou o abastecimento de gás natural à Europa através do gasoduto de Yamal, conduta com mais de cinco mil quilómetros que atravessa Bielorrússia, Polónia e Alemanha. A medida foi tomada depois da subsidiária polaca da Gazprom ter sido colocada na lista de empresas sancionadas pelo Kremlin como retaliação às sanções impostas pelo Ocidente, escreve a Euronews.

A Alemanha, uma das principais afectadas pelo encerramento da conduta, já garantiu que o fornecimento de gás ao país não está em perigo e o ministro da Economia, Robert Habeck, lamentou que “as ameaças do uso de gás e petróleo como arma estivessem a tornar-se realidade”.

Apesar de condicionar o mercado energético na Europa e de provocar um aumento no preço do gás, a medida é mais política do que disruptiva.

Segundo a Euronews, o impacto no abastecimento será mínimo uma vez que o Yamal é apenas um de quatro gasodutos que liga a Rússia à Europa ocidental e praticamente não tem sido utilizado nos últimos meses.

+ LIDAS

Siga nos