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Três foguetes atingiram hoje o Aeroporto de Kandahar, no sul do Afeganistão, situado nos subúrbios onde os rebeldes talibãs e as forças afegãs se confrontam há várias semanas.

“Dois foguetes danificaram a pista (…) por isso todos os voos de e para o aeroporto foram cancelados”, disse o chefe do Aeroporto de Kandahar, Massoud Pashtun.

Os talibãs, que têm vindo a conduzir uma ofensiva generalizada no Afeganistão, nos últimos três meses, aproximaram-se nas últimas semanas de Kandahar, berço do movimento, estando situados nos arredores da segunda maior cidade do país, com 650 mil habitantes.

A ofensiva rebelde, lançada ao mesmo tempo que a retirada final das tropas internacionais do país, está agora quase completa.

De acordo com o Notícias ao Minuto, depois de ter conquistado vastas áreas rurais afegãs, os talibãs ameaçam, agora, várias capitais regionais.

Além de Kandahar, os talibãs aproximaram-se também de Herat (oeste), terceira mais populosa (600 mil habitantes), e de Lashkar Gah, capital da província de Helmand (sul), perto de Kandahar.

A queda de Kandahar, centro do regime talibã, no poder entre 1996 e 2001, seria um desastre para as autoridades afegãs.

As forças afegãs, que até agora pouco resistiram ao avanço dos talibãs, controlam apenas as principais estradas e capitais de província.

O líder da junta militar birmanesa, no poder desde o golpe de 01 de fFevereiro, comprometeu-se novamente a realizar eleições até agosto de 2023.

“Estamos a trabalhar para estabelecer um sistema multipartidário democrático”, disse Min Aung Hlaing, num discurso em assinalou seis meses desde o golpe militar.

Segundo escreve o Observador, em 26 de Julho, a junta anulou os resultados das eleições parlamentares de Novembro de 2020, ganhas pela Liga Nacional para a Democracia (LND) da prémio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, alegando que mais de 11 milhões de casos de fraude tinham sido detectados, acusação que o partido negou.

“Os votos foram manchados pela LND, que abusou indevidamente do poder executivo”, reiterou Min Aung Hlaing.

Em Kaley (oeste), os residentes marcharam sob bandeiras em homenagem aos muitos presos políticos, ao mesmo tempo que várias mensagens de opositores assinalaram a data nas redes sociais: “Prometo combater esta ditadura enquanto viver” e “Não nos ajoelharemos sob as botas dos militares”.

Em seis meses, 940 civis foram mortos, centenas desapareceram e mais de 5.400 estão presos, de acordo com os dados da organização não-governamental Associação de Assistência aos Presos Políticos.

Aung San Suu Kyi, de 76 anos, continua sob prisão domiciliária e foi acusada de vários delitos, incluindo corrupção, incorrendo em pesadas penas de prisão.

Os clientes dos restaurantes em Cabo Verde serão obrigados, a partir de Setembro, a apresentar um “Certificado COVID”, instituído hoje, medida também a ser observada noutros espaços, como discotecas, que reabrem a 01 de Outubro.

Segundo uma resolução do Conselho de Ministros, publicada hoje e válida até 30 de Setembro, trata-se de um certificado em formato digital ou papel, replicando, integralmente, o modelo utilizado pelos países da União Europeia, confirmando um teste (PCR ou antigénio) com resultado negativo à COVID-19, a recuperação do indivíduo se já tiver sido infectado ou a toma de pelo menos a primeira dose de uma vacina reconhecida pelas autoridades de saúde cabo-verdianas, escreve o Notícias ao Minuto.

Com excepção de menores de 18 anos, a medida aplica-se a todos os cidadãos nacionais ou estrangeiros, admitindo as autoridades cabo-verdianas o reconhecimento de certificados de países terceiros, nas ilhas em situação de contingência, em que todas se encontram actualmente.

A resolução define que, a partir de 01 de Setembro, o atendimento público nos restaurantes e locais fechados de venda ou consumo de refeições rápidas e similares, bem como os bares, a partir das 19h00 às sextas-feiras, sábados, domingos e vésperas de feriado, apenas será permitido aos clientes que apresentarem o “Certificado COVID” ou que tenham teste negativo à COVID-19.

 

 

Cerca de 93 milhões de votantes mexicanos estão inscritos para participar amanhã, domingo, num referendo que determinará se os antigos políticos do país, nomeadamente os seus ex-Presidentes, podem ou não ser processados por corrupção e outros crimes.

O Presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, promoveu um referendo, o primeiro na história do país sob a Lei Federal de Consulta Popular, para questionar o eleitorado sobre os seus antecessores, num período em que o Chefe de Estado se intitulou de neoliberal, escreve o Notícias ao Minuto.

No referendo, perguntar-se-á aos mexicanos se concordam com a realização de “acções de acordo com o marco constitucional e legal para levar a cabo um processo de esclarecimento das decisões políticas tomadas nos últimos anos pelos actores políticos”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o número de infecções com o novo Coronavírus ultrapasse, no mundo, 200 milhões nas próximas duas semanas, alertando para a necessidade de uma “vigilância mais forte”.

O alerta foi lançado pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na videoconferência de imprensa regular sobre a evolução da pandemia da COVID-19, transmitida da sede da organização, em Genebra, na Suíça.

Ressalvando que o número pode estar ainda assim subestimado, o médico etíope assinalou que os casos de infecção continuam a aumentar, em muito, devido à variante Delta do Coronavírus, mais contagiosa e em circulação em pelo menos 132 países, incluindo Moçambique.

“Novas variantes vão surgir com a transmissão do vírus e isso também acontece devido ao aumento do contacto social, ao uso inconstante de medidas de saúde pública e ao uso desigual de vacinas”, apontou.

De acordo com a Lusa, o dirigente da OMS voltou, mais uma vez, a realçar a “injustiça na distribuição das vacinas” contra a COVID-19 que está a afectar o continente africano, onde o número de mortes aumentou 40% nas últimas quatro semanas e onde apenas 5% da população está vacinada.

O parlamento de Cabo Verde aprovou, esta quinta-feira, por unanimidade a ratificação do Acordo de Mobilidade na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), aprovado na Cimeira de Luanda, tornando-se o primeiro dos Estados-membros a fazê-lo.

Segundo escreve a Angop, a proposta de resolução para ratificar o acordo foi levada ao parlamento pelo Governo em regime de urgência e foi acolhida com o consenso dos partidos representados, que assumiram tratar-se de uma vitória da presidência de Cabo Verde na CPLP, correspondendo à “ambição de construção de uma verdadeira comunidade de povos”.

Para entrar em vigor, e permitir a negociação entre os países, o Acordo de Mobilidade na Comunidade terá de ser ratificado por pelo menos três Estados-membros, sendo que Portugal já anunciou que o pretende fazer em Setembro próximo.

Os Chefes de Estado e de Governo da CPLP aprovaram em 17 de Julho, em Luanda, o acordo sobre mobilidade.

Na resolução do Conselho de Ministros aprovada na XIII Cimeira da CPLP, segundo a Angop, os líderes comprometeram-se a “promover as diligências necessárias com vista ao acolhimento, tão célere quanto possível do acordo nos respectivos ordenamentos jurídicos”.

O antigo Presidente do Malawi, Peter Mutharika, recusa prestar declarações ao Departamento Central de Combate à Corrupção, no caso de suposta evasão fiscal e importação de oitocentos mil sacos de cimento.

Segundo escreve a Rádio Moçambique, Mutharika alega ter prestado no ano passado, declarações à polícia fiscal sobre o mesmo assunto, tendo negado o seu envolvimento no crime de que é acusado.

Em comunicado, o antigo Estadista malawiano acusa o Departamento Central de Combate à Corrupção de estar a agir com dolo de o prejudicar.

“O Departamento Central de Combate à Corrupção congelou as minhas contas bancárias por mais de 270 dias sem no entanto ouvir o acusado. Este procedimento é ilegal pois eu, como titular destas contas bancárias, tinha direito de saber o tipo de crime que cometi para merecer tal penalização”, observou Mutharika no seu comunicado, citado pela RM.

O antigo Presidente do Malawi acusa o Departamento Central de Combate à Corrupção, de perseguição com clara intenção de humilhar vítimas, sem culpa formada.

Peter Mutharika vai mais longe ao afirmar ser vítima de caça às bruxas, sustentada por uma instituição do estado.

Peter Mutharika termina a sua declaração afirmando que em caso de insistência do Departamento Central de Combate à Corrupção em querer ouvi-lo, manter-se-á calado durante o interrogatório.

Peter Mutharika, professor de direito constitucional e antigo Presidente do Malawi é acusado de ter usado o seu número de identificação tributária na importação de oitocentos mil sacos de cimento com isenção fiscal.

Reagindo ao posicionamento de Mutharika, o Departamento Central de Combate à Corrupção reiterou que o interrogatório vai acontecer ainda esta semana.

A directora regional para África da Organização Mundial da Saúde (OMS), Matshidiso Moeti, afirmou hoje que o continente precisa de 700 milhões de doses da vacina contra a COVID-19 para atingir a meta de 30% de cobertura até ao final do ano.

Matshidiso Moeti falava durante a conferência semanal do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC) sobre a evolução da pandemia no continente, durante a qual mostrou-se satisfeita com alguns sinais positivos em matéria de vacinação.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, a dirigente disse durante a conferência que foram entregues a 13 países africanos, através do mecanismo COVAX 3,8 milhões de doses de vacinas, o que eleva para 82 milhões o número de doses entregues na região.

“Estas vacinas que foram recentemente entregues fazem parte de 60 milhões de doses atribuídas a 49 países africanos e que deverão ser enviadas até Setembro”, disse Matshidiso Moeti.

Moeti disse, ainda, que a COVAX firmou acordos com a Sinopharm e Sinovac para o fornecimento de 110 milhões de doses a países de baixo rendimento, dos quais 32,5 milhões estão a chegar ao continente.

O município de Nova Iorque oferecerá, a partir de sexta-feira, um incentivo financeiro de 100 dólares (6.330 meticais) às pessoas que se vacinarem contra a COVID-19, anunciou esta quarta-feira o presidente da Câmara, Bill de Blasio.

“Nos postos de vacinação administrados pela autarquia, quando tomarem a primeira dose receberão 100 dólares ”, sublinhou o presidente da Câmara, ao anunciar o programa, que terá início na sexta-feira.

Segundo escreve o Observador, a medida visa dar um novo impulso à campanha de imunização na cidade, onde as autoridades já administraram cerca de 10 milhões de doses, mas onde o índice de aceitação das vacinas está a diminuir.

Os dados oficiais mais recentes indicam que 54,4% da população de Nova Iorque (cerca de 8,3 milhões de pessoas) está totalmente vacinada contra o novo Coronavírus, uma percentagem que sobe para 65,5% se forem contabilizados apenas os adultos.

Bill de Blasio insistiu, esta quarta-feira, que a vacinação é a única forma de garantir a recuperação da cidade e defendeu a importância deste tipo de incentivo económico para encorajar todos os cidadãos.

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