O País – A verdade como notícia

A Agência de medicamentos dos Estados Unidos da América (EUA) mandou descartar milhões de vacinas contra COVID-19, da Johnson & Johnson, após detectar problemas na fábrica em Baltimore.

Estima-se que 60 milhões de doses tenham sido descartadas, segundo The New York Times.

Entretanto, de acordo com o Notícias ao Minuto, a entidade responsável pelos medicamentos naquele país disse que dois lotes daquela fábrica foram autorizados o seu uso. Trata-se, segundo a imprensa norte-americana, de 10 milhões de doses que terão sido salvas.

Segundo Kathy Wengel, responsável da farmacêutica, “a decisão representa um progresso nos nossos esforços contínuos para fazer a diferença nesta pandemia a uma escala global e agradecemos a estreita colaboração com a FDA e as autoridades de saúde globais”.

A Agência de medicamentos dos EUA realçou, ainda, que, neste momento, não é possível autorizar a produção na fábrica Emergent Biosolutions, em Baltimore, apesar dos trabalhos com a empresa e a farmacêutica nesse sentido.

Foram eleitos ontem cinco membros não permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, entre os quais dois são africanos. Assim, Gabão e Gana estarão presentes neste organismo nos próximos dois anos.

Ao fim de dois anos de mandato, cinco países são eleitos como membros não permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Com efeito, esta sexta-feira, Gabão, Gana, Brasil, Albânia e Emirados Árabes Unidos foram eleitos para o conjunto de 10 da mesma categoria.

Os cinco membros eleitos do Conselho de Segurança das Nações Unidas juntam-se à missão de compartilhar esforços na busca de soluções para por fim, por exemplo, aos ataques protagonizados por grupos extremistas, aos conflitos político-militares existentes em alguns países como Mali e Síria.

Assim, os cinco eleitos vão substituir Estónia, Níger, São Vicente e Granadinas, Tunísia e Vietname, cujos mandatos terminaram no ano passado. No processo de votação desta sesta-feira, Gana obteve 185 votos, o Gabão 183, e Brasil, os Emirados Árabes Unidos e Albânia tiveram 181, 179 e 175 votos, respetivamente.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas é composto por 15 membros, dos quais cinco são permanentes e detêm do poder de veto, nomeadamente os Estados Unidos da América, Rússia, China, Reino Unido e França.

Lembre-se que Moçambique também está na corrida a membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, sendo que a eleição está prevista para o próximo ano.

Pelo menos 19 pessoas morreram e 50 ficaram feridas, no sudoeste do Paquistão, em consequência de um acidente de viação de um autocarro em alta velocidade.

Segundo a polícia local, citada pela Lusa, o autocarro em causa transportava peregrinos.

O acidente aconteceu em Khuzdar, um distrito na província do Baluchistão, disse o oficial da polícia local, Hafeez Ullah Mengal.

Os socorristas transportaram os mortos e feridos para um hospital próximo, acrescentou.

Os peregrinos regressavam a Dadu, um distrito na vizinha província de Sindh, depois de visitarem um santuário de um santo sufista, o motorista perdeu o controlo numa curva apertada e o autocarro capotou, disse.

Depois dos recentes confrontos na Faixa de Gaza, numa reedição das tensões e hostilidades que caracterizam o Israel e a Palestina, a nossa reportagem ouviu o Embaixador palestiniano em Maputo, acerca da situação prevalecente. Em entrevista, Fayez Abdul Jawad falou do passado, o presente e do que, na sua opinião, continua a condicionar a relação entre os dois vizinhos.

A Palestina e o Israel continuam a viver situações de intervalos de hostilidades e confrontação directa que fazem com que a paz efectiva seja por vezes vista como uma miragem. Pode nos falar da situação neste relacionamento, a começar pela localização das fronteiras do Israel.

O que aconteceu e está acontecendo na Palestina em geral e na cidade de Jerusalém em particular é uma tradução prática da teoria na qual essa ocupação se baseia, que é a teoria da expansão dos assentamentos por meio de matanças, deslocamentos e expulsão dos povos indígenas das terras palestinas e o confisco forçado de suas terras, e isso por si só é uma violação flagrante de todas as decisões de legitimidade internacional relevantes, em particular, incluindo o direito internacional humanitário e a Quarta Convenção de Genebra.

Infelizmente, o que recentemente encorajou Israel a escalar essas violações e os processos de judaização de Jerusalém, que estão de acordo com o direito internacional, as terras ocupadas desde 1967, e o que se aplica a elas se aplica a todas as terras palestinas ocupadas que são as terras do Estado palestino, são os seguintes:

Primeiro: A decisão do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, na qual reconheceu Jerusalém como a Capital de Israel, em violação clara e explícita da vontade da comunidade internacional e uma violação flagrante das resoluções de legitimidade internacional relevantes.

Segundo: Alguns países lidaram com o chamado acordo do século e normalização com Israel, na crença de que isso ajudará a alcançar a paz na região.

Terceiro: Lidar com Israel como um Estado acima da lei e não ser responsabilizado por seus crimes que comete diariamente contra cidadãos palestinos desarmados, o que deu a Israel a capacidade de não lidar com todas as fontes de decisões, sejam essas decisões emitidas pelo Conselho de Segurança, Assembleia Geral das Nações Unidas ou Conselho de Direitos.

Quarto: Apoio cego americano à Israel em todos os crimes que cometeu e está cometendo contra os palestinos, seja fornecendo de armas a Israel ou impedindo as decisões tomadas no Conselho de Segurança da ONU e seus meios para isso, , apoio justificado dizendo que Israel tem o direito de defender sua segurança. E qual é a segurança das vítimas que Israel devastou e retirou o seu direito à vida, à terra e à dignidade? Certamente, essa é uma lógica distorcida e enganosa que deve parar. A polícia israelita, as forças do exército israelitas e bandos de colonos recentemente atacaram cidadãos cristãos palestinos na cidade de Jerusalém e os impediram de realizar as celebrações da Páscoa. Em seguida, invadiram a Sagrada Mesquita de Al-Aqsa e atacaram fiéis, e dispararam gás lacrimogêneo e balas de borracha, que resultaram em ferimentos em mais de duzentos cidadãos palestinos, incluindo crianças, mulheres e idosos.

Coincidindo com esses ataques, as forças de ocupação e bandos de colonos atacaram os moradores de vinte e oito casas no bairro Sheikh Jarrah com o objetivo de expulsá-los de suas casas e abrigar colonos em seu lugar, em uma ação que visa judaizar a Cidade Santa numa perspectiva judaica do estado que Israel reivindica, o que levou os palestinos a se defenderem desta injustiça e dos crimes da ocupação.

Enquanto isso, Israel, a potência ocupante, bombardeou cidadãos palestinos desarmados com aviões, mísseis e artilharia na Faixa de Gaza onde duas mil casas foram destruídas com os seus habitantes, e mais de vinte mil famílias foram deslocadas de suas casas, e na tentativa de obscurecer os crimes que cometeram contra civis que levaram ao martírio (morte) mais de duzentos e cinquenta mártires , incluindo sessenta e seis crianças e trinta e nove mulheres, Israel bombardeou a torre de Algalã, que abrigava agências de notícias de imprensa, incluindo a Associated Press.

Por que é que ainda não foi alcançada, até agora, uma solução para a questão Palestina e a paz entre os dois lados?

Para encontrar a resposta a esta pergunta, devemos primeiro saber que os palestinos, quando aceitaram a solução de dois estados, fizeram uma grande e difícil concessão que o outro lado não fez, especialmente se sabemos que aceitar o estabelecimento de um Estado palestino Estado nas fronteiras de 1967 com Jerusalém Oriental como sua capital constitui apenas 22% da área da Palestina histórica, e isso significa que o lado palestino forneceu tudo o que é necessário para alcançar a paz e segurança, enquanto o lado israelense não ofereceu nada e se recusa a acatar as decisões de legitimidade internacional apesar do fato de que a Resolução 181, segundo a qual Israel foi reconhecido pela comunidade internacional, dá a ele apenas 55% da área do histórico Estado da Palestina!

Negociamos com o lado israelense por mais de 25 anos a fim de alcançar uma paz justa de acordo com as resoluções de legitimidade internacional e o estabelecimento do Estado palestino nos territórios palestinos ocupados em 1967, tendo Jerusalém Oriental como sua capital, e uma solução justa para a questão dos refugiados de acordo com a Resolução 194.

E o resultado?

Primeiro: A parte mediadora não era absolutamente neutra e nem era justa!

Segundo: Israel usou as negociações como um meio de ganhar tempo para continuar suas operações de assentamento e para iludir a comunidade internacional de que deseja a paz!

Terceiro: Eles fizeram das negociações uma cobertura para a expansão dos assentamentos nas terras do Estado Palestino ocupadas em 1967.

Quarto: Praticou um bloqueio terrestre, marítimo e aéreo contra o nosso povo na Faixa de Gaza e lançou contra eles quatro guerras destrutivas nas quais foram utilizadas armas internacionalmente proibidas, incluindo fósforo branco. Também cortou e bloqueou a Cisjordânia e fez com que isolasse cantões e implantasse mais de 700 postos de controlo militares em todas as áreas e cidades da Cisjordânia, através dos quais pratica os métodos mais hediondos de humilhação e assassinato dos nossos indefesos.

Quinto: Usou o dinheiro dos impostos, que é o dinheiro do povo palestino, que arrecada de acordo com o Acordo Econômico de Paris em troca de uma percentagem deduzida dele.

Sexto: embarcou no confisco massivo de terras palestinas na cidade de Jerusalém, expulsões de famílias palestinas à força, assentando colonos nessas casas, e atacou diariamente os crentes cristãos e muçulmanos e os impediu de realizar seus rituais religiosos, em uma tentativa de judaizar a Cidade Santa e mudar seu caráter demográfico.

E o que é que isso indica para a Palestina?

Isso indica que Israelense não quer a paz e pelo contrário, Israel não está pronto para aceitar a paz e cumprir suas obrigações.

Por essas razões, essas negociações fracassaram, além do fato de Israel ter procurado fazê-las negociações por uma questão de negociações e não por uma questão de fazer a paz, e o mediador americano não foi imparcial, mas trabalhou na gestão do assunto e não trabalhou para o resolver seriamente de acordo com as decisões de legitimidade internacional.

A solução lógica e justa não está em abrir a porta para negociações por causa das negociações, mas sim em conduzir negociações sob os auspícios internacionais plenos para implementar as decisões de legitimidade internacional, que dizem o estabelecimento de um Estado Palestino nas fronteiras de 1967 com plena soberania tendo Jerusalém Oriental como sua capital e uma solução justa para a questão dos refugiados de acordo com a Resolução 194. Sem isso, estamos praticando um hobby de perder tempo, e os resultados são mais ciclos de violência e instabilidade.

Se tivesse que fazer um apelo à comunidade Internacional, qual seria?

Gostaria de pedir aos países que declaram que a solução de dois estados é a melhor maneira de alcançar a paz. Reconheceram Israel de acordo com a Resolução de Partição nº 181 das Nações Unidas; então porque o estado Palestino não é reconhecido por vós na implementação da segunda parte desta resolução 181 relacionada com o estabelecimento do Estado Palestino?

O Conselho de Segurança não se reúne e toma sua decisão de reconhecer o Estado Palestino e obrigar Israel a implementá-la? O respeito pelas resoluções de legitimidade não deve ser integral, pois isso conduz a uma falha no sistema de justiça internacional que se reflete naquilo que vimos e assistimos no ciclo de violência e conflito na região.

Sublinho aqui que Jerusalém é a chave para a paz e a chave para a guerra na região. Sem Jerusalém, como capital do Estado palestino, não pode haver paz ou estabilidade na região.

A Índia atingiu, hoje, o record mundial após registar 6.000 óbitos por COVID-19 em 24 horas, por sinal, o maior índice do mundo.

O recorde mundial diário anterior pertencia aos Estados Unidos da América (EUA) com 5.527 óbitos decorrentes da infecção por COVID-19, em 12 de Fevereiro último.

Segundo o Ministério da Saúde indiano, depois das 94.052 novas infecções pelo Coronavírus nas 24 horas anteriores, o país asiático soma agora 29,2 milhões de casos e um total de 359.676 óbitos, cifra inferior apenas a dos EUA e do Brasil.

Segundo a DW, o Supremo Tribunal do Grande Estado de Bihar exigirá uma auditoria dos números relativos à pandemia alegadamente porque o Governo local estaria ocultando a dimensão dos contágios e mortes pelo coronavírus.

“Essas mortes ocorreram 15 dias atrás e só foram carregadas agora para o portal do Governo. Vai haver medidas contra alguns hospitais privados”, disse um funcionário municipal da Índia

Acusações semelhantes haviam sido apresentadas contra outros governos estaduais, depois de um surto recente do vírus Sars-Cov-2 que deixou os crematórios sobrecarregados, com centenas de cadáveres sendo jogados nos rios ou enterrados em valas rasas.

Os Estados Unidos da América (EUA) vão comprar e doar 500 milhões de doses da vacina da COVID-19, da Pfizer-BioNTech para 92 países necessitados, incluindo a União Africana(UA). As doses a serem adquiridas deverão ser distribuídas nos próximos dois anos.

“Segundo documentos internos de Washington, além de relatos de fontes do governo colhidos por diferentes agências de notícias, os EUA poderão distribuir 200 milhões de doses ainda neste ano e as outros 300 milhões em 2022”, escreve a DW.

As doações deverão ser enviadas para países de baixa renda e para a União Africana, através do consórcio mundial Covax, liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Aliança Global de Vacinas e Imunização (GAVI).

“Esta é a maior encomenda e doação de vacinas feita por um único país. É um sinal de compromisso do povo americano em ajudar a proteger as populações ao redor do mundo contra a COVID-19”, disse o executivo norte-americano, citado pelo “Notícias ao minuto”.

Estas vacinas serão todas produzidas em fábricas americanas.

O Presidente norte-americano, Joe Biden, deverá fazer o anúncio desta decisão durante a viagem ao Reino Unido, naquela que é a sua primeira deslocação como presidente no estrangeiro.

O Presidente da República francesa, Emmanuel Macron, disse, ontem, que a agressão de que foi vítima durante uma visita a uma região no sul do país “foi um acto isolado” e que é preciso relativizar o acontecido.

“Está tudo bem. É preciso relativizar este incidente, que é, penso eu, um acto isolado. Não quero que isto obscureça os temas importantes de que estamos a tratar e que tocam a vida de tantas pessoas”, disse o presidente francês, citado pelo “Notícias ao Minuto”.

Os dois homens detidos, em conexão com o caso, já foram identificados, são naturais da região do Dôme, têm menos de 30 anos e serão próximos do movimento dos coletes amarelos, segundo alguns meios de comunicação franceses.

Em vários vídeos que circulam nas redes sociais e que algumas televisões conseguiram registar, o Presidente gaulês parece ser chamado pela população, dirige-se para cumprimentar várias pessoas e um dos populares puxa-o e dá-lhe uma bofetada, sem que os serviços de protecção presidenciais tivessem tido tempo de intervir.

 

O Presidente francês, Emmanuel Macron, foi hoje agredido por um popular numa visita que está a efectuar à região do Drôme, no sudeste francê. Duas pessoas já foram detidas.

Num vídeo que circula nas redes sociais, o Presidente parece ser chamado pela população que está a assistir à sua passagem na região, dirige-se para cumprimentar várias pessoas e um dos populares puxa-o e dá-lhe bofetada, sem que os serviços de protecção presidenciais tivessem tido tempo de intervir.

De acordo com a Lusa, Emmanuel Macron iniciou na semana passada uma volta de dois meses a França para contactar a população, mas também para preparar o terreno para as presidenciais de 2022, nas quais nem todas as sondagens lhe são favoráveis.

Vários líderes políticos, da esquerda à direita, já se manifestaram, criticando o acto do popular que esbofeteou o Presidente francês.

“Nenhuma discordância deve levar à violência”, disse Xavier Bertrand, do partido Les Republicains, enquanto François Jolivet, deputado do La Republique en Marche, afirmava que “agredir o Presidente é agredir a República”.

O Senegal juntou-se à lista de países africanos que asseguraram o direito de produção de vacinas contra COVID-19, a partir do próximo ano.

O país da África Ocidental, Senegal, assinou um acordo, na segunda-feira, com um grupo belga de biotecnologia Univercells .

A colaboração destaca as oportunidades para canalizar dinheiro e tecnologia destinados à produção, num continente que faz apenas 1% das vacinas de que necessita.

Antes da assinatura do acordo, uma fonte citada pela SABCNEWS, afirmou que a Univercells irá transferir toda a sua linha de produção para o Senegal, no segundo semestre de 2022, e acrescentou que a empresa irá treinar o pessoal local para poder gerir a operação.

O Senegal junta-se a países como o Egipto, Marrocos e África do Sul na lista de países africanos que asseguraram com sucesso os direitos de produção de vacinas contra COVID-19.

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