O País – A verdade como notícia

Pelo menos 16 civis foram mortos numa emboscada realizada por alegados membros do grupo armado Forças Democráticas Aliadas (ADF), no leste da República Democrática do Congo (RDC), disseram hoje fontes médicas e do governo local.

“A emboscada ocorreu na quinta-feira à noite entre Maimoya e Chani-chani, local onde é, todas as quintas-feiras, organizada uma feira. Temos 16 corpos no necrotério do hospital geral de referência de Oicha”, declarou Nicolas Kikuku, autarca de Oicha, citado pelo Notícias ao Minuto.

Segundo declarou o director do hospital geral de Oicha, Jérôme Munyambethe, as vítimas, que voltavam da feira, “são 15 adultos, seis mulheres e nove homens, além de uma criança, todos mortos a tiro”.

A fonte adiantou que nove pessoas ainda estavam no processo de estabilização numa unidade sanitária.

A emboscada ocorreu na cidade de Maimoya, a 40 quilómetros da cidade de Beni, na província de Kivu do Norte.

Originalmente formados por rebeldes muçulmanos de Uganda, as ADF operam há quase 30 anos no leste da RDC.

As ADF são o mais mortífero entre os cerca de cem grupos armados activos no leste do Congo. São acusados de massacres de civis, nos quais 6.000 pessoas morreram desde 2013, de acordo com um relatório do episcopado congolês.

Desde Abril de 2019, alguns ataques das Forças Democráticas Aliadas foram reivindicados pela organização jihadista do Estado Islâmico por meio dos seus canais habituais nas redes sociais.

As máscaras de protecção contra a COVID-19 são as melhores vacinas que o continente africano tem nesta fase em que o mundo é fustigado pelo vírus, considera o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana.

A pandemia da COVID-19 já matou 160.648 pessoas em África, até esta quinta-feira, num total de 6.335.702 infectados. Destes indivíduos, 5.546.538 recuperaram-se.

Os apelos para que haja mais vacinas de modo a frear as infecções e as mortes chegam de todos os lados, mas a escassez tira sono a todos os países.

Para o director do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana, John Nkengasong, mais do que esperar pelas vacinas é preciso apostar na prevenção.

“As vacinas não são uma solução mágica, vão levar algum tempo até chegar às pessoas. Por isso, as medidas de saúde pública têm de ser praticadas com rigor. As aglomerações têm de continuar a ser evitadas, porque propiciam a transmissão do vírus”, disse Nkengasong.

John Nkengasong não parou por aí. “Precisamos de que os governos continuem a apoiar a utilização de máscaras em locais públicos, porque são as melhores vacinas para o continente africano nesta fase”, acrescentou.

Na sua intervenção, durante uma conferência de imprensa virtual, a partir de Adis Abeba, na Etiópia, John Nkengasong falou ainda da importância da parceria com várias instituições para imunizar 60% da população africana até 2022.

“As parcerias são poderosas, permitir-nos-ão atingir o objectivo de ter 60% da população imunizada até o final do próximo ano, e pelo menos 25% até Dezembro deste ano. É preciso ousadia para alcançar essas metas, e não sermos obrigados a viver com este vírus para além de 2022 e 2023”, alertou.

A África Austral continua a ser a região mais afectada pela COVID-19 no continente, sendo a África do Sul o país mais arrasado.

O Egipto é o segundo país africano com mais vítimas mortais, a seguir à África do Sul, e, em terceiro, está a Tunísia.

O Presidente de Madagáscar, Andry Rajoelina, sobreviveu a uma tentativa de assassinato, graças à pronta intervenção das autoridades locais, informou, esta quinta-feira, uma agência noticiosa local.

Segundo informações avançadas pela Angop, vários estrangeiros e residentes de Madagáscar foram detidos pelas autoridades.

De acordo com uma fonte diplomática, citada pela agência noticiosa, dois cidadãos franceses estão entre os detidos “como parte de uma investigação, por minarem a segurança do Estado”. Os dois franceses respondem pelos nomes de Paul Rafanoharana, de dupla nacionalidade franco-malgaxe, e Philippe François.

Rafanoharana foi preso na sua casa, na terça-feira à noite, enquanto François foi detido no aeroporto de Ivato quando estava prestes a sair do país rumo à França.

“Vários cidadãos estrangeiros e malgaxes foram presos na terça-feira, 20 de Julho, como parte de uma investigação num ataque à segurança do Estado”, confirmou em comunicado a procuradora, Berthine Razafiarivoni.

Berthine Razafiarivoni disse, ainda, que “de acordo com provas materiais à nossa posse, estes indivíduos elaboraram um plano de eliminação e neutralização de diversas personalidades malgaxes, entre as quais, o Chefe de Estado”.

Cerca de 800 pessoas receberam uma ou mais injecções de vacina falsa contra a COVID-19 no Uganda, um esquema gerido por médicos e enfermeiros “sem escrúpulos”, anunciaram, ontem, as autoridades ugandesas.

Segundo escreve a Angop, as vacinas contrafeitas, por vezes misturadas com água, foram administradas entre Maio e Junho, no pico de uma onda de infecções pelo novo Coronavírus, no país, com uma média de 1.700 novos casos por dia.

O principal alvo dos médicos eram os requerentes de vacinas dispostos a pagar pelas suas injecções. No período em referência, o país estava sem doses suficientes para a campanha de vacinação gratuíta.

“Indivíduos sem escrúpulos, com a intenção de ganhar dinheiro, enganaram pessoas com falsas vacinas contra a COVID-19″, disse Warren Naamara, responsável pelo controlo dos Serviços de Saúde na Presidência, citado pela Angop.

O responsável disse, ainda, que dois trabalhadores da Saúde foram presos e um médico está fugitivo.

Os testes mostraram que os frascos não continham qualquer produto perigoso, apenas água.

As vítimas da burla pagaram entre 80.000 e 500.000 xelins ugandeses (entre 1.575 e 7.578,60 meticais) por cada vacina.

O Governo sul-africano afirmou ontem que o número total de mortes relacionadas com a onda de manifestações violentas no país subiu para 276.

“A estabilidade continua a prevalecer nas províncias de Gauteng e KwaZulu-Natal, as duas regiões mais afectadas pela violência”, afirmou a ministra da Presidência em funções, Khumbudzo Ntshavheni, citada pela agência noticiosa Efe.

Ntshavheni apontou que apesar da normalização gradual da situação, o Governo identificou 61 mortes adicionais relacionadas com a violência, elevando o total para 276.

Destas 276 mortes, 234 ocorreram em KwaZulu-Natal e 42 em Gauteng, escreve o Notícias ao Minuto.

A ministra interina acrescentou que já foram ao tribunal quatro pessoas detidas por alegadamente terem instigado a violência destes dias, iniciada após a detenção do ex-Presidente Jacob Zuma.

O presidente do maior partido da oposição da Tanzânia, Chadema, Freeman Mbowe, foi detido junto com outros 10 membros, na cidade de Mwanza por planearem uma manifestação, anunciou hoje o partido.

Segundo explicou o director de comunicações do Chadema, John Mrema, Freeman Mbowe foi abordado por um exército de polícias ao chegar ao hotel às 02h:30 minutos, e foi preso junto com outros líderes.

O representante do partido disse, também, que “os outros dirigentes foram levados para a esquadra da polícia de Mwanza, mas o local para onde Freeman Mbowe foi transportado não é conhecido e, até ao momento, não há informações sobre o seu paradeiro”. O partido pediu à polícia que dissesse onde o líder está e porque está preso.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, as manifestações convocadas por Freeman Mbowe tinham como objectivo exigir reformas constitucionais, apesar das restrições impostas pelas autoridades locais em Mwanza, devido à pandemia do novo Coronavírus.

Numa mensagem divulgada no Twitter do maior partido da oposição, assinada por John Mrema, o partido repreende a persistência da ditadura do falecido presidente tanzaniano, John Magufuli.

“Condenamos a repressão aos direitos dos tanzanianos da maneira mais veemente. São sinais de que a ditadura do Presidente John Magufuli continua no país”, sublinhou o partido.

O ex-Presidente John Magufuli, que governava a Tanzânia desde 2015, morreu, a 17 Março, de problemas cardíacos.

O Antigo director da Agência de Desenvolvimento das Pequenas e Médias Empresas na África do Sul, Justino de Jesus, em entrevista ao Noite Informativa da Stv Notícias, desta terça-feira, falou de uma crise que vai levar mais de dois anos para recuperação e do aumento da taxa de desemprego, em consequência das manifestações das últimas semanas.

“A economia sul-africana vai precisar de, no mínimo, dois anos ou mais para recuperar-se. Na verdade esse tempo não será suficiente para uma recuperação total, mas para pelo menos voltar a um nível aproximado ao que estava. E a ideologia que moveu as pessoas aos tumultos não era política. Pelo menos 99 % das pessoas esteve lá simplesmente porque queria roubar. Este movimento é resultado de uma incitação é só olhar para as zonas mais afectadas. A economia sul-africana está de rastros. Há pessoas a morrerem, os negócios estão prejudicados e danificados. Há pessoas que pegaram no único dinheiro que tinham e abriram um negócio, e essas pessoas hoje perderam tudo”, disse Justino de Jesus.

O analista referiu ainda que a situação, também, terá impactos sobre a taxa de emprego.

“Neste momento a taxa de desemprego na África do Sul é de 47 por cento. E em consequência dos assaltos das últimas semanas, a taxa de desemprego vai subir em mais 10 por cento. Muita gente já está sem emprego. Várias fábricas foram destruídas e muitos negócios ficaram prejudicados. E levará seu tempo até haver recuperação”, alertou de Jesus.

De Jesus falou, igualmente, dos impactos nos países vizinhos e na disponibilidade de serviços sociais básicos.

“O nível de destruição foi enorme, porque não foi só a parte comercial sul-africana. Os impactos estendem-se aos países vizinhos, tais como, Moçambique, eSwatini, Lesotho e Zimbabwe, que ficaram muito afectados. A pessoa que vivia do dia-a-dia agora terá sua vida mais difícil. A África do Sul ficou totalmente paralisada. Esta situação assemelha-se a vivida nos anos 80. Agora, as pessoas têm dinheiro no bolso, mas não têm onde comprar. Quem tem o seu dinheiro no banco não tem acesso a ele, porque as ATM foram vandalizadas e as agências bancárias têm medo de abrir. Isto é consequência da situação de há duas semanas. Mas ainda não vimos o pior. As pessoas para já têm produtos guardados, mas vão acabar”, relatou.

O Director-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, discursou esta madrugada perante o Comité Olímpico para, entre outros temas, lembrar que a pandemia não acabou, que é um teste e que o mundo está a falhar.

De acordo com Tedros Adhanom, entre o presente momento e o final dos Jogos Olímpicos, competição que vai decorrer entre 23 de Julho e 8 de Agosto, morrerão em todo o mundo 100.000 pessoas, escreve o Observador.

“Mais de quatro milhões de pessoas morreram e mais continuam a morrer. Só este ano, o número de mortes é mais do que o dobro do total do ano passado”, disse, citado pela Sky News.

“No tempo que levo a fazer estas observações, mais de 100 pessoas perderam suas vidas para a COVID-19. E quando a chama olímpica for extinta a 8 de Agosto, mais de 100.000 pessoas morrerão”, alertou o Director-geral da OMS.

O Presidente de transição do Mali, Assimi Goïta, sofreu hoje um atentado com recurso a faca quando se encontrava na Grande Mesquita, em Bamako, a participar no rito muçulmano de Eid al-Adha.

Segundo a agência AFP, citada pelo Notícias ao Minuto, duas pessoas tentaram apunhalar o coronel Assimi Goïta, que foi retirado do local, sem que se mostrasse ferido.

“Foi depois da oração e do sermão do imã que um jovem tentou apunhalar Assimi por trás, mas foi outra pessoa que ficou ferida”, confirmou à AFP Latus Tourè, mordomo da grande mesquita.

A equipa de Goïta disse se tratar de um atentado de assassinato contra o líder maliano. Mas “ele foi bem controlado antes de cometer o crime”.

A 7 de Junho, o coronel Assimi Goïta tomou posse como Presidente do Mali durante um período de transição, que deverá devolver o poder aos civis.

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