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Ataque terrorista faz 34 mortos na Nigéria

Pelo menos 34 pessoas perderam a vida em consequência de um ataque terrorista no noroeste da Nigéria. Segundo fontes locais, o ataque ocorreu neste domingo

Ataque terrorista faz 34 mortos na Nigéria

Pelo menos 34 pessoas perderam a vida em consequência de um ataque terrorista no noroeste da Nigéria. Segundo fontes locais, o ataque ocorreu neste domingo

Vinte e sete de Outubro é o dia fixado para o sufrágio do Presidente que vai tomar as rédeas de Cabo Verde nos próximos anos. Face a este facto, José Maria Neves, candidato a Presidente do país, apelou para o distanciamento do Governo e que não haja imparcialidade, manipulação de dados e, muito menos, a censura da imprensa durante a cobertura do processo eleitoral.

“Eu gostaria de pedir que houvesse algum distanciamento do Governo, a imparcialidade dos órgãos de soberania, a não utilização dos recursos do Estado para a campanha eleitoral. E seriam condições anormais se o Governo entrasse, enquanto Governo, os ministros, os recursos do Estado, a manipulação de dados disponíveis pelo Estado, a censura à imprensa, o medo. Seriam condições anormais. Mas, mesmo assim, nós estaríamos a fazer tudo para ganhar”, afirmou Maria Neves, citado pelo Notícias ao Minuto.

José Maria Neves afirmou, ainda, que espera ser eleito logo na primeira volta, em 17 de Outubro, acreditando na vitória “mesmo em condições anormais”.

Face às críticas de José Maria Neves, ministra cabo-verdiana da Justiça, Joana Rosa disse que o Executivo está surpreendido pelas alegações do candidato.

“O Governo está estupefacto com a postura do candidato presidencial e acha estranho este comportamento, de quem já exerceu altas funções no Estado e que tem a obrigação de ser mais pedagógico, respeitar as instituições democráticas e não escolher o Governo com adversário”, rematou a governante, negando as acusações.

Pela frente, na votação de Outubro, José Maria Neves terá como principal adversário o também antigo Primeiro-ministro, Carlos Veiga (de 1991 a 2000), que já conta com o apoio oficial à candidatura, anunciada igualmente em Março, do Movimento para a Democracia (MpD, no poder), partido que fundou e também liderou.

A campanha eleitoral para as eleições presidenciais em Cabo Verde arranca na quinta-feira e José Maria Neves, que já visitou em pré-campanha as principais comunidades cabo-verdianas na diáspora, na Europa, América e África, promete ir “a todas as ilhas”.

Segundo escreve Notícias ao Minuto, o Tribunal Constitucional anunciou em 24 de Agosto que admitiu as candidaturas a estas eleições de José Maria Pereira Neves, Carlos Veiga, Fernando Rocha Delgado, Gilson Alves, Hélio Sanches, Joaquim Jaime Monteiro e Casimiro de Pina.

Esta é a primeira vez em que Cabo Verde regista sete candidatos oficiais a Presidente da República em eleições directas, depois de até agora o máximo ter sido quatro, em 2001 e 2011.

A Associação Cristã da Nigéria (CAN) disse que um grupo de 10 dos 121 estudantes sequestrados, a 05 de Julho, de um colégio cristão no Estado de Kaduna, no noroeste da Nigéria, foram libertados neste domingo.

Segundo declarações prestadas pelo reverendo John Joseph Hayab, à imprensa, onze estudantes ainda se encontram em cativeiro, entretanto espera-se que brevemente sejam libertados.

De acordo com o Notícias ao Minuto, o reverendo não especificou se foi pago um resgate para garantir a libertação dos estudantes, embora os meios de comunicação nigerianos digam que os pais dos estudantes podem ter pago cerca de 200 milhões de nairas, cerca de 415.000 euros.

A 05 de Julho, um grupo de pessoas atacou a Escola Secundária Bethel Baptist, na cidade de Chikun, disparando esporadicamente antes de levarem 121 alunos, que, entretanto, têm sido libertados em grupos.

Em consequência do referido ataque, as autoridades de Kaduna ordenaram o encerramento preventivo da escola e de outras doze na zona.

Dias após o rapto, os criminosos contactaram as autoridades escolares, pedindo cereais, óleo e feijão para alimentar os estudantes.

O Governo da Guiné-Bissau prolongou hoje a Situação de Calamidade Pública no país até 10 de Outubro próximo, devido à pandemia provocada pelo novo Coronavírus, segundo um decreto divulgado à imprensa.

No documento, o Governo explica que, apesar de nos últimos dias ter sido registado um decréscimo do número de novos casos e mortes diárias, a “taxa de positividade” constitui ainda “motivo de preocupação, assim como o número de doentes internados”, que continua elevado.

“Aliás, o nível de internamento está acima de 50% da capacidade nacional, o que nos coloca numa situação de ruptura iminente, razão pela qual ainda se revela necessário assegurar a redução da propagação do vírus para um nível controlável, sob pena de a situação se descontrolar a qualquer momento”, escreve o Notícias ao Minuto.

O decreto mantém o uso obrigatório da máscara para pessoas com idade superior a 11 anos na via pública, espaços fechados de acesso público, transportes colectivos de passageiros, estabelecimentos de ensino e mercados.

O Governo recomenda também aos serviços públicos e privados a dispensar funcionários ou trabalhadores não essenciais, “salvaguardando o seu vínculo laboral e todos os direitos inerentes”

O decreto informa, também, que os certificados de vacinação não substituem os certificados de teste, que continuam a ser exigidos para entrar ou sair do país.

Desde o início da pandemia, a Guiné-Bissau já registou mais de 6.000 casos da COVID-19 e 135 vítimas mortais.

Os últimos dados indicam que há 675 casos ativos no país e 50 pessoas internadas.

O Acordo de Mobilidade da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), já ratificado por Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, vai entrar em vigor “muito rapidamente”, quem o diz é o ministro de Estado e Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva.

Com Timor-Leste a dar andamento ao processo, a entrada em vigor do Acordo para a Mobilidade da CPLP está mais próxima, uma vez que para sua implementação é necessário que três países o retifiquem. Já Portugal prevê fazer a ratificação da concórdia entre Setembro e Novembro próximo, segundo escreve a Lusa.

“Como Portugal vai ratificar o Acordo de Mobilidade também muito rapidamente, muito rapidamente ele entrará em vigor”, confirmou o ministro português, em declarações por telefone à Lusa, após uma reunião informal dos ministros da CPLP, realizada em Nova Iorque, à margem da semana de alto nível da Organização das Nações Unidas.

Recorde-se que o Acordo de Mobilidade foi assinado em Luanda, em 17 de julho, na XIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, na qual Angola assumiu a presidência da organização até 2023.

Os Estados Unidos da América estão a tentar resolver as diferenças com a França, na sequência da crise causada pelo anúncio de venda, pelos EUA, de 12 submarinos movidos a energia nuclear à Austrália, quando deviam ser os franceses a efectuar o comércio.

A crise nas relações entre os Estados Unidos da América e a França, segundo o Notícias ao Minuto, deve-se ao facto de o país norte-americano, o Reino Unido e a Austrália terem assinado, na semana passada, um pacto que visa reforçar a cooperação trilateral em tecnologias avançadas de defesa.

Sucede que, na sequência do acordo, a Austrália cancelou um contrato com a França para o fornecimento de submarinos convencionais e manifestou a intenção de comprar submarinos nucleares aos Estados Unidos, o que indignou o Governo de Paris.

No contrato com a Austrália, a França devia vender cerca de 12 submarinos com propulsão convencional no valor de 56 mil milhões de euros.

Para além da França, a decisão da Austrália foi criticada por vários países europeus e pelos dirigentes da União Europeia, tendo beliscado as relações com os Estados Unidos.

Nesta quinta-feira, durante uma conferência de imprensa depois de se reunir com o ministro de Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, o secretário dos Estados Unidos de América, Antony Blinken, reconheceu que vai levar tempo para reconquistar a confiança da França e que será demonstrada, não apenas em palavras, mas também em actos.

Segundo o chefe da diplomacia norte-americana, os Estados Unidos estão interessados em fortalecer as relações com a França e procurarão fazê-lo no âmbito do processo de consultas reforçadas.

“Estamos a trabalhar numa série de questões, de uma forma muito prática, para aprofundar a cooperação e coordenação entre os nossos países, que desde há muitos anos têm sido incrivelmente fortes. Mas, podemos fazer mais e podemos fazer melhor”, disse Blinken, citado pelo Notícias ao Minuto.

As remessas de vacinas contra a COVID-19 para África devem aumentar sete vezes, de 20 milhões, por mês, para uma média mensal de 150 milhões, para que o continente vacine completamente 70% da população até Setembro de 2022. E o Presidente de Angola, João Lourenço, insistiu na necessidade de liberalização das vacinas, para que mais países as produzam.

O objectivo foi fixado na cimeira global da COVID-19, organizada pelos Estados Unidos da América, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, esta semana, em Nova Iorque.

No evento, o Chefe de Estado angolano, João Lourenço, considerou que é chocante constatar-se a disparidade existente entre umas nações e outras no que diz respeito à disponibilidade de vacinas.

A vacina deve ser reconhecida como um bem da humanidade, de acesso universal e aberto para permitir uma maior produção e distribuição equitativa à escala mundial”, disse João Lourenço.

Outrossim, o Presidente angolano criticou os frequentes golpes de Estado em África, tendo citado Mali e, recentemente, Guiné-Conacri como exemplo e disse que é necessária uma intervenção mais forte da comunidade internacional, devendo esta actuar e não apenas se limitar em fazer declarações.

Os promotores dessas acções devem, segundo Lourenço, ser obrigados a devolver o poder a quem foi eleito.

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, instou hoje, por vídeoconferência transmitido na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), os líderes mundiais a empreenderem esforços na luta contra o racismo e a discriminação e a confrontar a sub-representação do continente africano no sistema da organização.

Ramaphosa, que falava por ocasião da 76ª Assembleia Geral da ONU, disse ainda que “temos a responsabilidade comum de combater tanto o legado do racismo do passado como a manifestação do racismo no presente”.

Atrelado ao racismo, o líder sul-africano instou os Estados-membros da organização a combaterem o sexismo, a xenofobia e a homofobia.

Ainda no seu discurso, Ramaphosa desafiou a comunidade internacional a enfrentar as mudanças climáticas, manter a paz e a segurança e a proteger os mais marginalizados da sociedade.

“Acima de tudo, devemos fechar as feridas da pobreza, da desigualdade e do subdesenvolvimento que estão a impedir as sociedades de realizarem todo o seu potencial”, frisou o líder sul-africano, citado pelo Notícias ao Minuto, acrescentando que “isso só pode ser feito no âmbito de um sistema multilateral revitalizado e reformado, com uma ONU forte e capaz no seu centro”.

Cyril Ramaphosa disse mais: “devemos abordar a sub-representação do continente africano no sistema das Nações Unidas e garantir que a voz de África, onde residem 1,3 biliões de pessoas e do Sul global em geral, fortaleça o sistema multilateral”.

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) dizem que “querem um Afeganistão pacífico e estável, onde a ajuda humanitária possa ser entregue sem problemas e sem discriminação”, disse o secretário-geral da organização, António Guterres, citado pela imprensa portuguesa.

António Guterres disse, igualmente, que os membros querem “um Afeganistão onde os direitos das mulheres e raparigas sejam respeitados, um Afeganistão que não seja um santuário do terrorismo, um Afeganistão onde tenhamos um Governo inclusivo, representando os diferentes sectores da população”.

As declarações de Guterres foram feitas após uma reunião ocorrida ontem entre os ministros dos países que configuram os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

Os Talibãs, em busca de reconhecimento internacional, tinham pedido para serem autorizados a falar na Assembleia Geral da ONU antes do fim do seu debate geral na segunda-feira à noite.

Contudo, os EUA disseram que o comité de acreditação da ONU, do qual é membro, não se reunirá antes de Novembro.

Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) promete USD três mil milhões para o desenvolvimento da indústria farmacêutica em África nos próximos 10 anos.

Num evento paralelo sobre a saúde, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas que decorre na cidade norte-americana de Nova Iorque, os líderes mundiais manifestaram a necessidade urgente de aumentar a produção e o acesso às vacinas contra a COVID-19, na sequência de uma pandemia que causou perdas económicas sem precedentes e sistemas de cuidados de saúde no continente africano em falência.

As suas vozes foram amplificadas pelo presidente do BAD, Akinwumi A. Adesina, director-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) Ngozi Okonjo-Iweala, e o vice-presidente e parceiro Global Infrastructure Partners, Jim Yong Kim. Os três participaram num painel que se debruçou sobre o equilíbrio entre as escalas da saúde global e as consequências do novo Coronavírus.

Para proteger o continente de futuras pandemias e outras crises sanitárias, Adesina enfatizou a necessidade de construir a capacidade de produção e cuidados de saúde na África.

“A África não pode externalizar a sua saúde para o resto do mundo. Temos de construir a capacidade de produção indígena de África…. precisamos de nos assegurar”, disse Adesina, abordando o que disse ser uma das maiores lições da pandemia – a necessidade de a África confiar em si própria.

Richard Quest, que moderou a sessão, o que eles, enquanto líderes mundiais, estavam a fazer para colmatar o perigoso fosso sanitário, Okonjo-Iweala disse que as suas duas principais prioridades eram conseguir que os países que têm um excesso de vacinas as doassem à COVAX, a iniciativa liderada pela Coalition for Epidemic Preparedness Innovations, a Vaccine Alliance Gavi e a Organização Mundial de Saúde.

Sobre a mesma questão, Jim Yong Kim lamentou a falta de liderança na actual crise de saúde global.

Adesina disse que o BAD iria contribuir com USD três mil milhões para o desenvolvimento da indústria farmacêutica africana ao longo dos próximos 10 anos.

No caminho dessa capacidade, estão as várias restrições e barreiras comerciais, direitos de propriedade intelectual e falta de matérias-primas, que estão a dificultar ainda mais a entrada dos países africanos no jogo.

A 76ª Assembleia Geral da ONU deste ano foca-se mais na luta contra a pandemia da COVID-19, que atingiu gravemente as economias africanas, apesar do menor número de mortes no continente. O PIB contraiu-se 2,1% em 2020, caindo 6,1 pontos percentuais em relação às previsões anteriores à COVID-19. Além disso, apenas um punhado de países cumpriu o seu compromisso de dedicar pelo menos 15% das suas rubricas orçamentais nacionais à melhoria e manutenção de sistemas de saúde adequados.

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