O País – A verdade como notícia

Na Nigéria duas pessoas morreram e 20 jovens foram sequestrados no estado de Borno, onde se encontram sediados os terroristas que têm protagonizado ataques armados naquele país de África.

A Nigéria é o país mais populoso de África e tem frequentemente registado ataques do grupo terroristas do Estado islâmico na África Ocidental. Desta vez, o grupo armado invadiu aldeia de Piyemi tendo no local matado duas pessoas, sequestrado 20 pessoas, das quais 13 meninas de idades entre 12 e 15 anos.

Segundo contaram alguns residentes à AFP, para ludibriar a população os terroristas usaram uniformes semelhantes aos do exército nigeriano, e entraram na aldeia ao princípio da tarde, disparando e ateando fogo às casas à medida que iam avançando pela aldeia.

Quase metade das raparigas estão ainda desaparecidas, e muitas foram obrigadas a casar com os membros deste grupo terrorista.

O Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) estima que cerca de 1,5 milhões de crianças estejam subnutridas em toda a África Austral e Oriental. Segundo a organização, países como Moçambique e Angola não estão a receber o tratamento adequado que permita salvar vidas.

Em declarações prestadas ontem, o Unicef disse que o número representa quase a metade das crianças com necessidades urgentes estimadas em 3,6 milhões e que “não estão a ser atendidas a tempo de salvar as suas vidas ou de as impedir de sofrerem danos permanentes no desenvolvimento”.

Segundo aponta a organização, nos últimos tempos tem se registado uma melhoria no tratamento da subnutrição no continente, não obstante “os impactos da pandemia da COVID-19, combinados com choques climáticos e conflitos contínuos, continuam a empurrar as crianças e famílias para a beira do abismo”.

Para suprir as necessidades urgentes da subnutrição em África o Unicef diz precisar de uma soma de 255 milhões de dólares, valor que ajudará a organização a aumentar a resposta nutricional nos países prioritários.

Em Moçambique, só em 2021 cerca de 38.000 crianças receberam tratamento, número que representa um aumento de aproximadamente 10.000 crianças em relação a 2020

Iniciou na última quinta-feira, em todo o país, a administração da dose de reforço contra a COVID-19. O processo vai decorrer em três fases e pretende abranger cerca de um milhão e seiscentas mil pessoas, entre profissionais da Saúde, doentes graves e idosos, que tenham tomado a 2ª dose, há mais de seis meses.

Esta decisão surge em resposta à última Comunicação do Presidente da República, sobre a Situação de Calamidade Pública, que tem por objectivo restabelecer os níveis de protecção contra formas graves da COVID-19 e evitar mortes nos grupos de maior risco.

O Ministério da Saúde prevê abranger, nas três fases, cerca de 10.5 milhões de pessoas elegíveis.

“A primeira fase irá focalizar-se na administração da dose de reforço nos profissionais de saúde, aos idosos que vivem nos lares, aos doentes em risco (diabéticos, hipertensos, pessoas com doenças respiratórias, etc.) e doentes com terapia imunossupressora”, explicou Quinhas Fernandes, director nacional de Saúde Pública, no Ministério da Saúde.

O gestor explica que cada fase pode durar entre 30 e 45 dias, dependendo do nível de afluência das populações elegíveis, no entanto, pela flexibilidade do processo, as outras fases poderão iniciar quando estiverem próximas da meta alcançada, mesmo que seja antes do período previsto.

“Na fase dois, nós iremos administrar a vacina para as pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, na zona urbana e a terceira será administrada ao mesmo grupo etário, porém na zona rural”, disse.

Durante o período em referência, a vacina a ser administrada será a Johnson & Johnson e o processo vai decorrer em simultâneo com a campanha massiva de vacinação.

“A administração da dose da vacina contra a COVID-19 vai restabelecer os níveis de prevenção contra as formas graves da doença, para evitar a morte e proporcionar protecção adicional, com destaque para os profissionais de saúde, reduzindo, assim, o absentismo e garantir a continuidade dos serviços e, em última instância, continuar a proteger o Sistema Nacional de Saúde.

Falando em torno da campanha de vacinação contra a COVID-19 no país, Quinhas Fernandes avançou que o país já vacinou, pelo menos com uma dose, cerca de 10.5 milhões de pessoas e conta com cerca de oito milhões de pessoas completamente vacinadas.

Com um stock suficiente e com previsão de receber mais vacinas, o Ministério da Saúde tem a meta de vacinar, nos próximos quatro meses, cerca de cinco milhões de moçambicanos, a partir dos 18 anos de idade.

O Presidente do Senegal, Macky Sall, está contra o corte do financiamento a projectos relacionados aos combustíveis fósseis e apelou, ontem, à União Europeia, para não pôr mais injustiça nos ombros de África com ao suspender o financiamento.

Em Novembro passado, trinta e nove países e agências de desenvolvimento prometeram parar o financiamento de projectos de combustíveis fósseis, durante a cimeira do clima de Glasgow, COP26, com o argumento de evitar a crise climática.

Porém, o anúncio não caiu bem aos países africanos e, esta quinta-feira, o Presidente do Senegal, Macky Sall, mostrou o seu posicionamento.

“Precisamos de alcançar um rácio de 31% de energias renováveis na produção de electricidade, por isso dizer a estes países [africanos] que têm esperança no gás que não vai haver financiamento para os combustíveis fósseis é injusto” disse Macky Sall.

Macky Sall, que falava durante um debate organizado, por videoconferência, pela Fundação África-Europa e pela Fundação Mo Ibrahim, em antecipação à próxima cimeira União Africana-União Europeia, muitos africanos ainda vivem sem electricidade.

No evento, em que também participou o presidente do Conselho Europeu, Charles Mich, o Chefe de Estado senegalês disse que as nações africanas estarão do mesmo lado na questão da transição energética, durante a cimeira prevista para o início de Fevereiro.

“Precisamos de decidir por quanto tempo estas energias irão acompanhar a instalação de electricidade em toda a África”, disse Sall acrescentando que “África espera respostas da Europa em termos de solidariedade. Estamos todos comprometidos com o clima. As economias africanas estão entre as que menos poluem, mas somos a parte do mundo que é mais afectada pelas consequências das alterações climáticas”.

Um estudo divulgado pela Fundação África-Europa e pela Fundação Mo Ibrahim concluiu que quase 600 milhões de africanos, quase metade da população do continente, vivem sem acesso à electricidade, o que representa mais de 1,3 vezes a população da União Europeia.

Para Macky Sall, o gás é importante para a transição energética não só em África, mas também na Europa. E “sabemos que muitos países europeus ainda usam gás”, afirmou o Presidente senegalês, e recordou a promessa não cumprida da comunidade internacional de apoiar a adaptação do continente às alterações climáticas com 100 mil milhões de dólares.

Por sua vez, o presidente do Conselho Europeu, Charles Mich, considerou as questões de Macky Sall legítimas e relevantes. Acrescentou ainda que esta discussão antecipa o debate entre os chefes dos Governos europeus e africanos em Fevereiro.

O antigo promotor imobiliário, Adama Barrow, tomou posse ontem para o seu segundo mandato como Presidente da Gâmbia, numa cerimónia que contou com a presença de vários líderes africanos.

Adama Barrow, que tomou posse esta quarta-feira, foi eleito em Dezembro de 2021 com uma margem de 53% dos votos.

Segundo disse Barrow, citado pela agência France-Presse, sua reeleição representa um momento de conquistas para o povo gambiano.

O reeleito Presidente da Gâmbia governou o país pela primeira vez em Dezembro de 2016, nas eleições que ditaram o fim de uma ditadura que durou cerca de 20 anos, a qual era dirigida por Yahya Jammeh.

Yahya Jammeh, que chegou ao poder em 1994 num golpe de Estado sem sangue, governou o país, um dos mais pobres do mundo, com um punho de ferro até ser forçado ao exílio em Janeiro de 2017 na sequência da sua derrota inesperada nas eleições presidenciais de Dezembro de 2016.

Segundo escreve a imprensa internacional, a reeleição de Adama Barrow não agradou a todos, facto que levou o principal partido da oposição, Partido Democrata Unido, a emitir uma acção no Supremo Tribunal alegando irregularidades e corrupção na campanha.

Entretanto, o Partido Democrata Unido viu sua contestação rejeitada pelo tribunal.

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou ontem em Washington que se recandidata em 2024, e que manterá Kamala Harris como candidata à vice-Presidência.

Biden fez o anúncio numa conferência de imprensa, convocada para assinalar o primeiro ano do seu mandato, que se completa hoje, escreve o Notícias ao minuto.

“Ela será a minha parceira de lista”, garantiu Biden, referindo-se a Kamala, a primeira mulher e primeira afro-americana a chegar à vice-Presidência dos Estados Unidos, a qual viu a sua quota de popularidade cair desde que entrou na Casa Branca.

Kamala Harris “está a fazer um bom trabalho” na questão do acesso das minorias ao voto, destacou Joe Biden, apesar do Congresso ter bloqueado o seu projecto de lei sobre o assunto, e quando alguns analistas acreditam que o Presidente aumentaria as hipóteses de reeleição se escolhesse outra pessoa para o acompanhar na recandidatura ao cargo.

Joe Biden prometeu ainda que vai sair com mais frequência da Casa Branca para se encontrar e falar com os norte-americanos.

O democrata Joe Biden tomou posse como 46.º Presidente dos EUA no dia 20 de Janeiro de 2021, na sequência da vitória sobre o seu antecessor, o republicano Donald Trump, na votação realizada em 03 de Novembro de 2020.

O Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou hoje a suspensão da obrigação do uso da máscara de protecção facial e das medidas de teletrabalho. Já o fim do isolamento obrigatório de casos positivos deverá entrar em vigor no final de Março, segundo a imprensa internacional.

O levantamento das restrições na Inglaterra acontece numa altura em que a Espanha propõe a gestão da pandemia da COVID-19 como uma epidemia de gripe, passando assim de pandemia para endemia.

Entretanto, a Organização Mundial da Saúde já vinha alertando que pese embora a variante Ómicron seja menos grave em relação a variante Delta não deixa de ser mortífera, daí que apela para maior aposta na administração da vacina contra o novo Coronavírus.

De acordo com o “Les Echos”, até o momento, a pandemia já infectou mais de 334 milhões de pessoas em todo o mundo e causou mais de 5,5 milhões de mortes desde o final de Dezembro de 2019.

A Espanha propõe uso de sistema de vigilância de epidemias de gripe sazonal para gestão da pandemia da COVID-19 no país. De acordo com as autoridades da Saúde, com a vacinação massiva e a redução dos casos da nova variante, Ómicron, saía-se de uma gestão de pandemia para endemia.

Por seu turno, Organização Mundial da Saúde alertou ontem que mesmo que a pandemia da COVID-19 se transforme numa endemia não significa que a doença e o vírus deixarão de ser perigosos. A instituição insiste na necessidade de massificar a vacinação.

Países como a Espanha já expressaram, publicamente, a sua intenção de assumir a COVID-19 como uma endemia e não mais uma pandemia, justificando que a doença não vai acabar tão já, daí a necessidade de conviver com ela.

Intervindo, esta terça-feira, no Fórum Económico Mundial, o chefe de operações de emergência da Organização Mundial da Saúde, Maichael Ryan, disse que é preciso considerar que a COVID-19 continuará perigosa, mesmo que ela se transforme numa endemia.

Michael Ryan afirmou, por exemplo, que a malaria é a prova de que uma endemia não deixa de ter consequências graves, apontando para milhares de mortes que esta doença causa em várias regiões do mundo.

Michael Ryan frisou que a vacinação contra a COVID-19 continua a ser a melhor forma de combater a doença e este é o caminho que o mundo deve seguir.

“O que precisamos de fazer é chegar a baixos níveis de incidência da doença com a vacinação da população, para que ninguém tenha de morrer. É esse o fim da emergência de saúde, na minha opinião”, exortou.

O director-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, pediu ao mundo para que intensifique as medidas de prevenção da doença, para reduzir o risco de infecção e ajudar a aliviar a pressão aos sistemas de saúde.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, foram reportados, na semana passada, mais de 18 milhões de novos casos de infecções no mundo, atribuídas à variante Ómicron.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz não haver evidências, neste momento, de que as crianças e adolescentes saudáveis necessitem de doses de reforço na vacinação contra a COVID-19, e salienta que serão necessárias mais investigações para determinar quem precisa de ser inoculado com doses de reforço.

Apesar da aparente perda de imunidade das vacinas devido à variante Ómicron, serão necessárias mais investigações para determinar quem efectivamente precisa de tomar doses de reforço, disse Soumya Swaminathan, investigadora-chefe da Organização Mundial da Saúde.

De acordo com a responsável, não havendo provas de que as crianças e os adolescentes saudáveis necessitem de doses de reforço da vacina contra a COVID-19, os especialistas da Organização Mundial da Saúde reunir-se-ão este fim-de-semana para analisar os critérios que os países deverão seguir na hora de escolher a quem deverão ser administradas as doses de reforço contra o vírus.

“O objectivo é proteger os mais vulneráveis, proteger aqueles que estão em maior risco de doença severa e de morte. São eles as nossas populações idosas, pessoas imunocomprometidas, mas também os profissionais de saúde”, disse Soumya Swaminathan.

Por sua vez, a directora do Departamento de Imunização, Vacinas e Produtos Biológicos da Organização Mundial da Saúde, Katherine O’Brien, considerou que a instituição ainda está na fase inicial de entender a variante Ómicron e as vacinas diante dela.

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