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Instituto encerrado há três anos reaberto e gradua mais de mil estudantes em Manica

O Instituto Superior Mutasa, que há três anos encerrou por ordens do Governo, para melhorar as condições de ensino, reabriu, formou e graduou 1 177 estudantes de diferentes cursos, no distrito de Manica, província com o mesmo nome.

Os graduados são dos cursos de Saúde Pública, psicologias de Educação e Clínica, entre outros.

O patrono da instituição, Vasco Lino, disse, na ocasião, que não foi tarefa fácil reunir os requisitos exigidos pelo Governo, dos quais instalações próprias para a reabertura do Instituto Superior Mutasa. Este já tem delegações nas cidades de Chimoio e Maputo.

“Ficamos um ano com as portas fechadas, os outros seis meses foram de adequação dos recursos humanos, que, também, ainda não estão completos. A exigência mínima é termos docentes com níveis de mestrado e doutoramento”, referiu a fonte.

Por sua vez, os graduados, que haviam interrompido a formação por força da Lei, não esconderam a sua satisfação e prometeram contribuir com o seu saber no desenvolvimento do país.

O encerramento do Instituto Superior Mutasa foi decretado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Ensino Superior e Técnico-profissional.

Entretanto, o titular daquela instituição do Estado, Jorge Nhambiu, testemunhou a graduação de novos quadros para o mercado e disse que pelo menos 12 instituições de ensino superior foram encerradas nas províncias de Gaza, Inhambane, Sofala, Tete, Zambézia, Nampula e Cabo Delgado, por ausência de condições para o exercício das actividades para as quais foram criadas.

Em Gaza, trata-se da Escola Superior de Economia e Gestão (ESEG), localizada no distrito de Chókwè; da Universidade Politécnica (A Politécnica) e do Instituto Superior Monitor (ISM), sitos na cidade de Xai-Xai; e do Instituto Superior de Gestão de Negócios (ISGN), no Chibuto.

Nas cidades da Maxixe e de Inhambane, respectivamente, foram abrangidos o Instituto Superior Monitor (ISM) e a Universidade Mussa Bin Bique (UMBB).

No Dondo, em Sofala, foram suspensas as actividades do Instituto Superior de Ciência e Gestão (ISCIG), enquanto na cidade de Chimoio, em Manica, a suspensão abrangeu a Escola Superior de Economia e Gestão (ESEG).

Em Tete, o MCTESTP interditou o funcionamento do Instituto Superior de Gestão, Comércio e Finanças (ISGECOF) e a Universidade Moussa Bin Bique (UMBB), sito em Quelimane, na Zambézia.
O Instituto Superior Monitor (ISM), nas cidades de Nampula e Pemba, também fecharam.

Jorge Nhambiu prometeu que o Executivo vai continuar a apertar o cerco e mais instituições poderão ser encerradas por inobservância dos requisitos exigidos para o seu funcionamento.

“Quando nós fizemos a ronda pelo país, constatamos que 28 instituições não tinham condições para obter Alvará e demos o prazo de um ano para elas se conformarem com a lei, mas das 28, 12 não o fizeram e tivemos que mandar encerrar”, disse Nhambiu.
    

 

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