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Inglaterra espreita final de Wembley 

A Inglaterra defronta, esta quarta-feira, às 21h00, hora de Maputo, a Dinamarca nas meias-finais do EURO 2020. À partida, os ingleses são favoritos a seguirem para a grande final do próximo dia 11 de Julho.

A selecção dos “três leões” regressa a Wembley cheia de confiança, após a vitória sobre a Ucrânia, a mais dilatada numa fase final do EURO e a primeira vez que marcou quatro golos num jogo de uma fase a eliminar desde a final do Mundial de 1966. Além disso, tornou-se na primeira equipa a manter a baliza inviolada em cinco jogos seguidos no EURO.

A Dinamarca também surgirá moralizada neste encontro, visto ter sido a última equipa a derrotar a Inglaterra em sua casa, em jogo da UEFA Nations League realizado em 2020. A equipa de Kasper Hjulmand também encontrou a veia goleadora na altura certa, com os 11 golos já marcados a baterem o máximo anterior, em 1984 e 1992, quando alcançou as meias-finais. A Inglaterra vai tentar que à terceira seja de vez, após duas derrotas nas anteriores presenças em meias-finais do EURO.

Depois de ter conquistado o Campeonato do Mundo da FIFA como anfitriã, dois anos antes, a Inglaterra parecia no bom caminho para conquistar o ceptro continental em Itália. Mas, com Geoff Hurst e Nobby Stiles ausentes por lesão, os ingleses viriam a cair diante de uma também muito forte Jugoslávia. Um jogo muito equilibrado, que parecia destinado a seguir para prolongamento, foi decidido aos 86 minutos, quando Dragan Džajić se antecipou a Bobby Moore, dominou no peito e rematou para o fundo das redes. Houve, ainda, tempo para Alan Mullery se tornar no primeiro jogador de sempre a ser expulso com a camisola da Inglaterra.

Foi preciso esperar quase mais 30 anos para a Inglaterra voltar a jogar nas meias-finais do EURO. Como anfitriã do EURO ’96, a selecção então orientada por Terry Venables venceu o Grupo A com sete pontos em três jogos e afastou, depois, a Espanha por 4-2 no desempate por penáltis nos quartos-de-final.

Seguiu-se um embate com a arqui-rival Alemanha nas meias-finais e as coisas até começaram a correr bem, com Alan Shearer a marcar de cabeça logo aos três minutos. Mas Stefan Kuntz empatou pouco depois e, apesar de a selecção inglesa ter criado várias oportunidades para voltar à vantagem no marcador, não conseguiu voltar a marcar. Darren Anderton acertou mesmo no poste e Paul Gascoigne não conseguiu chegar a um centro-remate de Alan Shearer.

A decisão acabou por seguir para o desempate por penáltis e, depois de ninguém ter falhado na primeira série de cinco, Andreas Köpke defendeu a grande penalidade de Gareth Southgate. Andreas Möller não perdoou logo a seguir e colocou a Alemanha numa final que viria, depois, a ganhar graças a um “golo de ouro”. A Inglaterra teve de esperar mais 25 anos por nova oportunidade e, agora, Southgate é o seleccionador.

Na antevisão desta meia-final, Thomas Delaney, médio da Dinamarca, disse: “Primeiro que tudo, estamos felizes com a oportunidade de defrontar uma equipa como a Inglaterra. Sabemos que praticamente não vão existir adeptos dinamarqueses nas bancadas, mas moraliza-nos o facto de já termos ganho à Inglaterra. Eles são favoritos, mas a forma como temos jogado faz-nos acreditar que temos boas hipóteses de chegar à final”.

Por sua vez, Harry Kane, capitão da Inglaterra, frisou: “Eles são uma grande equipa. Jogámos contra eles na Nations League duas vezes no ano passado e não conseguimos ganhar nenhum desses jogos – empatámos um e perdemos o outro. Eles reagiram muito bem depois de um início de torneio complicado e têm vindo a ganhar ímpeto a cada jogo. Mas vamos ter, sobretudo, de pensar em nós mesmos. É uma meia-final, no nosso estádio nacional e teremos de usar tudo isso como motivação. Sabemos que se tivermos a abordagem certa temos muitas hipóteses de chegar à final”.

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