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INGC em Sofala procura estratégias de resposta às necessidades das vítimas dos desastres naturais

Os ventos ciclónicos, as chuvas torrenciais, os terramotos e a seca são algumas das principais causas da destruição no país. As vítimas passam a depender de apoios para sobreviver, o que condiciona o seu futuro. Em Sofala, as autoridades procuram estratégias para responder às necessidades da população afectada pelos desastres naturais.

Por causa disso, o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) e o Conselho de Refugiados da Noruega procuraram desenvolver estratégias de gestão dos deslocados por desastres naturais de modo a garantir sustentabilidade na reconstrução da vida.

A iniciativa coincide com o desejo dos afectados, segundo Rosário João, que em Março do ano passado viu o ciclone Idai deitar a baixo a sua residência. O interlocutor vive agora num centro de reassentamento de Mandruzi, em Dondo.

“Estamos no centro há mais de um ano e a nossa alimentação depende de apoios do Governo. Mas a vida não pode continuar eternamente assim. Queremos produzir para o nosso próprio sustento e o nosso maior desejo é que haja cursos de formação e financiamento para pequenos projectos sustentáveis”, disse Rosário João.

Manuel Macula, cuja habitação foi igualmente destruída pelo ciclone Idai, terá, também, de construir uma nova casa em Mandruzi. Para o efeito, ele espera receber auxílio do Executivo ou parceiros deste, assim como criar incentivos financeiros para obtenção de renda.

“Gostaria de voltar a criar e vender cabritos e coelhos, tal como fazia antes do ciclone [Idai]. Tudo foi destruído e a minha vida agora depende de donativos. Se me apoiarem com dinheiro construirei uma casa resiliente”, afirmou Macula, defendendo igualmente que não pode viver eternamente de apoios.

Um dos objectivos da elaboração da estratégia nacional de gestão de deslocados por desastres é garantir que haja mecanismo de auxílio e atribuir apoios de forma mais consistente.

Para esse processo, são também analisados “problemas das comunidades” durante a “interação com as mesmas”, explicou Nelson Tivane, coordenador do projecto Conselho de Refugiado da Noruega.

Sem avançar datas, a directora regional centro do INGC, Lurdes Daniel, disse que a elaboração da estratégia em alusão poderá levar algum tempo, uma vez que decorrem trabalhos junto das comunidades.

“Estamos agora em Sofala. Depois seguiremos para as províncias da Zambézia e Nampula (…)”, disse a fonte, salientando que a proposta da estratégia depende ainda da aprovação das autoridades.

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