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Indústria Matama é a primeira empresa a aderir à Bolsa este ano

É um marco para as duas partes: a indústria Matama consegue entrar na Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) para aumentar a sua visibilidade e projecção, e é a primeira empresa a aderir à Bolsa este ano, de um total de quatro que constituem a meta para este ano.

A adesão daquela indústria aconteceu a 24 de Abril findo, mas só hoje é que houve a divulgação oficial, num evento havido na cidade de Maputo. “A meta este ano são quatro empresas. Uma já está cotada, faltam três. Vamos continuar a trabalhar para esse objectivo, de termos pelo menos mais três empresas cotadas este ano”, anunciou Salimo Valá, Presidente do Conselho de Administração da Bolsa de Valores de Moçambique.

A indústria Matama está sediada no distrito da Manhiça, a 60 km da cidade de Maputo, e conta com um capital social de 450 milhões de meticais. Até aqui processa gado bovino, contando com um centro de engorda, matadouro e talho. A carne processada abastece o mercado nacional, mas a perspectiva é de exportar.

“Na situação normal da Matama, estamos a falar de um facturamento anual de cerca de 10 milhões de dólares. Há-de haver economia de divisas, porque as pessoas deixam de importar, mas, ao mesmo tempo, há-de haver uma parte que vai ser para a exportação, numa primeira fase, para o mercado asiático, Maurícias e outros países”, precisou Boavida Muthombene, membro fundador da empresa em referência.

Ser cotado na Bolsa de Valores implica uma série de benefícios, segundo avançou Salimo Valá, dentre os quais “assegurar maior visibilidade da empresa, ter potencial de valorização, dar mais credibilidade à empresa e aos que investem nas acções das empresas e tem a possibilidade de aceder a fontes alternativas de financiamento, além de incentivos que o Governo atribui às empresas cotadas na Bolsa”.

Criada em 1998, a BVM conta, neste momento, com a Cervejas de Moçambique, a Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos, a construtora CETA, a seguradora EMOSE e agora a Matama.

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