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Indústria extractiva e sector privado com desempenho fraco

 Os primeiros indicadores para 2018, sugerem que Moçambique se mantém numa trajectória de crescimento reduzido. O fraco desempenho da indústria extractiva e do sector privado, até então, entram nas contas do Banco Mundial pela negativa.

  A indústria extractiva e o sector privado, este último muito "castigado" pelas contas mal paradas com o Governo, anularam a ligeira retoma transversal a vários ramos da actividade económica, pelo menos ao longo do primeiro semestre deste ano.

"Estas situações constituem indicadores das possíveis tendências que se irão verificar ao longo do ano, e explicam a expectativa de que haverá uma ligeira redução no crescimento do Produto Interno Bruto  (PIB), para 3,3%, em 2018", segundo os economistas do Banco Mundial. Por isso, é expectável que o sector dos produtos extractivos, de onde veio o maior peso para o crescimento em 2017, cresça a um ritmo mais lento até Dezembro.

 "É provável que um crescimento mais lento na produção de carvão, após a escalada significativa que se verificou em 2017, venha a limitar o contributo do sector extractivo para o crescimento em 2018", indica o Banco Mundial.

Não obstante, a indústria extractiva continua a contribuir significativamente para o crescimento do PIB e a liderar o nível de concentração na economia, uma vez que aquele sector tem vindo crescer ao ponto de, até o final de 2017, ter representado 50% das exportações moçambicanas.

Só para ilustrar o forte peso deste ramo da actividade na economia da chamada "Pérola do Índico", o desempenho do PIB, excluído dos mega-projectos, fará com que o crescimento não ultrapasse a faixa dos 3% e 4% até ao final da década (2020).

A economia só poderá avançar a um ritmo mais célere com o progresso no desenvolvimento dos mega-projectos na área do gás natural liquefeito. Porém, "a queda prolongada na procura por parte dos consumidores, os atrasos dos investimentos no projecto de Gás Natural Liquefeito e aumentos contínuos dos encargos da dívida interna constituem fontes de risco para as perspectivas de crescimento a curto prazo", realça o BIRD, acrescentando, que a exposição a choques climáticos constitui uma fonte de risco adicional e significativa para Moçambique, que tem uma das economias mais vulneráveis a estes eventos em África, o que é uma potencial ameaça para temporada de colheitas de 2018/19.

Contudo a médio prazo, o progresso nos projectos de gás da bacia do Rovuma poderá impulsionar o investimento e a confiança, pelo que representa um ponto favorável significativo para as perspectivas de crescimento

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