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Índia promete a Moçambique 100 mil doses da vacina contra COVID-19

Moçambique vai receber da Índia 100 mil doses da vacina contra o novo Coronavírus, anunciou, esta quarta, Ankan Banerjee, Alto-comissário designado da República daquele país, sem avançar datas.

A informação foi divulgada pela ministra moçambicana dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, no fim da cerimónia de entrega de cartas credenciais ao Presidente da República, Filipe Nyusi, pelo diplomata indiano e pelo alto-comissário da República da África do Sul, Siphiwe Nyanda.

Segundo Verónica Macamo, o alto-comissário da Índia “reiterou a disponibilização de 100 mil vacinas do seu país para Moçambique”, para “fazer face à pandemia”.

“Como bem sabemos, as vacinas são um elemento crucial para controlar a propagação e consequentes mortes pela doença”, disse a governante.

“Tal como as 200 mil vacinas que vieram da China, acreditamos” que as doses para imunização prometidas pela Índia “também chegarão em breve. Só não tenho como dizer quando, pois há uma série de procedimentos a serem seguidos pelos dois países para que tal aconteça”, explicou Verónica Macamo.

A governante destacou que a Índia está empenhada no sentido de disponibilizar a vacina em breve.

Questionada sobre a eficácia da vacina contra a variante sul-africana da COVID-19, a dirigente respondeu que “tudo está a ser ponderado, pois estamos a falar de um processo muito importante, de vacinação. Temos o exemplo da África do Sul que descobriu a ineficácia da vacina da AstraZenica e nós iremos tomar as devidas precauções”, garantiu a governante.

O alto-comissário da República da índia está em Moçambique em substituição de Rajeeve Kumar, acreditado em Agosto de 2019.

Siphiwe Nyanda, diplomata sul-africano, substitui Mandisi Bongani Mabuto Mpahlwa, acreditado no país a 12 de Junho de 2015.

O general na reserva Nyanda conhece Moçambique desde a altura em que a África do Sul lutava contra o Apartheid.

Durante a conversa entre o diplomata e o Presidente da República, foram enaltecidos os “laços de amizade e cooperação que abrangem um amplo leque de actividades em 18 áreas, das quais hidrocarbonetos, agricultura, defesa e segurança, comércio, indústria, transportes e comunicações”, contou Verónica Macamo.

No encontro, Filipe Nyusi reiterou a “necessidade da realização da Terceira Comissão Mista, mecanismo de avaliação regular das relações e de programação das acções no âmbito da cooperação entre os dois países e povos”, concluiu a ministra.

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