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Incêndio desaloja famílias no bairro Militar em Maputo  

Fogo de origem ainda desconhecida consumiu cinco casas, esta quinta-feira, no bairro Militar, mais conhecido por “Colômbia”, na cidade de Maputo. Mais de cinco famílias ficaram desalojadas. Não há vítimas humanas a lamentar, mas sim bens materiais.

É um dos famosos bairros da cidade de Maputo, mas não por bons motivos. É um dos pontos onde se acredita que há mais criminalidade e consumo de drogas.

Mas desta vez, não é pelo crime nem consumo de drogas que se tornou notícia. Nesta quinta-feira, houve um incêndio que consumiu cinco casas em série. Rosa Muianga só conseguiu recuperar o sofá.

“Eu estava na minha casa tomar chá e, de repente, vi fumaça a entrar. Numa primeira fase, ignorei porque achava que Maria estava a cozinhar alguma coisa. Mas mais tarde ouvi um estrondo e o fogo a invadir a sala. Daí, fui para fora sem conseguir recuperar muitas coisas”, contou Rosa Muianga, uma das famílias lesadas.

O incêndio que começou na casa da dona Maria atingiu mais cinco casas, desalojou cinco famílias e destruiu, quase por completo, todos os bens.

Acredita-se que uma vela acesa pode ter sido a fonte do figo. “Ligamos para os bombeiros e enquanto não chegavam fomos apagando as chamas”, explicou Anastácio Alexandre, outro morador do bairro Militar.

Enquanto se fazia de tudo para conter as chamas, os residentes procuravam salvar o pouco que sobrava, com a ajuda do corpo de salvação pública e vizinhança.

“Eu não fui muito atingido. Estou apenas a ajudar o meu vizinho a retirar os bens da casa. Os bens parecem nada, mas carregam um valor sentimental muito forte. Contudo, grande parte das coisas foi danificado”, narrou Mateus, também morador da “Colômbia”.

Segundo fontes no local, não houve vítimas mortais, mas um jovem teve ferimento ligeiro quando tentava ajudar os vizinhos que mais sofreram com o incidente.

O corpo de salvação pública precisou de três camiões para conter as chamas. “É uma situação para qual” ainda “não temos como explicar as causas. O que fizemos foi primeiro controlar o fogo e depois vamos apurar as causas. Para já, podemos avançar para com curto-circuito, mas não é definitivo”, apontou Francisco Candine, porta-voz do corpo de salvação pública, na cidade de Maputo.

Testemunhas do incidente, acreditam que se os Bombeiros tivessem chegado a tempo, o fogo não teria atingido grandes proporções, mas Francisco Candine desmente e contra-ataca, dizendo que os moradores faltaram à verdade.

“Não é verdade que chegámos tarde. As pessoas sempre dizem isso. Se eu perguntar  quem se prontificou a chamar os bombeiros a tempo quando isso começou, ninguém vai aparecer. Se não fosse por um senhor que usou a sua motorizada para ir até nós, não sei como estaria isso”, justificou Francisco Candine.

Na “Colômbia”, enquanto alguns se esforçaram para retirar os bens das casas em chamas, há os que se aproveitavam da situação para roubar.

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