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INAM avisa que mais tempestades e ciclones poderão fustigar o país dentro de dois meses

“Ana” começou  hoje arrasar o país e estender-se-á até quinta-feira, apontam previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM).

“Estamos a prever que ele (o fenómeno) traga chuvas até quinta-feira, mas não nas mesmas zonas”. São palavras de Acácio Tembe, porta-voz do INAM e das zonas que aponta, constam as províncias de Nampula, Zambézia e Tete a serem mais afectadas.

“Haverá impactos também nas outras províncias. Estou a falar de Cabo Delgado, Niassa, Sofala e Manica”, diz Tembe.

O Instituto de Meteorologia alerta que mais sistemas poderão formar-se, ainda nesta época chuvosa, e o país continuará a ser afectado.

“As previsões dão indicação de que nove a 12 sistemas vão formar-se na bacia do sudoeste do Índico e quatro a seis sistemas poderão chegar a ciclone tropical. Um ou dois poderão afectar o Canal de Moçambique e logicamente entrar no nosso país”.

Contudo, o INAM diz que, rapidamente, a tempestade tropical, que assola o país, vai reduzir a sua intensidade, devendo passar novamente para a categoria de depressão até que deixe de abalar o país.

 

TEMPESTADE TROPICAL DEIXA ESTRADAS E PONTES INTRANSITÁVEIS NA ZAMBÉZIA

Fúria da água do Rio Lugela destruiu o aqueduto que passa pelo quilómetro 43 da Estrada que liga os distritos de Mocuba e Lugela, na província da Zambézia. Na mesma via, o mesmo rio galgou o aqueduto situado no quilómetro 19 e isolou a população.

As duas estradas estão cortadas e vários outros troços estão intransitáveis na sequência da passagem da Tempestade Ana, na província da Zambézia. No quilómetro 43 da Estrada que liga os distritos de Mocuba e Lugela, a força da água do Rio Lugela cortou o aqueduto e isolou os dois distritos.

“Os acessos do aqueduto foram removidos, quer de um lado e do outro, o mesmo ficou suspenso. Então, quem sai de Lugela para Mocuba não chega ao segundo ponto e o outro não consegue chegar a Lugela. Há uma ilha de separação entre os dois distritos”, disse ao jornal “O País” Carlos Zacarias, em representação da Administração Nacional de Estradas na Zambézia.

Na mesma estrada, já no quilómetro 19, a água galgou o aqueduto, isolou a população e forçou alguns a tentaram travessia a pé, contra todos os perigos. “Esta sessão está alagada. Tem um aqueduto em que a água transbordou e alagou uma extensão de cerca de 100 metros. Neste momento, é difícil avaliar o que está a acontecer debaixo da água, até que a água baixe”.

Já a estrada entre os distritos de Molumbo e Milange também está intransitável. Um drift cedeu e surpreendeu o condutor de um camião que ficou entalado. “Depois daquela chuva da noite, já tinha sofrido erosão e, quando o camião chegou, entrou e não conseguiu sair, criando a cedência do aqueduto”, concluiu.

A Administração Nacional de Estradas na Zambézia confirma ainda a subida do caudal do rio Licungo que ameaça galgar a recém-inaugurada ponte no distrito de Mocuba.

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