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INAE encerra Takdir em Maputo por causa de imundice

A Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) mandou encerrar o Takdir, na noite desta sexta-feira, na cidade de Maputo. O motivo do encerramento foi a imundície no interior do estabelecimento, para além de que o mesmo já reclamava por reabilitação.

O encerramento aconteceu em mais uma noite de trabalho, em que a INAE decidiu entrar num dos mais famosos e badalados estabelecimentos de take away na capital moçambicana.

O que despertou a atenção dos agentes da Inspecção foi a presença massiva de clientes no local depois das 22 horas e a consumir bebidas alcoólicas. À luz do novo Decreto Presidencial, não devia ser assim, já que todos os estabelecimentos devem fechar até às 20 horas, no âmbito das restrições para travar a propagação do novo Coronavírus no país.

Mas esse acabou por não ser o problema. Até porque a INAE estava a fazer um trabalho que chama de “educativo”, em que os agentes económicos não deviam ser penalizados.

Entretanto, a gerência do Takdir barrou a entrada da Inspecção. Negociações para a vistoria levaram, sem exagero, duas horas. Desconfiado com este finca-pé por parte de quem não devia ter nada a temer, aparentemente, a INAE inisitu a ponto de conseguir o acesso ao coração do badalado takidir. Ou seja, ao local onde era confeccionado o frango que atraía clientela. E agora?

Já no interior, a INAE teve uma surpresa desagradável, para o arrepio de quem se deleitava com o referido frango. Por detrás daquela pequena janela de onde saem os frangos, estavam panelas sujas, cozinha imunda, com óleo de fritura de batatas a não ser trocado, há dias. Mais? Os funcionários também estavam sujos. O cheiro era nauseabundo e prestes a rebentar pelas costuras. O local onde o frango é armazenado, depois de depenado, era deplorável. As batatas são colocadas num chão bastante sujo. Afinal, é este o ambiente que os funcionários do Takdir pretendiam ajeitar durante as duas horas que negaram a entrada da INAE. Contudo, em vão!

Ou seja, “mesmo depois das duas horas a fazerem limpezas, a casa não ficou limpa. Isto quer dizer que a casa já clama realmente por uma reabilitação. Outra questão é que as casas de banho estão ligadas directamente à cozinha, o que não é permitido por lei”, explicou Egas Mazivila, inspector-chefe na cidade de Maputo.

Além disso, a INAE disse ter constatado que não há condições de trabalho adequadas para os funcionários, sendo que vestem equipamento escuro, quando devia ser branco. Os mesmos confeccionam alimentos com as mãos sujas. Nestas condições, nada mais podia ser feito senão mandar fechar o Takdir.

Segundo a INAE, a reabertura apenas pode ser feita mediante apresentação de melhores condições e aprovação por ela. Sobre o trabalho realizado na noite desta sexta-feira, a Inspecção diz que a cidade esteve calma e os estabelecimentos, na sua maioria, fecharam nos horários recomendados.

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