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Ilha do Ibo vai concorrer para Património Mundial da Humanidade

A Ilha do Ibo, localizada na província de Cabo delgado, vai concorrer para o título de Património Mundial da Humanidade, na sequência dos seus 260 anos de elevação à vila, celebrados a 24 de Junho do ano corrente.

Falando durante a abertura da primeira Sessão do Conselho Executivo da Comissão Nacional para a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), o Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, evidenciou as potencialidades da Ilha do Ibo, como um mosaico cultural que reúne várias culturas.

“É nesta senda que, ao celebrarmos, em 2021, os 260 anos da Ilha do Ibo, um local de expressão da simbiose de várias culturas (africana, árabe e europeia), consideramos ter chegado o momento para submetermos também a candidatura deste local como património Mundial da Humanidade”, disse o dirigente.

Carlos Agostinho do Rosário realçou, ainda, a importância da cooperação entre Moçambique e UNESCO, na protecção e valorização de acervos históricos no país.

“À luz desta cooperação e no âmbito da promoção da diversidade das expressões culturais, foi possível que, a título ilustrativo, a ilha de Moçambique e as danças Timbila e Nyau fossem proclamadas património da Humanidade pela UNESCO.”

Durante a sua intervenção, o Primeiro-ministro fez uma avaliação da cooperação que já dura décadas, tendo referido que há alguns ganhos no país, nas áreas de educação (melhoria na qualidade, equidade e acesso) e empoderamento da rapariga, através do acesso à educação, no âmbito do programa “aprendizagem em família”. Entretanto, ainda persistem desafios.

“Desses desafios, podemos citar a necessidade de se aprimorarem os mecanismos de funcionamento, articulação e coordenação entre as instituições e organizações que integram este órgão”, referiu o Primeiro-ministro.

Para ultrapassar os desafios na consolidação de políticas de educação, cultura, informação e comunicação, Carlos Agostinho do Rosário instou os participantes do Conselho Executivo da Comissão Nacional para a UNESCO a debaterem de forma clara e concisa, para dali saírem acções e estratégias concretas.

O evento foi organizado pela Comissão Nacional para a UNESCO e contou com a participação dos Ministérios da Educação e Desenvolvimento Humano, da Cultura e Turismo, a Secretaria do Estado do Desporto, entre outros órgãos ligados à educação.

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