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Ilesh Jani diz que apesar das mutações da COVID-19, as vacinas continuam eficazes

O director-geral do Instituto Nacional de Saúde (INS), Ilesh Jani, disse que independentemente das mutações do novo Coronavírus, a vacina continua eficaz. Ilesh Jani garante, igualmente, que a imunização previne contra formas graves da doença.

“É preciso entender que o papel fundamental da vacinação é a prevenção da doença grave e da morte”, explicou.

Para o especialista em virologia, a vacina tem uma eficácia menor quando se trata da protecção contra infecção. “Portanto, a vacinação tem uma eficácia menor nestes casos de protecção contra infecção, contra doença ligeira, mas tem uma eficácia muito alta para proteger contra doença grave e contra a morte, independentemente da variante que esteja a causar a doença”, disse.

Questionado sobre o período necessário para a formação de anticorpos pela segunda dose da vacina, Ilesh Jani, avançou que após tomar a segunda dose, o cidadão precisa de 15 dias para desenvolver o sistema imunológico que a vacina vai dar ao indivíduo.

O director do INS assegurou, ainda, que os casos de mortes em pessoas com duas doses das vacinas administradas de forma correcta são extremamente raros mesmo no nosso contexto. “É extremamente raro no nosso contexto e mesmo noutros países e isso é aplicável a qualquer vacina que esteja a ser aplicada a nível global”, explicou Jani.

Falando sobre a decisão de suspensão de aulas, Ilesh Jani disse que a decisão do Chefe de Estado foi assertiva porque “a experiência durante as primeiras vagas de transmissão aqui no país, quando fizemos, por exemplo, o inquérito epidemiológico, nós vimos que a taxa de exposição das crianças que ficaram em casa, porque as aulas estavam interrompidas, era a mesma que os adultos e jovens. Portanto, mesmo estando em casa as crianças são expostas”.

O especialista, que falava durante o programa “Noite Informativa” da STV notícias, defendeu que a continuação das aulas em alguns locais tem como objectivo permitir que as crianças não percam o ano escolar.

“É melhor que a criança vá a escola porque não indo, também, há uma série de efeitos secundários: primeiro não está em casa, criança que não vai a escola perde oportunidades de educação, fica mais exposta à violência na sua casa”, defendeu Ilesh Jani.

Sobre as crianças que deverão permanecer em casa devido à suspensão das aulas causada pelo aumento de casos da COVID-19, o especialista em saúde disse que a medida é excepcional e ajudará “a descomprimir um pouco” no transporte público.

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