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Hospitais com défice de medicamentos devido à COVID-19

Foto: O País

Há falta de produtos farmacêuticos, reagentes e artigos médicos em diferentes hospitais do país, segundo os deputados. O ministro da Saúde reconhece o problema e explica que o mesmo se deve ao atraso no fornecimento de bens, resultante da pandemia da COVID-19.

Nos últimos meses, as unidades sanitárias do país registam a falta de medicamentos, com destaque para o paracetamol e as seringas médicas.

Confrontado a situação, pelos deputados, o ministro da Saúde, Armindo Tiago, justificou que a escassez se deve às restrições impostas no âmbito da prevenção e combate à pandemia da COVID-19.

“A pandemia da COVID-19 teve um impacto significativo na disponibilidade global de produtos farmacêuticos, reagentes e artigos médicos, com priorização de insumos para responder à pandemia. Gostaríamos de informar que o paracetamol usado pelo Ministério da Saúde é adquirido em duas fábricas nacionais. Estas fábricas ressentem-se do impacto da pandemia da COVID-19, tendo registado falta de matéria-prima nos princípios de 2022”, disse Armindo Tiago, ministro da Saúde.

O governante explicou, ainda, que a complexidade do sistema de importação de produtos farmacêuticos, reagentes e artigos médicos pode afectar, de alguma forma, a sua disponibilização e deu exemplos.

“O concurso para aquisição de kits de unidades sanitárias, adjudicado em 2019, cuja previsão de entrega era 2020, só em Junho de 2022 serão entregues os 14.855 kits remanescentes. Da mesma forma, o concurso para aquisição de 41 milhões de seringas, adjudicado em 2020, tem previsão de chegada em Maio de 2022”, revelou Armindo Tiago.

Segundo avança o governante, existem, neste momento, algumas restrições em relação a medicamentos para o tratamento de doença cardíaca, como a Digoxina, Hidralazina, Metildopa e alguns antibióticos, como Penicilina Cristalina, Fenoximetilpenicilina e Cotrimoxazol.

Segundo Armindo Tiago, a solução para garantir a disponibilização de produtos farmacêuticos passa pela revisão dos sistemas de procurement e o uso das Tecnologias Informação e Comunicação, para melhorar o controlo e a instalação da indústria farmacêutica.

O ministro falava numa sessão de perguntas ao Governo, na Assembleia da República.

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