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Hora de decisões na Engen Maputo Basket

Jogo três da final da Engen Maputo Basket em seniores masculinos. Na maltratada quadra do pavilhão do Desportivo, amanhã, a partir das 18h00, convergem o invicto Ferroviário de Maputo e a irreverente A Politécnica.
Em vantagem (2-0) na série do “play-off” da final, a melhor de cinco jogos, o Ferroviário de Maputo revalida o título de campeão da cidade em caso de vitória. Não há conversa, não há alternativa para A Politécnica senão mesmo vencer para forçar o quarto jogo.

Há que arrepiar caminho, há que assumir um jogo colectivo. Há que deixar o jogo-espectáculo alicerçado em alley-oop, dunks e tampões para agradar o público nas bancadas.

Os “universitários” terão que se apresentar com arrogância competitiva se quiserem travar o Ferroviário de Maputo. Tal como, aliás, fizeram no primeiro quarto do jogo dois realizado segunda-feira.

Apostas

Na noite de amanhã, José Macuácua, treinador d ‘A Politécnica, poderá voltar a apostar num cinco inicial composto por Jonas Faduco, primeiro base e homem responsável pela armação do jogo, Edilson Tivane, a funcionar como segundo base com ordens para fazer pressão a Pio Matos Júnior, Yuran Biosse, o extremo que a par de Virgílio Wachene aparece na zona do tiro exterior, e Inélcio “Chirinho” Chire e Dércio “Dado” Mula, as torres para as posições quatro e cinco. Estes, de resto, terão a missão de fazer melhor, interpretar o balanço ofensivo e defensivo dos universitários que nos dois primeiros embates alternaram entre defesa homem a homem a toda largura do campo e zona. Mais: o técnico José Macuácua não pode cometer os mesmos erros do jogo dois, no qual não teve a capacidade de fazer melhor gestão dos homens das posições quatro e cinco, tendo, neste caso, sido penalizado com Inélcio “Chirinho” Chire a averbar quatro faltas ainda no segundo período e a jogar de forma limitada.

Por outro lado, há o desafio de parar as fortes transições em contra-ataque e excepcional jogo exterior do Ferroviário de Maputo.

O conjunto de Milagre “Mila” Macome, sem pressão no que diz respeito à série, apresenta melhor estrutura e argumento que a A Politécnica.  
Com capacidade de girar a bola e colocação na zona dos 6.75 metros, onde aparecem atiradores Francisco “Chiquinho” Macarringue, Stélio Rodrigues, Manuel Uamusse e Hermelindo Novela, os “locomotivas” são irrepreensíveis quando impõem o seu ritmo de jogo. O sentido colectivo reina, diga-se.
 

 

 

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