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Homens-catana linchados na Matola

Uma morte assistida e celebrada por muitos, incluindo crianças. Várias pessoas e dois corpos estendidos no chão, foi o que a nossa equipa de reportagem encontrou, este domingo, à chegada no bairro de Ndlavela, município da Matola.

Os dois jovens foram espancados até a morte, e de seguida queimados, acusados de pertencer a um grupo de cinco, cuja actividade é semear medo a pânico no seio da comunidade. A população alega que fez justiça com as próprias mãos porque estava cansada dos desmandos do grupo.

Casos de golpes com catana são recorrentes no bairro. Conversamos com uma mulher que tem no rosto as marcas da violência bem visíveis, perpetrada por alegados homens catana. “Voltava do trabalho quendo encontrei duas pessoas que me cercaram, comecei a gritar e um tirou catana e cortou-me”, contou a Aida Xavier, acrescentando que o ‘terror’ só terminou quando os moradores saíram para acudi-la.

Eugénia Matola também viveu de perto a actuação de homens catana, teve o esposo ferido no mês passado. Embora não se recorde da data, conta que o medo reina no seio da família.

O chefe do quarteirão, Gabriel Cossa, confirma os relatos populares sobre a criminalidade e alegada acção de homens catana no bairro. Como autoridade do bairro, revela que encaminhou os casos à Polícia.

Nenhuma das vítimas de homens catana assistiu ao linchamento, não sabendo, por isso, se os malogrados eram os seus agressores. Entretanto, a comunidade diz que estes confessaram ser homens catana, antes da sua morte.

À saída da nossa equipa de reportagem, a Polícia procedia à remoção dos corpos.

 

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