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Holandeses ganham contrato de USD 200 milhões no Coral Sul

O grupo holandês Smit Lamnalco, ganhou o contrato de fornecimento de serviços marítimos integrados na instalação da fábrica flutuante de Gás Natural Liquefeito na Área 4, da Bacia do Rovuma, no norte de Moçambique. Trata-se do projecto Coral Sul FLNG, do consórcio liderado pela petrolífera italiana Eni.

Os operadores da Área 4, da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, anunciaram esta quinta-feira, a adjudicação de um contrato de prazo fixo de 10 anos à Smit Lamnalco, para fornecimento de serviços marítimos integrados à primeira instalação de gás natural liquefeito flutuante (FLNG) em Moçambique, mais conhecido por “Coral Sul”.

“Após um concurso internacional e uma extensa avaliação técnica e comercial aprovada pela Autoridade Reguladora para Operações Petrolíferas em Moçambique, o INP, hoje (quinta-feira) temos o orgulho de anunciar a adjudicação de um contrato estratégico à uma empresa reconhecida e experiente, como Smit Lamnalco, para apoiar as operações marítimas e de descarga seguras, confiáveis e eficazes do nosso Coral Sul FLNG”, disse Maurizio Lanzo, gerente geral do Coral FLNG SA, em nota enviada a nossa redacção.

Para a prestação de seus serviços, a Smit Lamnalco, presente em mais de 30 países, implantará três rebocadores para serviços de escolta, atracagem e desatracagem de navios transportadores de Gás Natural Liquefeito junto ao barco flutuante. Um quarto rebocador será utilizado para assistência às operações marítimas.

O contrato assinado inclui, igualmente, um extenso plano de conteúdo local que abrange oportunidade de formação e emprego para jovens moçambicanos, confirmando o compromisso contínuo dos parceiros da petrolífera Eni (líder do consórcio da Área 4) com o desenvolvimento sustentável a longo prazo de Moçambique.

O Coral FLNG é uma entidade de propósito específico criada pelos parceiros da Eni e da Área 4, nomeadamente, ExxonMobil, CNPC, Kogas, Galp Energia e ENH. O Coral Sul FLNG, uma parte essencial do Projeto Coral South, liderado pela Eni, que colocará em produção o gigantesco reservatório de Coral, com 450 biliões de metros cúbicos de gás, operará na costa norte de Moçambique a uma profundidade de água de 2000 metros.

O projecto de liquefacção de gás do “Coral Sul” é o primeiro aprovado pelos parceiros da Área 4, para o desenvolvimento dos consideráveis recursos de gás descobertos por este consórcio na Bacia do Rovuma, em offshore (no mar).

Recorda-se, que a Eni é operadora da Área 4, com um interesse participativo indireto de 50%, através da sua participação na Eni East Africa (EEA). Em Março de 2017, Eni e ExxonMobil assinaram um Contrato de Compra e Venda para permitir que esta última (ExxonMobil) adquira 25% das acções no bloco. Após a conclusão da transacção, a gigante italiana irá reduzir sua participação para metade (25%). As restantes acções são detidas pelo CNODC (20%), Empresa Nacional de Hidrocarbonetos E.P. (ENH, 10%), Kogas (10%) e Galp Energia (10%).

A petrolífera italiana está presente em Moçambique desde 2006, sendo que entre 2011 e 2014, descobriu grandes reservas de gás natural.

 

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