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“Hidroeléctricos” iniciam sábado odisseia africana

Fotos: UD Songo

A União Desportiva de Songo defronta neste sábado, o AS Otohô da República do Congo, em partida da primeira mão da pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões africanos. Em caso de passagem desta eliminatória, os “hidroeléctricos” podem cruzar caminho do Petro Atlético de Luanda, de Angola, que defronta o Fovu de Baham dos Camarões.

É o arranque da edição 2021/2022 das competições africanas e o nosso país estará representado apenas pela União Desportiva de Songo, que vai disputar as eliminatórias de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos.

Mesmo se tendo disponibilizado para disputar a Taça CAF, a segunda maior prova continental de clubes, em virtude de ter vencido a Taça de Moçambique, em 2019, a União Desportiva de Songo foi convidada a participar na Liga dos Campeões para colmatar a desistência do Costa do Sol, campeão nacional em título, conquistado em 2019.

Para esta nova aventura, a quinta na história do clube, depois de 2017, 2018, 2019 e 2020, os “hidroeléctricos” procuram voltar à glória, disputando a fase de grupos da maior prova de clubes do continente. Nas duas primeiras participações, a União Desportiva de Songo disputou a Taça CAF, na qualidade de vencedor da Taça de Moçambique, enquanto na terceira foi para a Liga dos Campeões, na qualidade de campeão nacional de 2018, sendo que, em 2020, foi para a Taça CAF, novamente como vencedor da Taça de Moçambique.

 

MORAL EM ALTA NA ESTAÇÃO ELÉCTRICA

Os “hidroeléctricos” de Songo estão em Maputo, desde a passada quarta-feira, onde efectuan um estágio para o jogo deste sábado, uma vez que a partida terá lugar no Estádio Nacional do Zimpeto.

A equipa técnica e os jogadores mostram-se confiantes num bom resultado, até porque têm estado a recuperar significativamente os índices de confiança na prova interna.

Carlos Manuel, ou simplesmente Caló, reconhece que não será tarefa fácil, mas garante que a equipa está preparada para o jogo. Aliás, de acordo com o técnico, o facto de os jogadores já terem ritmo competitivo abre boas perspectivas para um bom resultado.

Nas últimas cinco partidas para o Moçambola 2021, a União Desportiva de Songo venceu dois, empatou dois e perdeu apenas um, sendo que o último jogo foi diante da líder, Black Bulls, que terminou com empate a um golo.

Por outro lado, Caló vê esta como uma oportunidade para a equipa se mostrar, mais uma vez, no continente, numa prova que tem muitos aspectos aliciantes, desde a projecção de jogadores, sendo esta uma montra para que os atletas se exibam, mas também para ter ganhos financeiros, afinal trata-se de uma prova milionária, para quem chega à fase de grupos.

 

ADVERSÁRIO PARA RESPEITAR E NÃO TEMER

Relativamente ao adversário, o AS Otohô da República do Congo, Carlos Manuel, diz já ter conhecimento sobre si, nomeadamente o facto de, não sendo uma equipa tradicional, ser assíduo nas competições africanas, uma vez que vem dominando o futebol do Congo.

Mas, assegura que é um adversário à altura, não por temer, mas para respeitar dentro das quatro linhas, procurando sempre a vitória.

O técnico “hidroeléctrico” diz mesmo que, para o jogo de sábado, a palavra de ordem é jogar para o ataque, por isso os aspectos técnico-tácticos, com incidência para os ofensivos, são os que estão a ser mais trabalhados, para se marcarem muitos golos que permitam um resultado mais tranquilizador para o jogo da segunda mão.

O AS Otohô da República do Congo chegou a Maputo em duas delegações, sendo que a primeira aterrou na passada terça-feira e a outra parte na quarta-feira.

Esta sexta-feira, a União Desportiva de Songo realiza o seu treino matinal no Estádio Nacional do Zimpeto, deixando o período da tarde para treino de adaptação ao relvado, para os forasteiros.

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