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HCM realiza 1ª cirurgia de hemofilia com sucesso

A Hemofilia é uma doença hereditária, que embora seja rara tende a tornar-se cada vez mais comum no nosso país.

A doença se caracteriza pela ausência, ou acentuada carência, de um dos factores da coagulação no sangue, o que origina episódios hemorrágicos graves e problemas nas articulações.

Foi aos quatro anos que Nelson foi diagnosticado a doença que já era bem conhecida na sua família.

E porque no seu estágio mais grave a doença compromete as articulações, o jovem viu surgir um osso sobreposto que comprometia os seus movimentos.

Hoje, aos 34 anos Nelson viu seu sofrimento ser minimizado após passar por uma cirurgia realizada pela primeira-vez no país.

A intervenção cirúrgica contou com uma equipa multidisciplinar, que garantiu o sucesso daquela que se espera ser a primeira de muitas realizadas no país.

A operação foi possível graças ao apoio de uma equipa médica dos Estados Unidos da América, com uma larga experiência em intervenções em hemofílicos.

Durante o processo de recuperação, o primeiro hemofílico operado no país vai ter de continuar a aplicar o factor 8, um medicamento para prevenir a hemorragia e permitir que as pessoas que tem a doença vivam sem muitos condicionalismos.

Um grande desafio tomando em consideração que as farmácias públicas não tem o medicamento e nas privadas uma ampola chega a custar 12 mil meticais.

A nível mundial aproximadamente uma em cada 5.000 crianças do sexo masculino nasce com a hemofilia. Em Moçambique, de acordo com dados do Hospital Central de Maputo só na capital do país existem cerca de quarenta pessoas hemofílicas, desse número dezanove são crianças, todos eles do sexo masculino, uma vez que a doença é mais comum nos homens.

Especialistas alertam que aproximar a uma unidade sanitária assim que se detectar os primeiros sinais da doença, reduz o risco de complicações.

Neste momento, o Hospital Central de Maputo está a trabalhar na consolidação da associação moçambicana de hemofílicos que já conta com 47 membros, a fim de fazer parte da Federação Internacional de hemofilia, a partir da qual será possível obter factor 8 para todos as pessoas com a doença.

 

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