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HCM e Dom Orione introduzem nova técnica para produção de próteses ortopédicas

Foto: O País

O Hospital Central de Maputo (HCM) e o Centro Dom Orione introduziram uma nova técnica de produção de próteses ortopédicas, que vão beneficiar pessoas que tenham as suas pernas e os seus braços amputados, ou que apresentam a deficiência física desde a nascença.

As próteses são de baixo custo e são produzidas até quatro horas, com uma tecnologia que chega ao país pela primeira vez.

Segundo o técnico responsável pela produção das próteses, Henrique Matsinhe, este é o primeiro Centro Ortopédico do país que faz próteses em formato de mão, que se movimenta através de um sensor muscular electrónico.

Faz, igualmente, próteses que podem ser aplicadas abaixo do joelho, que permitem à pessoa fazer os seus movimentos sem dificuldades, chamada de transtibial.

Matsinhe explicou, ainda, que outra novidade é da prótese transfemural, aplicada a toda amputação da perna, entre o quadril e a desarticulação do joelho.

“As próteses são de baixo custo e de rápida produção, uma vez que antes levávamos entre três a quatro dias para produzir uma prótese e, agora, temos a capacidade de fazer isso em três ou mesmo quatro horas.”

Já a directora do Departamento de Medicina Física e Reabilitação do HCM, Teresa Tiago, fez saber que há muito tempo em que o país já ansiava por um centro de ortoprotesia com capacidade de fazer próteses e ortóteses com material moderno, pois vários eram os problemas enfrentados nesta área.

“Em Moçambique, essa parte é escassa, recorríamos à África do Sul para a produção desse tipo de próteses. Temos um centro no HCM, mas não tem equipamento moderno e temos, muitas vezes, ruptura de stock.”

Conforme disse a directora, outra vantagem das próteses é serem menos pesadas, eficazes e mais práticas.

Com a abertura do centro, espera-se beneficiar até pessoas com baixo poder de compra, com apoio de uma organização internacional – a Swiss Limbs – responsável por trazer a tecnologia ao país e formar técnicos para a produção das próteses.

O presidente da Associação Swiss Limbs, Fellipo Michino, referiu, na ocasião, que a iniciativa de trazer a tecnologia ao país surge pelo facto de haver grande demanda que se tem verificado.

“Acreditamos que essa tecnologia possa trazer benefícios para os clientes que, por exemplo, não têm condições para comprar as próteses, então trazemos um produto barato, mas com elevada qualidade e produzida num curto espaço de tempo.”

O Centro Ortopédico já se encontra funcional, e as próteses são produzidas no Centro Dom Orione.

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