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HCB com enchentes para legalizar documentação sobre óbitos

Foto: O País

Os Serviços de Medicina Legal do Hospital Central da Beira (HCB), em Sofala, estiveram esta segunda-feira sobrecarregados, devido à demora no tratamento da documentação sobre os óbitos. Segundo as autoridades de saúde locais, muitos familiares julgavam que a legalização do processo fúnebre não aconteceria no fim-de-semana festivo.

Esta segunda-feira, era possível ver uma fila extensa nos Serviços de Medicina Legal da maior unidade sanitária da Beira. Familiares pretendiam tratar a documentação obituária dos seus parentes.

António Joaquim, por exemplo, perdeu o seu ente querido na sexta-feira, dia 31 de Dezembro. À semelhança de muitas outras pessoas, julgava que os Serviços de Medicina Legal apenas funcionavam nos dias úteis da semana.

“Não vim a tempo para tratar da situação do meu ente querido, pois pensei que não seria atendido, por causa das festividades”, afirmou António Joaquim.

Mesma percepção foi de Aguinalda Augusto, que adiou a cerimónia fúnebre do seu ente querido, porque pensava que os Serviços da Medicina Legal não estariam em funcionamento durante o fim-de-semana festivo.

De acordo com Bonifácio Cebola, director dos Serviços de Medicina Legal, muitos corpos deram entrada na casa mortuária da unidade hospitalar, entre quarta-feira passada e domingo.

Conforme disse o responsável, vários familiares dos entes queridos não sabiam que os serviços de legalização fúnebre também operam aos fins-de-semana, facto que provocou ontem enchentes na morgue.

“Os nossos serviços funcionam todos os dias, incluindo aos feriados. Muitas pessoas ficaram também com receio de se aproximar, devido à tolerância de ponto anunciada para a sexta-feira”, disse Bonifácio Cebola.

Segundo a fonte, a situação originou filas nos Serviços de Medicina Legal, onde os familiares dos finados procuravam legalizar a situação dos corpos dos seus entes queridos.

Bonifácio Cebola disse que a maioria dos corpos é de mortes extra-hospitalares, que, por sinal, têm um tratamento específico.

“Nós temos um lugar onde as mortes extra-hospitalares são certificadas. Depois de elas ser certificadas, é necessário passarem para o registo civil e depois para o Conselho Municipal, encarregue de emitir o boletim de óbito”, afirmou Bonifácio Cebola.

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