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Há tiros no Palácio do Governo da Guiné-Bissau

Foto: RFI

Há relatos de tiroteios no Palácio do Governo da Guiné-Bissau, onde decorria a reunião do Conselho de Ministros.

De acordo com a DW, citando fontes da Presidência da República da Guiné-Bissau confirmam que o Chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló, e o primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam, estão no interior do edifício, cercado por militares.

Membros do Governo e dirigentes também estão retidos no Palácio do Governo. Ninguém entra, nem sai.

O facto acontece dias após uma remodelação do executivo, decidida pelo Presidente da República, contestada pelo partido liderado pelo primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam. Entretanto, mais tarde Gomes disse que concordava com a remodelação feita.

O Notícias ao Minuto refere que as relações entre o Chefe de Estado e o executivo têm sido marcadas, nos últimos meses, por um clima de tensão, agravada devido a um avião Airbus A340, que o Governo mandou reter no aeroporto de Bissau, onde aterrou vindo da Gâmbia, com autorização presidencial.

Entre os governantes afastados na remodelação está o ex-secretário de Estado da Ordem Pública guineense Alfredo Malu. O governante que disse que a sua saída está relacionada com a sua actuação no caso do avião retido.

Em declarações aos jornalistas, o ex-secretário de Estado sublinhou que o Presidente da República considerou que foi da sua autoria a ordem de inspecção ao aparelho por parte de uma equipa de peritos norte-americanos.

O primeiro-ministro começou por dizer que o aparelho tinha entrado no país de forma ilegal e que trazia a bordo carga suspeita, mas dias depois afirmou, perante os deputados no parlamento, que uma peritagem internacional, por si solicitada, concluiu que não se tratava disso, mas sem mais detalhes.

CEDEAO CONDENA TENTATIVA DE GOLPE DE ESTADO

Em comunicado divulgado hoje, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) condenou ao que chamou de “tentativa de golpe de Estado” na Guiné-Bissau e responsabilizou os militares pela segurança do Presidente Umaro Sissoco Embaló e membros do seu gabinete.

“A CEDEAO acompanha com grande preocupação a evolução da situação na Guiné-Bissau, caracterizada por tiros de militares junto ao Palácio do Governo”, lê-se no comunicado, citado pelo Notícias ao Minuto.

A organização, ainda, que os militares regressem aos seus quarteis e mantenham “uma postura republicana”.

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