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Guterres visita Moscovo

Foto: UN

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, visita, hoje, Moscovo, onde vai manter encontros com Vladimir Putin e discutir sobre a ofensiva na Ucrânia. A deslocação de Guterres acontece dias depois das críticas de antigos dirigentes das Nações Unidas à alegada falta de proactividade em relação ao conflito e paz na Ucrânia.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas tem sido alvo de críticas pela sua alegada passividade em tomar medidas concretas para travar a guerra na Ucrânia.

Na semana passada, mais de 200 antigos dirigentes das Nações Unidas enviaram uma carta a António Guterres, pedindo para que seja mais proactivo na mediação do conflito no país invadido pela Rússia, há dois meses.

Segundo os dirigentes, a inércia de Guterres em relação à guerra na Ucrânia poderia levar as Nações Unidas à irrelevância.

Para mudar a situação, o secretário-geral das Nações Unidas visita, esta terça-feira, Moscovo, onde irá encontrar-se com o presidente russo, Vladimir Putin, e com o chefe da diplomacia russa, para discutir sobre a ofensiva na Ucrânia.

Segundo a imprensa internacional, Guterres disse que a organização que representa precisa de passos urgentes para salvar vidas, pôr fim ao sofrimento humano e trazer paz à Ucrânia.

Na sua deslocação a Moscovo, o secretário-geral das Nações Unidas considerou a tensão entre a Rússia, a Ucrânia e o mundo um momento de grande perigo, daí que gostaria de discutir, pessoalmente, medidas urgentes com Vladimir Putin, para trazer a paz à Ucrânia, e o futuro do multilateralismo com base na Carta das Nações Unidas e no direito internacional.

Esta terça-feira, a Rússia acusou a Ucrânia de impedir a saída de civis numa região da cidade portuária de Mariupol, apesar da criação do corredor humanitário para o resgate de civis.

Por sua vez, a vice-primeira-ministra ucraniana informou que o anúncio russo de um corredor humanitário não foi acordado com a Ucrânia e o país considera que a iniciativa não é segura e, por isso, o cessar-fogo não aconteceu, sobretudo porque a Rússia já violou outros acordos relativos semelhantes para a retirada de civis.

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